Mulher-Maravilha 1984 é o recheio da revista estadunidense Empire de fevereiro de 2020. Patty Jenkins, a diretora do filme, conta um pouco mais sobre a nova aventura protagonizada por Gal Gadot. Matéria por Helen O’Hara; traduzida e adaptada pelo Gal Gadot Brazil.

Quero que a Mulher-Maravilha seja o James Bond do mundo dos super-heróis,” diz Patty Jenkins sobre a sequência do filme de sucesso de 2017. “Decidi fazer um grande e enorme filme de sucesso, como os da década de 1980.” Não apenas no estilo dos anos 1980, mas ele se passa em 1984 – com todas as cores e confiança impetuosa daquela era.

Após ajudar a acabar com a Primeira Guerra Mundial, mas perder o amor da vida dela, Steve Trevor (Chris Pine), nos juntamos à Mulher-Maravilha de Gal Gadot mais de 60 anos depois. Mas para a diretora Patty Jenkins, este sempre foi o momento certo para retornar à história de Diana e esta sempre foi a história a ser contada.

Esta história chegou até mim muito claramente, enquanto estávamos fazendo o primeiro filme,” diz Jenkins. “Havia duas coisas com que eu me importava. A primeira, era separá-lo do primeiro filme. Eu não queria dizer, “Aqui, mais do mesmo.” Uma das minhas coisas preferidas nas histórias em quadrinhos é que você pode pegar esses incríveis personagens e passar por histórias tão diferentes através deles, mesmo que elas sejam, essencialmente as mesmas.

O segundo motivo de Jenkins querer que a história se passe em 1984 foi mais temática, “algo que eu quis falar que é incrivelmente pertinente para a nossa época, mas que estava na moda na década de 1980.” De que ganância-é-boa, os ideias da geração-eu podem ter sidos associados a um sucesso com material extremo, mas o que veio com isso? “A verdade é que, o que estava acontecendo na época seria algo tão interessante para a Mulher-Maravilha, uma estranha que é imortal, experimentar.” Esta é uma nova era para testar a compaixão de Diana e seu altruísmo: como é isso em uma época de excessos?

Isso também permitiu que Jenkins se afastasse definitivamente dos céus cinzentos e da lama da Primeira Guerra e fosse para algo mais colorido, cheio da arte e música exuberantes da época. Ela e sua equipe tiveram que encontrar o equilíbrio perfeito entre a precisão dos anos 1980 e a mistura perturbadora, adaptando-se ao período até que ele se tornasse um simples pano de fundo. “Isso torna-se fácil, quando sua cabeça está no lugar certo. Quero que pareça que você está vendo um filme nos anos 1980, onde todos os maneirismos acidentais da década pareçam quase inconscientes.” Assim, para o guarda-roupa civil de Diana, a estilista Lindy Hemming fez estilos como aquele vestido de festa branco que está exatamente no meio do caminho entre Dynasty e suas raízes gregas antigas.

Mas, por mais glamourosa e poderosa que ela esteja, Diana ainda anseia por Steve. “É aí que está os pensamentos dela e sobre o que a história realmente é. Apesar de tudo o que ela tem, ela ainda tem um buraco no coração.” E, então, ele reaparece milagrosamente. Jenkins não diz como ele voltou, apenas que “ele voltou organicamente“.

A dupla será desafiada por Maxwell Lord, interpretado por Pedro Pascal, e Barbara Minerva, interpretada por Kristen Wiig, que inicia a história como “uma cientista brilhante que trabalha no Instituto Smithsonian e que não sabe exatamente a pessoa que ela quer ser ou como ser.” Vemos ela conforme ela evolui em uma direção mais confidente que irá, suspeitamos, tragicamente sair dos trilhos se ela se tornar a vilã Mulher-Leopardo.

É uma ambientação que certamente parece bastante com a de Bond. Uma aventura que viaja pelo mundo que lida com o excesso, que apresenta duas mulheres bonitas (uma boa, uma má) e um cara mau em um terno listrado, com gadgets legais (bem, o Laço da Verdade em vez de uma caneta explosiva) e ação que desafia a morte. Tiaras São Para Sempre? Steve Vive Apenas Duas Vezes? A Mulher-Maravilha está de volta, De Themyscira Com Amor.

Confira os scans da revista em nossa galeria.

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