A Warner Media bateu o martelo e finalmente decidiu o destino de Mulher-Maravilha 1984 em meio a uma segunda onde de contágio da COVID-19 em diversas partes do mundo: nos Estados Unidos, nas cidades em que os cinemas estiverem em funcionamento, o filme estreará em 25 de dezembro; simultaneamente, ele estreará na plataforma de streaming do estúdio, a HBO Max, ficando disponível por apenas 1 mês. No restante do mundo, as estreias começam a partir do dia 16 de dezembro nos cinemas em funcionamento e ainda não há informação quanto a exibição do filme em alguma plataforma digital.

Leia a seguir o comunicado de imprensa publicado pela Warner Media.

Quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Mulher-Maravilha 1984” da Warner Bros. Pictures voa em direção a um lançamento histórico nos cinemas e na HBO Max nos EUA no dia de Natal

O filme será lançado no cinema a partir de 16 de dezembro nos mercados internacionais

Hoje, a Warner Bros. Pictures anunciou que seu filme de super-herói altamente aguardado Mulher-Maravilha 1984 será lançado simultaneamente nos cinemas e na plataforma de streaming HBO Max nos Estados Unidos em 25 de dezembro, enquanto estreia nos cinemas em mercados internacionais uma semana antes, a partir de 16 de dezembro. O filme estará disponível por um mês na HBO Max nos Estados Unidos, sem custo adicional para os assinantes.

À medida que passamos por essa época sem precedentes, tivemos que ser inovadores para manter nossos negócios, enquanto continuamos a suprir a necessidade de nossos fãs“, disse Ann Sarnoff, Presidente e CEO da WarnerMedia Studios and Networks Group, que inclui a Warner Bros. Pictures. “Este é um filme incrível que realmente ganha vida na telona e, trabalhando com nossos parceiros desta comunidade, ofereceremos essa opção ao público nos EUA onde os cinemas estão abertos. Notamos que muitos não podem retornar ao cinema devido à pandemia, então também queremos dar a eles a opção de assistir Mulher-Maravilha 1984 por meio de nossa plataforma HBO Max.

Agradecemos como o público tem sido paciente e, dada a grande expectativa em torno de Mulher-Maravilha 1984, somos gratos em poder tornar este filme incrivelmente divertido amplamente disponível nestas épocas desafiadoras“, disse Toby Emmerich, presidente da Warner Bros. Pictures Group.

Avance para a década de 1980, quando a próxima aventura da Mulher-Maravilha no cinema a mostra enfrentando dois novos inimigos: Max Lord e Mulher-Leopardo.

Com a diretora Patty Jenkins de volta ao comando e Gal Gadot retornando no papel princípal, Mulher Maravilha 1984 é a sequência da Warner Bros. Pictures para o primeiro filme da super-heroína da DC, o recorde de 2017, Mulher-Maravilha, que fez US$ 822 milhões na bilheteria mundial. O filme também é estrelado por Chris Pine como Steve Trevor, Kristen Wiig como Mulher-Leopardo, Pedro Pascal como Max Lord, Robin Wright como Antíope e Connie Nielsen como Hipólita.

Charles Roven, Deborah Snyder, Zack Snyder, Patty Jenkins, Gal Gadot e Stephen Jones são os produtores do filme. Rebecca Steel Roven Oakley, Richard Suckle, Marianne Jenkins, Geoff Johns, Walter Hamada, Chantal Nong Vo e Wesley Coller são os produtores executivos.

Patty Jenkins dirigiu o filme a partir de um roteiro escrito ao lado de Geoff Johns e David Callaham, com história de Jenkins & Johns, baseada em personagens da DC. Vários membros de sua equipe de Mulher-Maravilha se juntam à diretora, incluindo o diretor de fotografia Matthew Jensen, a designer de produção indicada ao Oscar Aline Bonetto (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) e a figurinista vencedora do Oscar Lindy Hemming (Topsy-Turvy: O Espetáculo). O editor indicado ao Oscar Richard Pearson (Voo United 93) está editando o filme. A música é do compositor vencedor do Oscar Hans Zimmer (Dunkirk, O Rei Leão).

Warner Bros. Pictures apresenta uma produção Atlas Entertainment/Stone Quarry, um filme de Patty Jenkins, Mulher Maravilha 1984. Programado para estrear nos cinemas estadunidenses em 25 de dezembro de 2020 em 2D e 3D em cinemas selecionados e IMAX, ele será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures. O filme também estreará na HBO Max nos EUA em 25 de dezembro de 2020.

Este filme é classificado como PG-13 (nota da tradução: deve ser 12 anos no Brasil) por sequências de ação e violência.

Gal Gadot comentou sobre a estreia do filme.

ESTÁ NA HORA. Esperamos tanto para que esse filme chegasse. Nem posso dizer o quão animada estou para todos assistirem este filme. Não foi uma decisão fácil e e nunca pensamos que teríamos que segurar o lançamento por tanto tempo, mas a COVID abalou todos os nossos mundos. Sentimos que o filme nunca foi tão relevante e esperamos que ele traga alegria, esperança e amor aos seus corações. “Mulher-Maravilha 1984” é um filme especial para mim e só espero que seja especial para vocês também. Colocamos nossos corações e nossas almas nele.

Então… vocês podem assisti-los NOS CINEMAS (eles estão fazendo um trabalho incrível mantendo-os seguros)e podem assistir na HBO Max na casa de vocês.

Mandando meu amor para vocês. Por favor, fiquem a salvo e usem máscara. Boas festas para todos nós! Deixem a luz brilhar. 🙅🏻‍♀️💪🏼👊🏼💋✨💫

Patty Jenkins, a diretora do filme, também comentou a estreia do filme.

CHEGOU A HORA. Chega o momento em que você precisa escolher compartilhar qualquer amor e alegria que você tem para dar, acima de todo o resto. Amamos nosso filme como amamos nossos fãs, então realmente esperamos que ele traga um pouco de alegria e alívio para todos vocês nesta época de festas.

Assista NOS CINEMAS, onde está seguro fazê-lo (confira o ótimo trabalho que os cinemas fizeram para torná-lo assim!) e disponível na segurança de sua casa na HBO Max onde não está. Boas festas a todos vocês. Esperamos que você goste do nosso filme tanto quanto gostamos de fazê-lo.

O CEO da Warner Media, Jason Kilar, divulgou uma nota sobre a decisão do estúdio.

Hoje anunciamos que Mulher-Maravilha 1984, o grande filme tão aguardado de Patty Jenkins – com Gal Gadot e Chris Pine reprisando seus papéis como Diana Prince e Steve Trevor – será lançado nos cinemas em 25 de dezembro. Nos Estados Unidos, também disponibilizaremos este filme extraordinário na HBO Max sem nenhum custo extra no mesmo dia em que  Mulher-Maravilha 1984 estréia nos cinemas, durante o primeiro mês de lançamento dele.

Para um filme dessa escala, isso não tem precedentes. Dado isso, queríamos compartilhar um pouco do contexto.

Há muitas coisas que influenciam em uma decisão como esta:

  • A pandemia.
  • Nossa crença na experiência cinematográfica e, para tanto, na importância dos cinemas.
  • Nossa missão de ser parceiros fortes e que apoiam Patty, Gal, o produtor Chuck Roven e toda a equipe de Mulher-Maravilha 1984.
  • E, por fim, os fãs, que é onde decisões importantes como essa sempre devem começar e sempre devem terminar.

Estamos, é claro, em um momento extraordinário. Isso envolve uma colcha de retalhos de regulamentos, considerações geográficas e, o mais importante, preferências dos fãs. Com isso em mente, vemos uma oportunidade de fazer algo firmemente focado nos fãs: dar a eles o poder de escolher entre ir ao cinema local ou a estreia na HBO Max. Os super fãs provavelmente escolherão ambos. Este filme incrível estará disponível em ambos nos EUA exatamente no mesmo dia. Se você tem a sorte de morar em um local onde os cinemas estão abertos, acreditamos que estamos oferecendo uma ótima opção, dados os Protocolos de Segurança dos Cinemas que nossos parceiros implementaram. Com isso, as redes estão oferecendo uma experiência de cinema com distanciamento social, máscaras, protocolos de limpeza e ventilação. Por outro lado, se você e sua família preferem ficar em casa e fazer sua própria pipoca nas festas, queremos compartilhar a experiência de Mulher-Maravilha de 1984 com você no mesmo dia na HBO Max. A decisão é sua.

Estamos comprometidos com a experiência cinematográfica e acreditamos que oferecer um filme dessa natureza aos cinemas é importante agora. Acreditamos nos cinemas, porque centenas de milhões de fãs em todo o mundo valorizam ir ao cinema. E, enquanto os fãs buscarem a experiência no cinema, estaremos lá para atendê-los com ótimos filmes em parceria com as redes. Coletivamente, os fãs decidem essas coisas, como deveriam.

Voltando à Mulher-Maravilha 1984, acreditamos que essa decisão trará vários benefícios. O primeiro e mais importante benefício é para os fãs, na forma de uma escolha sem precedentes desde o primeiro dia. O segundo benefício é para os cinemas, fornecendo um filme muito aguardado em um momento muito necessário, enquanto eles tomam precauções em suas operações. Por fim, acreditamos que nossos parceiros criativos e nós mesmos nos beneficiaremos desta decisão, na forma de resposta dos fãs tanto cinematograficamente quanto através da HBO Max nos EUA.

Acho fascinante que estejamos medindo o desempenho deste filme de uma maneira inteiramente nova. Usando uma fala de O mágico de Oz, “não estamos mais no Kansas“. Embora estejamos atentos às receitas do cinema, nossas expectativas estão claramente ajustadas de acordo com a COVID-19. Paralelamente, estaremos prestando muita atenção ao número de famílias e fãs que mergulham na HBO Max, já que certamente prevemos que uma parte dos fãs escolherá desfrutar de Mulher-Maravilha 1984 dessa maneira no dia da estreia e depois. Para fornecer um compartivo, um pouco mais de quatro milhões de fãs nos EUA assistiram o primeiro filme da Mulher-Maravilha no dia de estreia, em 2017. Será possível que isso aconteça novamente neste Natal, com Mulher-Maravilha 1984 entre os cinemas e a HBO Max? Estamos muito animados para descobrir, fazendo tudo ao nosso alcance para fornecer o poder de escolha aos fãs.

Muitos de nós gostariam de uma história inspiradora nesta época de festas de fim de ano. Achamos que temos isso e muito mais na MM84. Acreditamos que o público vai adorar cada minuto deste grande filme nesta época e estamos ansiosos para compartilhá-lo de uma maneira sem precedentes.

Jason Kilar
CEO da WarnerMedia

A Warner Bros Pictures Brasil ainda não informou quando e como Mulher-Maravilha 1984 será lançado no Brasil.

Gal Gadot estampa a capa da revista colombiana de novembro, Rolling Stone. Na matéria, a atriz fala sobre Mulher-Maravilha 1984, seu amor pela personagem e muito mais. Confira a tradução da matéria a seguir.

Gal Gadot e Chris Pine nos trazem a sequência de Mulher-Maravilha, um romance entre um soldado atormentado e uma semideusa super-heroína. Conversamos com exclusividade com o elenco do segundo filme da Mulher-Maravilha.

por Diego Ortiz

Gal Gadot está do outro lado da mesa. Seu olhar é intimidante e estático. Ela usa um macacão bege, salto alto, várias pulseiras nas mãos e seu cabelo está bem penteado. Sua presença pode ser esmagadora, mas ela é calorosa e amigável. Por um momento, sinto como se estivesse falando com alguém que já conhecia. Ela não me faz sentir um estranho em busca apenas de histórias e relatos sobre sua vida. Ela está sempre sorrindo e seus comentários são espontâneos e genuínos. Ela não está interessada em fingir e diz o que pensa. “Essa personagem mudou a minha vida, sabe“, ela responde quando começamos a falar sobre a maior super-heroína de todos os tempos.

No primeiro filme, Gadot, de 35 anos, levou a personagem para um lugar tão humano que nos fez reconectar imediatamente com a franquia, talvez precisamente pela força de um roteiro atípico em que sua protagonista nunca pretendeu se tornar uma heroína . “Eu nunca fui muito geek. Eu obviamente conhecia a Mulher-Maravilha e minha principal referência era Lynda Carter. Mas eu nunca tinha lido histórias em quadrinhos.

Nisso, Gadot é como sua personagem: ela não quer ser uma heroína.

Estamos falando, principalmente, da segunda história, o filme mais esperado do ano, Mulher-Maravilha 1984, de como ela venceu os medos de se superar e de como levar a personagem ao próximo nível, algo que ela parece fazer sem muita dificuldade. Gal Gadot nasceu para ser a Mulher-Maravilha na tela e fora dela, ela é uma super mulher.

O que você acha do fascínio que as pessoas têm por filmes de super-heróis?
Bem, este é um assunto que quase todo mundo gosta, é popular. Todo mundo conhece o Superman e o Batman. Eles são personagens que vêm de pessoas rejeitadas pela sociedade de alguma maneira. Todos temos aquele momento ou estágio na vida em que sentimos que não nos encaixamos, que somos rejeitados ou que queremos ser como os outros, e a maneira como esses personagens enfrentam seus desafios e traumas é inspiradora, é uma maneira incrível de escapismo. Supera a realidade.

Como você pode ser fiel a uma personagem tão icônica?
Sou uma grande fã da Mulher-Maravilha, ela sempre me encantou e ela era a única personagem feminina de todos os super-heróis que eu conhecia. Para mim, ter a oportunidade de interpretá-la foi algo importante. Desde o início, o estúdio percebeu o potencial e o impacto que a personagem tem, mas eu queria maximizá-lo. Eu acho que quando você faz um filme, tudo se baseia no roteiro. Ele é como a sua Bíblia. Então, antes de mais nada, certifiquei-me de ter entendido totalmente a personagem, sua jornada, suas intenções e desejos. Para mim, uma das coisas mais importantes foi mostrar a vulnerabilidade dela, porque para nós seria muito difícil nos identificarmos com uma deusa, ela tem tudo, ela sabe de tudo, é super forte… invencível. Mas, principalmente, o encanto da Mulher-Maravilha é que ela é vulnerável, ela tem um coração enorme e é cheia de compaixão. Considero que todos esses traços ecoam em mim como mulher.

Portanto, você se identifica com o comportamento da sua personagem?
Sim claro. Eu sou justo, sou compassiva e me importo com as pessoas. Sou uma pessoa social, amo as pessoas e quero que todos estejam bem. E sou empática, como ela.

Você se inspirou em outras personagens femininas?
Lembro-me de assistir a um documentário sobre a princesa Diana, muito antes de começar a filmar. Havia algo sobre ela ser da família real e ser intocável, algo que nunca poderíamos nos identificar, só admirar e ter curiosidade sobre isso. Mas o que era especial sobre a princesa Diana era que ela tinha um coração puro e fazia muito pelas pessoas necessitadas e pelas pessoas com HIV. Isso me inspirou, aquela combinação de ser parte da família real, mas ao mesmo tempo ser tão sensível e se preocupar tanto com os outros. Isso ressoou em mim e eu queria mostrá-lo.

Você acha que, com o tempo, o papel das mulheres nos filmes de ação mudou?
Acho que ele se tornou mais popular, adoro isso e espero ver mais. Acho que, aos poucos, os estúdios e as pessoas estão entendendo que as histórias de mulheres também têm boa bilheteria em filmes de ação e isso é importante para nós.

Depois de dois filmes e de ser uma das diretoras mais importantes da indústria, o que você aprendeu com Patty Jenkins?
Muito, por onde eu começo? Patty é uma das minhas pessoas preferidas no mundo e estivemos nas trincheiras juntas, então nosso relacionamento é baseado em antes da Mulher-Maravilha e depois da Mulher-Maravilha. Ela é uma das minhas melhores amigas. No segundo filme, eu disse a ela que ela trabalhava como uma espada japonesa; ela é muito precisa, sabe exatamente do que precisa, o que ela quer, como conseguir e está fazendo isso de maneira muito elegante, gentil e surpreendente, ao mesmo tempo que é assertiva e eficaz. Isso exige habilidade, então quando eu não tinha que gravar, eu ia ao set vê-la trabalhar. Ela é incrível, é realmente inspiradora.

Você acha que ajudou o filme o fato de ele ter sido dirigido por ela e não por um homem?
Trabalhar com cada diretor é diferente, cada um traz sua personalidade e as pessoas são diferentes. Então, não acho que seja uma questão de gênero, apenas é diferente. Pessoas diferentes, dinâmicas diferentes, química diferente.

Mas há alguma sensibilidade feminina específica para carregar essa história?
Não tenho certeza de que seja isso, mas tenho certeza de que Patty, sendo a diretora, é fundamental para o filme e para a personagem. Não porque ela seja mulher, mas porque ela é a diretora indicada com a visão certa para contar as histórias da Mulher-Maravilha. Acabei de finalizar um filme com Kenneth Branagh, Morte no Nilo. Ele é um diretor homem e eu também foi muito bom trabalhar com ele. Considero que o diretor é alguém que tem traços maternos e paternos e consegue movimentar o grupo de maneira boa e produtiva. Mas, essencialmente, não tem a ver com o gênero, mas com a qualidade das pessoas.

Como foi a experiência de filmar esse segundo filme? Mudou algo em relação ao primeiro?
Foi como voltar para casa, o processo de filmagem desses tipos de filmes e a preparação exigem muito tempo e trabalho. Gravamos por oito meses e em tempo humano é uns cinco anos, porque gravamos todos os dias, às vezes até seis dias por semana. Temos muita sorte de ter as pessoas que trabalharam neste filme, porque entre Kristen, Chris, Pedro, Patty e eu, tudo foi incrível e muito divertido, éramos literalmente como um time de basquete, foi um esforço mútuo e muito divertido. Assim como foi exigente e intenso, ainda aproveitamos da companhia de todos.

Neste filme, vemos uma grande quantidade de cenas de ação. Como foi o processo de preparação? Mudou alguma coisa? Está ficando cada vez mais fácil?
Não, não! E o fato é que, quando você faz uma sequência, a expectativa é maior, embora em um filme desse calibre as expectativas sejam sempre altas, e agora temos que aumentá-las ainda mais. O que eu mais gostei nas sequências de ação é que quando você assiste a esses filmes de super-heróis, geralmente o herói é um homem e luta como um homem, mas quando você faz um filme assim com uma mulher, somos nós e não lutamos como homens. Eu sou mulher, como uma mulher luta? Quem sabe?

No início, Patty e eu levamos nossos filhos para ver a apresentação de Cirque du Soleil, e eles têm cabos e fazem todas essas coisas malucas, foi lindo. Patty me disse que toda essa arte foi uma inspiração incrível para as lutas. “Ela é tão feminina, elegante e sexy, e pode ser muito forte e fina.” Tornou-se a nossa inspiração, então com a equipe da dublês criamos algo que não havia sido feito antes. Grande parte da ação é real porque a Patty gosta de filmar tudo o que pode ser real, então, contanto que possamos fazê-la, a ação é real e crua. Eles criaram uma infraestrutura totalmente nova para filmar as cenas de ação no ar e precisavam ter certeza de que ninguém odiaria ninguém depois. Houve muito trabalho prévio para que pudéssemos dançar e lutar no ar, conectados aos cabos. E foi lindo, e por sermos todos atores, sentir que estou fazendo algo tão novo, diferente e forte, foi incrível. Foi muito trabalho e tivemos que aprender muita coreografia e treinar muito para ter certeza que poderíamos fazer tudo isso, mas valeu a pena.

No primeiro filme, a grande química entre você e Chris Pine era evidente, como foi estarem juntos novamente?
Eu o adoro, ele é um amigo muito querido e é muito talentoso, é muito fácil de trabalhar com ele. Ele sempre tira sarro de mim, isso sempre quebra o gelo. Foi ótimo, fiquei muito feliz que Patty encontrou uma forma de trazê-lo de volta, pois ele é parte integrante do filme e de seu sucesso. Mas, obviamente, ele nunca teria voltado a menos que houvesse uma boa razão e eu acho que eles acertaram em cheio. Foi divertido tê-lo de volta e foi ótimo.

O que você acha da mudança de tom em relação ao primeiro filme?
O tom é diferente, mas o universo com o qual se trabalha é semelhante, por isso não é algo abrupto. Você não será um filme diferente, ainda tem o espírito do primeiro, que é eletrizante e charmoso e tudo mais. Essa é uma parte incrível de ter uma diretora maravilhosa, que faz vários filmes de uma só coisa.

O humor é fundamental neste filme, como vocês desenvolvem essa linguagem?
Basicamente, quando você assiste a filmes, é como na vida, a vida é melhor quando você brinca sobre as coisas e zomba de si mesmo. Principalmente quando você assiste a um filme, acho fundamental que o público receba esses presentes em forma de diversão. Acho que é essencial e fiquei com muita inveja de que Kristen, Pedro e Chris contavam as melhores piadas. Houve, literalmente, momentos em que ficamos tristes e eles esperavam para contar a melhor piada e eles são tão bons que eu tive que permanecer no personagem e ser a Diana. Há muito humor e diversão no filme.

Como você se sente quando vê que as pessoas querem se vestir como a Mulher-Maravilha? Homens, crianças…
Incrível, honrada e orgulhosa disso. Quando chega o Halloween, eu sempre saio para pedir doces com as minhas filhas e uso uma máscara para não ser reconhecida, estou sempre procurando garotas vestidas de Mulher-Maravilha. É genial.

Você guardou alguma lembrança, como um amuleto, desse filme? Talvez alguma parte do guarda-roupa?

Sim, mas aprendi com o primeiro filme, do qual não guardei nada. No segundo, eu sabia que tinha que ficar com alguma coisa, mas não sabia o que, então peguei alguma coisa do set. [Risos] E não vou dizer o que foi, pois não quero me meter em problemas.

Quando você se sente vulnerável?
Provavelmente com os paparazzi e coisas assim, especialmente quando estou com minhas filhas. Na vida, me sinto vulnerável por várias coisas, mas acho que na vida pública é quando os paparazzi aparecem e as pessoas que se aproximam são agressivas.

Em suas entrevistas, Chris Pine, Pedro Pascal e Kristen Wiig falaram sobre trabalhar com Gal Gadot e suas impressões da atriz.

O que você acha de Gal como colega de trabalho?
Chris Pine:
Ela não parece se deixar afetar por Hollywood e suas armadilhas. O que define Gal é a sua positividade excessiva, ela sempre vê o copo metade cheio. Não dá para tirar aquele sorriso do rosto dela, ela está criando duas filhas, trabalha muitas horas e nunca reclama, eu faria exatamente o contrário. Ela é uma mulher casada com duas filhas. Ela não precisa do conselho de ninguém. Foi criada por boas pessoas, bons amigos e uma boa família que a rodeia, é uma pessoa honesta.

O que o surpreendeu em Gal como pessoa?
Pedro Pascal:
Achei que ela fosse mais baixa [risos]. Não muito, acho que o que me surpreende é que todos nós vimos o primeiro filme e nos apaixonamos pela interpretação dela da personagem, e quando você a conhece você entende o porquê. Acho que nem sempre ela consegue traduzir quem ela é completamente e compartilhar isso com todos através da câmera, isso é algo muito raro e especial, mas muito real. Quando estávamos gravando, as pessoas me perguntavam muito: como é a Gal? Ela é uma amiga maravilhosa, mãe, colega de elenco, produtora, atriz, ela é aberta e corajosa.

Quando você começou a trabalhar no filme, como foi sua conexão com Gal e Patty? Foi instantâneo ou demorou um pouco?
Kristen Wiig: Quando cheguei em Londres, eu estava muito nervosa, nunca tinha participado de um filme tão grande, em uma franquia de super-heróis. Tive que me mudar para Londres por nove meses e ao ver Gal e Patty, foi tudo muito acolhedor, muito caloroso, foi de imediato. Conversamos e nos conhecemos muito rapidamente, foi tão engraçado e instantâneo, eu era um grande fã e adorei o primeiro filme. E quando você vê alguém na telona, você tem uma leve ideia de como essa pessoa é. Ao vê-la em Mulher-Maravilha e em suas entrevistas, eu sabia que ela era uma pessoa com quem eu me daria bem.

Trabalhar com um superstar como Gal foi como você esperava?
Kristen Wiig: Conhecendo Gal tão bem como conheço agora… posso dizer que ela é muito grata e tive muitas oportunidades de confirmar. Ela não se deixou levar pela fama ou pelo sucesso dos grandes filmes. Ele é uma ótima profissional e pessoa.

Gal Gadot aparece no recheio na edição mexicana e latina da revista GQ de outubro. Confira a tradução da entrevista que foi feita em São Paulo, no final de 2019, durante a sua passagem pela CCXP.

Além da Mulher-Maravilha

Nada melhor do que viajar para um país amazônico (antes dos tempos de confinamento) para encontrar com uma verdadeira guerreira. São Paulo foi o cenário de um bate-papo com Gal Gadot sobre feminismo, o sexismo que impera em Hollywood, igualdade de gênero e, obviamente, sobre o tão aguardado Mulher-Maravilha 1984.

Por Jesús Alberto Germán

São primeiros dias de dezembro de 2019 e os raios de sol batem com toda a força em São Paulo, uma cidade com uma vibe particular: os acordes da bossa nova se misturam às construções impressionantes, enquanto a alegria brasileira se faz sentir nas ruas e o vento que sopra nos faz pensar que a qualquer momento vamos dar de cara com o mar, mesmo que esteja há centenas de quilômetros. Quem vive no hemisfério norte tem uma associação na cabeça a respeito do mês de dezembro: frio, neve (em alguns casos) e árvore de natal ao pé da lareira. Nessas latitudes, tudo muda completamente. A decoração da estação deve dar conta do calor intenso que dá as boas-vindas ao verão.

A notícia de um vírus potencialmente contagioso em algumas partes da Ásia parecia distante para a América na época, uma preocupação que ainda não havia chegado até nós. O que era fato é que, naquela época, São Paulo havia se tornado o epicentro e ponto de encontro de milhares de fãs de quadrinhos, que vinham de diferentes cantos da nação sul-americana (e até de fora de suas fronteiras) para fazer parte da Comic-Con CCXP, que tinha nomes convocados como Margot Robbie, Henry Cavill e Mark Hamill.

Mas a cereja do bolo viria no último dia.

Meu encontro com a Mulher-Maravilha

A cidade está apenas começando a acordar do sono matinal de domingo. O carro que me leva direto ao Palácio Tangará (situado em uma extensa área verde em meio a toda a selva de asfalto) circula suavemente pelo trânsito de São Paulo, que tem uma das piores famas, mas desta vez, é exceção.

Assim que atravessamos o muro que separa a propriedade, tudo se torna opulência à nossa volta, enquanto no horizonte, aos poucos, começa a surgir o hotel que realmente faz jus ao nome. O veículo preto para e um homem abre a porta do lado em que estou sentado. “Bem-vindo“, ele me diz. Outro senhor, vestido com um terno preto, logo muda a conversa para a sua língua, o inglês: “Sr. Germán. Siga-me por aqui.” O contexto é imbatível: sinto-me imerso em um filme em que tenho como missão conhecer uma princesa cujo objetivo principal é resgatar o mundo de qualquer mal. E assim é.

Se por fora o hotel faz jus ao seu nome, por dentro é como pisar num verdadeiro palácio. Um elevador nos leva diretamente ao terceiro andar. “Está tudo pronto para a sua entrevista“, o homem de preto me diz e as expectativas aumentam. Um longo corredor com carpete vermelho se estende diante de nós, assim que as portas do elevador se abrem. O cavalheiro assume a liderança e eu o sigo. Caminhamos alguns metros e, de repente, ele para na frente de outra porta. “Um momento, por favor“, ele diz. Ele abre lentamente a porta e fecha após entrar. Tenho pouco tempo para examinar as pinturas que decoram o longo corredor. “Pronto, Sr. Germán. A senhorita Gadot está esperando por você”, ele me garante.

A sala está perfeitamente iluminada graças a uma enorme janela que mostra a fascinante área verde que circunda o resort. A luz me cega por um momento. Tento focar minha visão e então a vejo vestida com um elegante vestido branco e seu cabelo preto contrastando com a roupa. Gal Gadot agradece o cartão-postal oferecido pelo terraço, mas assim que nos ouve entrar, ele vira a cabeça e sorri para nós.

Após as devidas apresentações, nos acomodamos ao redor de uma mesa. “Como o Brasil está te tratando?” Pergunto para quebrar um pouco o gelo. “Surpreendente. Gostaria de dizer que já o conheço bastante, mas não. Gostaria de sair ainda mais e curtir o dia lindo e a vitamina D que o sol nos dá“, ela responde entre risos.

Esta noite, Gal será a encarregada de encerrar a edição 2019 da Comic-Con de São Paulo, por isso, nos jornais e na televisão, sua visita ganha as manchetes. A expectativa por Mulher-Maravilha 1984 cresceu ao longo dos dias desde seu anúncio, principalmente após o sucesso do primeiro filme que chegou a ser considerado entre os prováveis ​​indicados ao Oscar. E, embora não tenha sido assim, ele acabou sendo um dos preferidos do público em 2017, dos amantes do Universo da DC e, claro, dos fãs de quadrinhos. “Esta sequência representou um desafio“, confessa a atriz israelense. “Foi um projeto muito ambicioso desde o início. Mesmo antes do início das filmagens, muitos nos disseram que não teríamos sucesso, mas Patty (Jenkins, a diretora) e eu respondíamos que conseguiríamos fazer isso. Enfrentar tal filme envolve uma longa preparação, especialmente de nível corporal. Depois disso, embarcamos em uma filmagem que durou oito meses sem descanso. Foi uma filmagem muito longa e, acima de tudo, muito física, porque vocês devem saber que uma das coisas que fizemos foi criar um novo estilo para as cenas de luta“, conta Gal. “Antes de iniciar a produção, Patty e eu fomos com nossos filhos ver o espetáculo do Cirque du Soleil e, no final, concluímos que era assim que queríamos que Diana lutasse dessa vez. E assim fizemos, trabalhamos com coreógrafos e evitamos CGI o máximo possível, embora isso significasse mais tempo e mais dificuldades. Por isso, foi uma filmagem longa que representou um desafio, sobretudo porque sou mãe de duas filhas e conciliar maternidade e trabalho às vezes é difícil.

Desde que Lynda Carter vestiu o traje icônico, a personagem tem sido uma referência para muitos. Mas agora que Gal assumiu o Laço da Verdade e, principalmente, por causa da época em que vivemos, a Mulher-Maravilha se estabeleceu como uma inspiração para crianças, mulheres e homens. Isso é algo que a atriz conhece muito bem. “Não levo isso na brincadeira, especialmente porque tenho filhas e entendo a importância de bons exemplos. Acho que agora, a herança da Mulher-Maravilha é muito importante e sou grata por isso. Para mim, é vital divulgar sua filosofia para o mundo e, de diversas maneiras, é o que procuro inspirar. Seja uma boa pessoa, seja positiva, ame os outros, faça o bem. Fico muito feliz que essa personagem tenha muito impacto nas pessoas.

Sobre feminismo e sexismo em Hollywood

Não é novidade para ninguém que Gal Gadot é um dos nomes que tem se envolvido com a luta feminista na Meca do Cinema e em todo o mundo, além de ter aderido às diversas causas pelas quais as mulheres levantaram suas vozes para exigirem equidade de condições de trabalho. “Acho que Hollywood não deixou de ser sexista. Acredito que enquanto continuarmos a falar deste problema, será porque não alcançamos o ponto de igualdade que desejamos. Será um longo caminho, sem dúvida, mas ao mesmo tempo está surgindo essa força de novas cineastas que fizeram filmes fenomenais recentemente, como Alma Har’el com O Preço do Talento ou Greta Gerwig; uma onda feminina que começou a encontrar seu próprio caminho em Hollywood e que teve sucesso. Estou muito feliz com esse aspecto, porque quanto mais elas forem, melhor será“, diz Gadot.

Mas o que falta para atingir esse ponto esperado? “Certo, agora você está entrando em um assunto sério. Vou te dizer o que é, pelo menos para mim. Pode ser difícil, mas considero que o mundo foi orquestrado e projetado para os homens, porque eles eram a principal força de trabalho. As mulheres começaram a trabalhar durante a Segunda Guerra Mundial, quando eles tiveram que ir para a guerra. Foi então que as mulheres começaram a se envolver com o círculo de trabalho, mas os homens já faziam isso há algum tempo“, reflete. “Não sou o tipo de mulher que aponta para os homens e os culpa por tudo, porque não acho que seja culpa de ninguém em particular; no entanto, acho que levará tempo para corrigir algo que se arrasta por anos e criar um bom ambiente para que as mulheres tenham oportunidades e salários iguais. Além disso, isso levará a questões como #MeToo, com o qual é importante que outras representantes do gênero feminino em posições importantes falem sobre o assunto. O trem está indo na direção certa e avançando, mas ainda há um longo caminho a percorrer“, continua. “O que podemos fazer para apoiar essa ideia?“, pergunto a ela. “Oh, é muito gentil da sua parte (risos). Primeiro, contrate mulheres e promova-as em seus espaços de trabalho. Dê-lhes as mesmas oportunidades que dariam aos homens e também as pague de forma justa.”

Alguns dias antes, durante apresentação de Aves de Rapina na CCXP, em São Paulo, Margot Robbie havia garantido que o feminismo não era só para mulheres, mas também para homens. Declaração que ganhou manchete em um país cujo presidente é caracterizado por seus comentários machistas. “Concordo totalmente com Margot“, diz Gadot. “Eu sempre disse que se você não é feminista, é machista (risos). Portanto, todo mundo deveria ser feminista. Recentemente, fui muito questionada sobre o empoderamento feminino e como este filme poderia contribuir para isso, e o que posso dizer é que Mulher-Maravilha 1984 significa muito para as mulheres, significa muito para mim, significa muito para as meninas, mas você não pode empoderar mulheres apenas para as mulheres; você precisa educar homens e meninos. Por isso, filmes como este são universais e para todos, porque estamos juntos nisso; não se trata de uma competição, mas sim de tudo para todos.

O tempo de conversa com Gal Gadot sobre cinema e feminismo passa rápido. E embora eu queira continuar me aprofundando no assunto, uma garota de sua equipe nos interrompe para me avisar que a atriz precisa ir embora, pois um grupo de jornalistas locais a espera no andar de baixo, com quem ela fará uma entrevista coletiva. Gal se despede com o mesmo sorriso que me cumprimentou. “Se tivesse a oportunidade, em quem você colocaria o Laço da Verdade?” Eu questiono enquanto levantamos de nossos assentos para aproveitar o último momento. “Talvez nos políticos e em certos líderes mundiais, para ver se estão fazendo a coisa certa para a humanidade. São tantos que não conseguiria escolher um em particular.” E termina com uma risada que enche a sala inteira.

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Gal Gadot estampa a capa da revista estadunidense Vanity Fair, edição de novembro. Confira a seguir a entrevista traduzida pela equipe do Gal Gadot Brasil.

Gal Gadot é única e um caso a parte

Três anos atrás, Gal Gadot abalou o mundo como a Mulher-Maravilha. Na sequência, ela volta para detonar ainda mais em nome do feminismo.

Por Nancy Jo Sales
Fotografia por Dudi Hasson
Estilo por Noa Rennert

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Criando Ondas

Gal Gadot está relaxando no pátio dos fundos de sua casa em Tel Aviv. Este espaço ao ar livre, cercado por um muro de pedra e árvores pendentes, é onde ela diz que ela gosta de passar um tempo “com ela mesma”, depois que suas filhas, Alma, de oito anos, e Maya, de três, adormecem. Ano passado, quando Gadot e seu marido, Jaron Varsano, acharam que Alma tinha idade suficiente, eles mostraram a ela o filme que fez de sua mãe uma estrela: Mulher-Maravilha.

Ela ficou muito animada“, diz Gadot, “mas também não conseguia deixar de ver Ima” – mãe em hebraico – “lutando contra os caras maus. Ela disse, ‘Eu não consigo assistir! Apenas passe para frente!’ Ela não conseguia aguentar. Então, pulamos as partes assustadoras. Mas o resto, ela amou e tem orgulho disso.

Alma, no entanto, não é fã da Bela Adormecida. “Ela disse: ‘Não gosto da Bela Adormecida’“, diz Gadot, “e perguntei por quê, ela é uma princesa da Disney; quem não gosta de uma princesa da Disney? E ela disse: ‘Porque tudo que ela faz é dormir e o príncipe vem e a beija e daí é o fim. Ela não fez nada’. E Jaron e eu estávamos olhando para ela, e ficamos tipo, que perspectiva saudável. E é tão verdade, ela não fez nada.

Lembro-me de quando fui ver Mulher-Maravilha no cinema, em Nova York, logo após sua estreia, em junho de 2017, com todos os gritos e aplausos das mulheres e meninas na plateia. Em certo momento, uma mulher sentada ao meu lado agarrou minha mão em uma demonstração espontânea de irmandade. Logo se seguiram relatos de reações semelhantes por todo o país e pelo mundo: o público batendo palmas, chorando, vestindo seus Braceletes Dourados e segurando seus laços em público e nas redes sociais. Uma postagem viral no Tumblr de uma professora de jardim de infância (que Gadot compartilhou) relatou uma lista de coisas inspiradoras que aconteceram em sua sala de aula desde o lançamento do filme: tanto meninos como meninas queriam imitar a força e a bondade da Mulher-Maravilha e salvar o mundo, como ela fez.

A Mulher-Maravilha foi um fenômeno. Vindo, como veio, meses após a eleição de um abusador reconhecido na presidência dos Estados Unidos, parecia um bálsamo. E Gadot parecia a encarnação perfeita de uma amada super-heroína, chegando a tempo para uma onda feminista (seu nome, Gal, na verdade significa onda em hebraico), iniciada pela histórica Marcha Internacional das Mulheres, em janeiro de 2017.

O que entendo da Mulher-Maravilha é que ela é o amor encarnado: feroz, forte, compassiva e durona. Essa é a Gal.” Chris Pine

Hoje, com Mulher-Maravilha de 1984 previsto para chegar aos cinemas em dezembro, Gadot está animada para que o público veja o próximo episódio da história da Mulher-Maravilha. “Acho que o primeiro filme foi o nascimento de uma heroína“, diz ela, falando comigo no Zoom, “e, desta vez, queríamos ir mais a fundo, de certa maneira. Trata-se mais do perigo da ganância e acho que isso é muito relevante para a era em que vivemos hoje. Parece que todos estão em uma corrida por mais e quando você consegue o que deseja, há um novo limite e qual é o preço? E nós nos perdemos nesta maratona louca?

Ela está usando um vestido preto sem mangas da Helmut Lang com uma gola assimétrica, brincos de diamante, nada de maquiagem. Em uma conversa abordando temas feministas, é difícil saber dizer como, ou se, ela é bonita. Ela mesma não parece muito interessada nisso. Na adolescência, ela trabalhou no Burger King em vez de aceitar os empregos de modelo que ofereciam a ela. Ela ficou chocada quando ganhou o concurso de Miss Israel em 2004 (sua mãe e uma amiga a inscreveram por impulso) e decidiu que concursos de beleza não eram para ela. Ela dificultou o concurso de Miss Universo 2004, ela já contou em entrevistas, sendo não cooperativa e vestindo roupas horríveis.

Oh, meu Deus“, ela diz, rindo, quando eu toco no assunto. “Paula Abdul foi uma das juradas, ela me perguntou algo e eu fiquei tipo” – intensificando seu sotaque israelense – “‘Não falo inglês, desculpe.’ Fiz de tudo para ter certeza de que não daria certo.

Na cena de abertura de Mulher-Maravilha de 1984, a versão infantil da princesa guerreira Diana Prince (interpretada por Lilly Aspell, de 12 anos, uma saltadora premiada na vida real) está em uma longa competição física, uma espécie de Olimpíadas das Amazonas. Ela se passa em Themyscira, a ilha mágica e cidade-estado só de mulheres onde ela nasceu. É uma sequência deslumbrante de uma perspectiva técnica, com muitos feitos aparentemente impossíveis executados em grande escala, mas o que chama a atenção é o puro atletismo de uma menininha muito determinada.

Sempre que vejo essa parte do filme, fico chorosa – tipo, muitas lágrimas de emoção“, diz Gadot (pronuncia-se “Gah-dot”), de 35 anos. “Uma das maiores coisas em que acredito é que você só pode sonhar em se tornar alguém ou algo após ver isso visualmente. E os meninos, sorte deles, puderam ver, desde o início dos filmes, que eram os protagonistas, eles eram os fortes, salvavam o dia. Mas nós não tínhamos essa representação“, diz ela. “E eu acho que isso é tão importante e, claro, é ainda mais importante para mim porque sou mãe de duas meninas, mostrar o potencial do que elas podem ser. E não significa necessariamente que elas tenham que ser atléticas ou fisicamente fortes, isso também, mas que eles podem ser marcantes.

Ela fala sobre a necessidade de educação; ela me conta sobre “uma coisa horrível que aconteceu a uma garota de 16 anos que foi estuprada por vários homens em Israel“, na cidade turística de Eilat, no Mar Vermelho, em agosto. “Como é que havia vários homens na sala e ninguém foi tipo, ‘Ei pessoal, isso é errado, pare, alguém chame a polícia?’” ela pergunta. “Temos que servir de modelo para nossos filhos e temos que educá-los para a igualdade. Ainda há um longo caminho a percorrer porque ainda não existe uma verdadeira igualdade. Se concentrarmos nossos recursos nesse tipo de coisa, uma mudança real aconteceria.

Ela sorri. Ela sorri muito. “Espero que não tenha sido um grande discurso“, acrescenta ela.

Nunca conheci alguém que fosse tão abençoado com tantos dons, de beleza, inteligência e força, e fosse tão bom“, diz Patty Jenkins, diretora de Mulher-Maravilha 1984 e Mulher-Maravilha (2017), que foi o filme de maior bilheteria de uma diretora mulher, arrecadando mais de US$ 820 milhões em todo o mundo.

O sucesso do primeiro filme da Mulher-Maravilha, pelo qual Gadot recebeu apenas US$ 300.000, um valor que causou indignação em alguns círculos, já que era irrisório em comparação com o que muitas estrelas masculinas de ação levam para casa, ajudou a catapultá-la para a lista das atrizes mais bem pagas em Hollywood. Para Mulher-Maravilha 1984, ela supostamente ganhou US$ 10 milhões, uma grande soma que ainda é menos da metade do que algumas estrelas masculinas de ação ganham, mais um sinal de que em Hollywood, como em outros lugares, a disparidade salarial entre gêneros ainda tem um longo caminho a percorrer para ser igual.

Gal é alguém cujo foco principal é fazer o bem com sua personagem e isso é uma coisa tão especial, ter uma Mulher-Maravilha como essa no papel“, diz Jenkins, que chama Gadot de sua melhor amiga. “Ela não está procurando por glória ou fama, ela está sempre perguntando: O que podemos fazer com isso que será bom para o mundo?

Quando enviei um e-mail para Chris Pine, que interpreta o interesse amoroso da Mulher-Maravilha, o oficial de inteligência Steve Trevor, em ambos os filmes, perguntando por quê ele achava que o público abraçou tanto Gadot no papel, ele respondeu: “O que entendo da Mulher-Maravilha é que ela é o amor encarnado: feroz, forte, compassiva e durona. Essa é Gal.

Gadot cresceu em Rosh Ha’ayin, uma pequena cidade no centro de Israel que uma amiga minha israelense descreve como sendo “um típico subúrbio de classe média da Califórnia”. Seu pai, Michael, era engenheiro, e sua mãe, Irit, era professora de ginástica que ensinou esportes a Gadot e sua irmã mais nova, Dana, insistindo que elas corressem por aí ao ar livre, em vez de ficar em casa e assistir televisão.

Você pode imaginar Gadot sendo muito parecida com aquela garotinha ativa no início de Mulher-Maravilha 1984, correndo, pulando, preparando-se física e mentalmente para seu futuro. Seu próprio atletismo pode ser visto em ambos os filmes da Mulher-Maravilha, nos quais ela realiza muitas de suas próprias acrobacias. “Tentamos evitar ao máximo usar computação gráfica nas lutas“, diz ela. Um dos momentos mais extraordinários de Mulher-Maravilha 1984 envolve uma cena em que ela luta contra vários bandidos com seu laço dourado enquanto dá um chute, jogando as costas para trás, que consegue ser durão e elegante.

Após o colegial, Gadot passou dois anos cumprindo seu serviço obrigatório nas Forças de Defesa de Israel, onde foi instrutora de preparação física e combate, antes de entrar na faculdade. (Ela tem sido frequentemente criticada por seu serviço nas FDI, bem como por uma publicação no Facebook apoiando as tropas, durante os ataques aéreos do exército israelense a Gaza em 2014.)

Eu vim de um lar onde ser atriz nem era uma opção“, ela me conta. “Sempre adorei as artes e era dançarina e adorava cinema, mas ser atriz nunca foi discutido. Meus pais diziam, você precisa se formar na universidade e ter um diploma.” Ela planejava se tornar advogada.

Mas “dadadada“, como ela costuma dizer sempre que encobre detalhes complicados ou desnecessários (como algumas aparições em programas de TV israelenses), ela foi escalada como Gisele Yashar, a sensual especialista em armas em Velozes e Furiosos de 2009, e assim sua carreira em Hollywood começou.

Jaron“, o marido dela, “foi quem disse: Você pode fazer o que quiser“, diz ela. “Foi ele quem realmente me deu forças para seguir este sonho.

Gadot conheceu Varsano em um retiro de ioga e “festa muito estranha” no deserto israelense em 2006, quando ela tinha 20 e ele 30; ambos foram convidados por amigos em comum. Eles se deram bem imediatamente e começaram a namorar. “Em nosso segundo encontro, ele anunciou: Vou terminar com todas as outras garotas com quem costumo sair e vou te pedir em casamento daqui dois anos, e ele o fez – é um homem de palavra“, Gadot diz, sorrindo. Em 2008, eles se casaram em uma pequena cerimônia em Tel Aviv.

Encontrar-se com ele provou ser um momento decisivo em sua vida pessoal e, de certa forma, em sua carreira. Ela encontrou um unicórnio: um homem verdadeiramente feminista. “Somos realmente, igualmente parceiros“, diz ela. “Temos um grupo de amigos aqui e todas as esposas têm carreiras, e sempre brincamos que os maridos são o ‘novo homem’, muito envolvidos com a casa e em cuidar dos filhos e tudo mais. Jaron é literalmente o vento sob minhas asas.

Você pode perdoá-la, talvez, por ser sentimental; afinal, ele é o tipo de cara que homenageou o Dia Internacional da Mulher, em 2018, postando no Instagram: “Tenho muita sorte de ser casado com uma mulher forte e independente. Eu aprendo com ela diariamente, ela me fortalece e me ajuda a me tornar uma versão melhor de mim mesmo. Nosso relacionamento é baseado na igualdade e respeito mútuo. Seus objetivos são tão importantes quanto os meus. Os sonhos dela são tão importantes quanto os meus.

Mas o mais importante, de acordo com Gadot, Varsano faz o que diz. Ele a apoiou em seguir sua carreira à medida que ela crescia e exigia cada vez mais, diz ela, encorajando-a a continuar trabalhando durante a criação de duas filhas, mesmo quando ela própria ficou insegura sobre como equilibraria ser mãe e todas as suas oportunidades profissionais. Quando ela ficou ansiosa com a ideia de viajar para os sets de filmagem com Alma, sua primogênita, foi Varsano quem a tranquilizou de que tudo daria certo.

Viajamos juntos“, diz Gadot. “Somos a família do circo. Eu amo o que faço, mas acima de tudo está a minha família e não vou viajar por longos períodos de tempo sem eles.

Ela diz que ser mãe é “a melhor coisa que já fiz, o projeto da minha vida.” Quando pergunto que tipo de mãe ela é, ela sorri e diz: “Eu sou todos os tipos de mães. Depende de em quais dias você está perguntando. Estou muito conectada a eles e sou muito afetuosa, me certifico de manter os canais de comunicação abertos e sempre falamos sobre sentimentos e coisas assim. E, então, às vezes eu as deixo ir e não as interrompo, porque aprendi que quando se está muito envolvida, você pode realmente criar problemas. Às vezes, posso ser histérica“, diz ela. “Eu posso ser boba. Nós rimos muito. Posso ter muita paciência, mas quando a perco, não é bom.” Ela ri. “Eu acho que toda mãe pode se identificar com isso, que depois que você tem um bebê, você tem uma grande quantidade de culpa, que é algo com que estou lidando o tempo todo. Mas percebi que só posso tentar ser a melhor versão de mãe que posso ser. Então, apenas tento fazer o meu melhor e dar a elas tudo que posso.

As filhas dela sabem que ela interpreta a Mulher-Maravilha, é claro, mas “não é grande coisa em nossa casa“, diz ela. “Eu sou a mãe que as incomoda e pede que façam coisas e as acorda de manhã. Sempre que eu ganho uma Barbie [da Mulher-Maravilha], elas ficam animadas com isso e brincam um pouco com ela, mas elas não estão obcecados com a ideia de que eu sou a Mulher-Maravilha.

Em Mulher-Maravilha 1984, filmado em Londres, Washington, D.C. e partes da Espanha, a Mulher-Maravilha faz muito, incluindo lutar contra sua inimiga, Mulher-Leopardo, interpretada por Kristen Wiig. As personagens começam como colegas e amigas, quando a Mulher-Leopardo ainda é apenas a desajeitada geóloga Barbara Minerva, que ainda não se transformou em seu alter ego maligno. A cena em que elas se conhecem, no Smithsonian Institution, é notável pela atitude acolhedora de Diana Prince para com sua colega cientista; parece mais um momento de poder feminino, mostrando a abertura e a vulnerabilidade de Gadot na tela.

Gal tinha um tremendo talento desde o início, mas devo dizer que suas habilidades de atuação explodiram“, diz Jenkins. “Ela é simplesmente uma das melhores atrizes que trabalham agora. Lembro-me de quando ela virou a esquina [naquela cena] e entrou, havia uma complexidade de simpatia e generosidade em seu rosto. Eu estava olhando para ela e pensando: Uau, ela é tão deslumbrante – é como se ela saísse de uma história em quadrinho, direto do papel, tipo, não dava para imaginar nada mais bonito – e ainda assim ela exala essa sabedoria complexa.

Annette Bening, que estrela ao lado de Gadot em Morte no Nilo, dirigido por Kenneth Branagh, concorda que a atriz tem um talento de atuação inexplorado e pouco discutido. “Ela se tornou uma estrela por causa de Mulher-Maravilha, mas ela é uma atriz muito boa“, diz Bening. “Claro que a Mulher-Maravilha é muito encantadora e tem toda a força, mas Gal também possui muitas outras coisas e é capaz de fazer muitos papéis diferentes, o que tenho certeza que fará. Quando alguém é muito bonito, as pessoas muitas vezes os subestimam, especialmente quando se é uma mulher; as pessoas não conseguem conceber que elas possam ser tão inteligentes assim e ficam com inveja e são competitivas.

Nunca conheci alguém que fosse tão abençoado com tantos dons; de beleza, inteligência e força,” diz Patty Jenkins, “e fosse tão bom.

Em Morte no Nilo, que estreia em dezembro, Gadot interpreta a mais glamorosa femme fatale de Agatha Christie, Linnet Ridgeway Doyle. O filme é uma fuga suntuosa, filmado na Inglaterra e no Egito. “Eles fizeram um trabalho tão bom nos cenários e nos figurinos que você literalmente se sentia como se fosse uma mulher dos anos 1940“, diz Gadot, que aparece em uma sucessão de vestidos de matar, adornados com joias.

Sou uma pessoa sociável“, diz Gadot. “Eu posso falar com a parede. Eu quero conhecer; quero ouvir histórias. Então, para mim, trabalhar com tantas pessoas” – o grande elenco inclui Armie Hammer, Sophie Okonedo e Russel Brand – “foi maravilhoso e provavelmente ainda mais delicioso, porque as pessoas com quem trabalhei são amáveis, queridas e charmosas. E eu tinha a Annette [Bening] comigo, que eu já conhecia. Foi ela quem pressionou a mim e ao Jaron para começar nossa produtora“, que se chama Pilot Wave.

O primeiro projeto da companhia, uma série para a Apple sobre Hedy Lamarr, estrelará Gadot como a linda atriz de Hollywood e gênio científico que foi a pioneira na tecnologia que lançou as bases para o WiFi, o GPS e o Bluetooth. “Ooh, Hedy Lamarr“, diz Bening quando menciono isso a ela. “Gal é perfeita para isso.

Linda, talentosa, abençoada com duas filhas e um marido solidário (que é parceiro dela em projetos de sucesso, como o Hotel Varsano, em Tel Aviv, que em 2015 foi vendido ao bilionário russo-israelense Roman Abramovich por US$ 25 milhões), voar pelo mundo todo, fazendo grandes filmes com outras pessoas bonitas e talentosas… A vida de Gadot parece mais do que privilegiada. E, portanto, não é uma surpresa que a Internet se voltou contra ela, depois que ela postou o infame vídeo dela e de outras celebridades cantando Imagine, de John Lennon, em março, numa época em que muitas pessoas, incluindo ela, acabavam de iniciar a quarentena devido ao COVID-19.

Certamente é difícil sobreviver ao vídeo horrível e desafinado de dois minutos que apresenta uma série de performances emocionantes de nomes como Kristen Wiig, Sarah Silverman, Natalie Portman e Will Ferrell, bem como alguns cantores de verdade como Sia e Norah Jones. E o momento realmente foi inoportuno – as pessoas estavam se sentindo desesperadas, com medo e precisando de recursos, não de celebridades cantando para elas de seus lares luxuosos.

Mas isso realmente foi motivo para o ódio que ela recebeu? Ou foi apenas a internet fazendo o que ela faz? Foi realmente merecedor do discurso que obteve no New York Times, no qual o escritor musical Jon Caramanica escreveu: “Começa depois de um monólogo breve e banal de Gadot, que pode estar presa em casa, mas cuja mente foi libertada, cara.

Quando toco no assunto com Gadot, ela não se desculpa. “Às vezes, sabe, você tenta fazer uma boa ação e simplesmente não é a boa ação certa“, diz ela com um sorriso e um encolher de ombros. “Eu não tinha nada além de boas intenções e veio do melhor lugar, eu só queria enviar luz e amor para o mundo. Comecei com alguns amigos e depois falei com Kristen [Wiig]“, diz ela. “Kristen é como a prefeita de Hollywood.” Ela ri. “Todo mundo a ama e ela trouxe um monte de gente para a brincadeira. Mas sim, eu comecei, e só posso dizer que pretendia fazer algo bom e puro, e não deu certo.

Sua atitude de me-aceite-como-sou é revigorante, mas me pergunto como isso funciona em Hollywood, que é famosa por ser um lugar onde as pessoas raramente dizem o que realmente pensam. “Às vezes, isso pode me causar problemas“, diz ela. “Há algo que aprendi a dizer, que é: ‘Não discordo de você, mas’, portanto, basicamente, estou discordando de você.” Ela sorri novamente. “Então eu me adaptei. Cheguei à conclusão: eu faço o que eu faço, você faz o que você faz. Eu prefiro que você não goste de mim neste momento do que não dizer a minha verdade.

(Depois que a versão impressa desta história foi para a imprensa, a notícia de que Jenkins dirigiria Gadot em um futuro projeto de Cleópatra gerou alguma reação contra sobre o desacordo quanto a descendência da rainha egípcia. Gadot, que está no set de filmagens de um novo projeto, não foi encontrada para comentar.)

Tiro uma foto dela na minha tela para ter certeza de me lembrar de como ela estava durante nossa conversa. Nesta foto, ela está sorrindo o sorriso mais feliz que eu acho que já vi em alguém desde o início da pandemia. Eu me pergunto sobre aquele sorriso e como Gadot consegue permanecer tão feliz. Eu me pergunto se é porque ela parece tão ciente de como ela é sortuda.

A palavra sorte surge repetidamente enquanto conversamos. Gadot se sente sortuda, diz ela, por estar saudável e segura e com seus filhos durante a pandemia. Ela se sente sortuda por ter sido escalada para o papel da Mulher-Maravilha e por fazer parte desse mundo, que ela diz parecer “como se você fosse uma grande família feliz vivendo em uma comunidade; tem sido uma viagem incrível, incrível.” Ela se sente sortuda por ter Varsano como seu parceiro.

Sou sortuda“, ela me diz. “Eu agradeço todas as manhãs. Na cultura judaica, há uma prece que você deve dizer toda vez que acordar de manhã para agradecer a Deus por, sabe, mantê-lo vivo e dadadada. Você diz ‘modeh ani’, o que significa ‘Eu dou graças’“, diz ela. “Então, todas as manhãs, acordo, saio da cama e digo: ‘Obrigada por tudo, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada.’” Ela fecha os olhos por um momento, como se repetisse a oração novamente. “Nada deve ser considerado subestimado.

Aquele ditado “Em time que está ganhando não se mexe.” se prova verdadeiro mais uma vez.

O Deadline informou com exclusividade que a Paramount Pictures ganhou o leilão para os direitos de um filme biográfico da rainha do Egito, Cleópatra, que conta com Gal Gadot no papel principal e Patty Jenkins na direção. Também participaram do leilão a Universal, Warner Bros, Netflix e Apple TV.

O filme será produzido por Charles Roven (Atlas Entertainment), Patty Jenkins, Gal Gadot e seu marido e companheiro na produtora Pilot Wave Motion Pictures, Jaron Varsano. Laeta Kalogridis, além de escrever o roteiro, é a produtora executiva.

O contrato para o filme foi finalizado ontem (10), após Gal Gadot (o filme foi ideia dela, através da Pilot Wave) participar de diversas reuniões de apresentação do projeto no Zoom, acompanhada de Jenkins, Roven, Varsano e Kalogridis.

Em suas redes sociais, Gal Gadot disse:

“Adoro entrar em novas jornadas, adoro a animação de novos projetos, a sensação de trazer novas histórias à vida. Cleopatra é uma história que eu queria contar há muito tempo. Não posso estar mais animada e grata com essa equipe de astros!!


https://www.instagram.com/p/CGNeQyZh9o2/
O acordo é mais que certo, já que a Paramount Pictures quer um filme de grande orçamento para estreia nos cinemas o mais rápido possível. O roteiro começará a ser escrito imediatamente, com os produtores Gadot, Jenkins, Roven e Varsano ajudando a formar a narrativa.

Este não é o primeiro projeto junto de Gal Gadot, Patty Jenkins e Charles Roven, já que o trio já trabalhou junto em Mulher-Maravilha e, mais recentemente, em Mulher-Maravilha 1984 (neste, os três são produtores).

A produtora de Gal Gadot, Pilot Wave Motion Pictures está desenvolvendo a série da atriz e inventora Hedy Lamarr junto à Apple TV+ e um filme da heroína polonesa da Segunda Guerra Mundial, Irena Sandler, junto à Warner Bros. No momento, Gal Gadot está gravando o filme da Netflix, Red Notice; seus próximos filmes a serem lançados são Morte no NiloMulher-Maravilha 1984.

Quem foi Cleópatra?

Do site Só História:

Cleópatra nasceu em 69 a.C., na cidade de Alexandria, fundada por Alexandre, o Grande no delta do Nilo e que nos séculos anteriores ao nascimento de Cristo desempenhou o papel de metrópole cultural, artística e econômica do Mediterrâneo Oriental.

Embora fosse egípcia por nascimento, pertencia a uma dinastia macedônica que se estabelecera no Egito em 305 a.C., quando o general macedônio Ptolomeu tomou o título de rei. Era filha do rei Ptolomeu XII Auleta e da rainha Cleópatra V. Apesar da origem estrangeira da dinastia à qual pertencia, Cleópatra foi a única da sua dinastia a dominar a língua egípcia.

Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele país. Subiu ao trono egípcio aos 17 anos de idade, após a morte do pai.

Tinha uma grande preocupação com o luxo da corte e com a vaidade. Costumava enfeitar-se com jóias de ouro e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas, safiras e rubis), que encomendava de artesãos ou ganhava de pessoas próximas e familiares.

Para mais detalhes sobre sua vida, leia sobre a Rainha do Egito no site Brasil Escola e ainda a matéria A Verdadeira Cleópatra, .

Gal Gadot foi capa da revista espanhola Mujer Hoy de 29 de agosto de 2020. Na matéria, Gal Gadot falou sobre Mulher-Maravilha 1984, sua carreira e deu dica para as meninas que aspiram uma carreira de atriz. Confira a seguir a matéria traduzida na integra.

A atriz israelense encarna, em Mulher-Maravilha, o poder feminino em um mundo (cinematográfico) repleto de super-heróis. E ela aprendeu muito com isso.

Falar com uma celebridade é, de certa forma, como atravessar a tela e chegar a um espaço onde o extraordinário se torna comum e, por isse motivo, extraordinário novamente. Embora a era das divas do cinema tenha praticamente acabado, há atrizes que tornam mais fácil do que outras atravessar a fronteira nítida entre a privacidade e o domínio público da fama; aquelas que não hesitam em se apresentar como “seres normais”, talvez desejando realmente essa normalidade. É o caso de Gal Gadot, a atriz israelense de 35 anos que se tornou famosa no mundo todo por seu papel de Mulher-Maravilha. E o que poderia ser melhor do que ser a Mulher-Maravilha, essa super-heroína da DC Comics que nada mais é do que a filha de Zeus e a Rainha das Amazonas? Nada de diva ou divino emana de Gadot ao falar com ela, apesar de ter se tornado, em apenas três anos, uma verdadeira estrela de Hollywood – em 2017, o primeiro filme da Mulher-Maravilha bateu recordes de bilheteria e arrecadou 822 milhões de dólares. Sua proximidade é surpreendente, principalmente porque seu jeito de olhar, falar e gesticular são os de sua personagem, com aquela voz um tanto arranhada e sorridente, inseparável (para sempre?) da personagem benevolente da semideusa grega.

Se você cair, levante-se e continue andando, até atingir sua meta.” – Gal Gadot

Mas ela não se vê, ou é incapaz de se ver, como o mundo inteiro a viu e continuará a vê-la na tela. “É engraçado porque eu não penso nisso. Na verdade, às vezes, quando assisto ao filme, tenho que me lembrar que sou eu,” diz a atriz israelense rindo.

Gal Gadot fez sua estreia como figura pública aos 18 anos, quando foi eleita Miss Israel. Ela já foi modelo, dançarina (balé, dança moderna, hip hop) e, antes disso, uma menina que passou uma infância idílica, segundo ela, cheia de inocência e brincadeiras ao ar livre. “Tive uma infância muito gostosa e feliz,” ela diz sem hesitar. “Mesmo que não tivesse celular e que não me deixassem assistir TV de tarde, em casa, eu estava sempre brincando ao ar livre com meus amigos. Procuro dar às minhas filhas a infância que tive.” Ela não havia considerado atuar até que lhe foi oferecida a oportunidade de aparecer na série Bubot, em sua terra natal, Israel. A transição dela de modelo para atriz foi “bastante suave“, ela agora admite.

Seu primeiro papel em um filme estadunidense veio em 2009, com a quarta parte da franquia Velozes e Furiosos (Fast and Furious). Ela conseguiu o papel, em parte, por causa de sua experiência com armas de fogo. Ele aprendeu a lidar com elas no exército (o serviço militar é obrigatório em Israel para homens e mulheres). A sua experiência no exército também lhe ensinou, diz ela, valores que a ajudaram em sua carreira de atriz. “O exército te dá disciplina. Te ensina a perceber que não se trata de você, mas do grupo, da comunidade. Ele te ensina a trabalhar em equipe,” reconhece.

Aquela primeira experiência internacional a fisgou completamente. “Acho que então percebi a dinâmica da filmagem e como é maravilhoso atuar. Eu sempre me apresentava para o público, desde criança, como bailarina, mas nunca pensei em ser atriz. Mas com Velozes e Furiosos percebi o quanto é divertido. Você atua, aprende o roteiro, viaja, conhece gente… Achei muito mais interessante do que estudar Direito [risos] e decidi que queria continuar tentando.” A tentativa, porém, foi mais difícil do que ela pensava e demorou vários anos para a atriz estrelar um filme estadunidense.

O papel da Mulher-Maravilha (Diana de Themyscira) veio a ela quase milagrosamente, como se tivesse sido jogado nela pelo próprio Zeus do Olimpo. Poucos meses antes de ser confirmada, Gadot decidiu, desesperada e sem esperança, ou talvez aceitando calmamente seu destino, que ela nunca mais tentaria atuar em um filme fora de Israel. Com muitas rejeições e testes que levaram a nada mais do que arrastar sua família de um lugar para outro, ela jogou a toalha logo após fazer o teste para estrelar um filme de super-herói, Mulher-Maravilha. “Quando voltei para o meu país, fiz com a certeza de que aquele filme não seria para mim. Nem é que eu tivesse aquela paixão que outras atrizes têm por atuação. Em vez disso, pensei: ‘Bem, retomo minha carreira em Direito Internacional e é isso.’” Mas desta vez, a sorte ou os deuses estavam do lado deles.

Nos dois filmes de Mulher-Maravilha, a atriz aparece com os atributos físicos próprios das super-heroínas dos quadrinhos: forte, ágil e sensual. O treinamento militar teve muito a ver com o seu condicionamento físico espetacular? “Sempre fui super atlética, por isso é difícil saber se o exército contribuiu para a minha preparação física ou não. Sempre pratiquei muito esporte; minha mãe era professora de educação física e, quando criança, eu jogava basquete, vôlei e tênis o tempo todo.

O que ela teve que fazer foi se submeter a um treinamento especial por cinco meses para se tornar a superpoderosa Diana de Themyscira: uma combinação de artes marciais, velocidade e exercícios cardiovasculares que a prepararam para se mover com incrível agilidade. Durante a filmagem de uma das cenas, a atriz teve que correr em alta velocidade, enquanto era sacudida e desviava de obstáculos. “Foi incrível. Eles fecharam vários quilômetros da Pennsylvania Ave [em Washington] e eu tive que correr na velocidade de Usain Bolt. Foi exaustivo, mas valeu a pena, porque dá autenticidade ao filme.” Tentando correr na velocidade do homem mais rápido do planeta, mas pouco tempo após dar à luz sua segunda filha. Isso realmente soa como uma verdadeira Mulher-Maravilha.

A atriz israelense, que se casou com o empresário Yaron Varsano há 12 anos, tem duas filhas: uma de nove anos e outra de três. “No início deste ano, estabeleci como objetivo dar o meu melhor em casa e me sentir menos culpado pelo que não posso fazer. Sou uma mãe muito envolvida, sou muito próxima das minhas filhas e procuro sempre me certificar de ser a primeira pessoa que elas veem de manhã e a última antes de dormir. Lembro-me de quando tive minha primeira filha, perguntei ao meu marido como íamos fazer [conciliar trabalho e família]. Ele me disse: ‘Faça o que quiser, mas pense também no exemplo que você quer dar à sua filha.’ E isso teve um efeito muito profundo em mim. Quero que elas saibam que são capazes de fazer o que quiserem, sem limites,” explica.

Se há um conselho que dou às meninas que querem ser atrizes quando crescerem é nunca levar a rejeição para o lado pessoal. É um dos motivos pelos quais não quero que minhas filhas sigam minha carreira,” diz Gadot. E parece que, apesar do sucesso finalmente ter chegado, ela ainda tem o sabor amargo das derrotas sucessivas. “É difícil não levar para o lado pessoal, quando você é julgado com base em como você age, mas na realidade não é. Assim, recomendo que elas tenham muita persistência. Se você quer algo, vá atrás. Se cair, levante-se e continue caminhando até chegar ao seu objetivo. Se lhe derem um papel, chegue preparada, chegue na hora certa, aprenda bem o roteiro. E, acima de tudo, divirta-se,” ela diz, deixando escapar uma gargalhada poderosa e sonora que se perde na luz dourada da tarde na Califórnia.

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Gal Gadot estampa a capa de setembro da revista húngara Joy. A atriz fala sobre ser uma das produtoras do filme, a honra de vestir a armadura dourada da super-heroína e as técnicas de luta dela. Confira a entrevista traduzida e adaptada pelo Gal Gadot Brasil, com exclusividade.

Gal Gadot em ascensão

É verdade, ela teve que esperar, mas Gal Gadot estoura nos cinemas novamente em 1 de outubro, já que o mundo sempre precisa de heróis. Após o grande sucesso do primeiro filme, Mulher-Maravilha 1984 vai ainda mais longe, leva a história ainda mais longe e promete ainda mais emoções do que antes.

Você se lembra do que passou pela sua cabeça a primeira vez que Patty Jenkins revelou que Diana estava chegando aos anos 1980 dessa vez?
Claro! Eu simplesmente amei a ideia. Esta década é tão rica, há tantas coisas maravilhosas nela que só dá para agregar ao filme. Os anos 1980 são uma era inesquecível, tanto visual quanto musicalmente, então eu mal podia esperar para embarcar nessa jornada.

You are already looking at this film from a new perspective as you have become a producer of cinema. Did it change anything?

This is a fantastic opportunity for me because I can learn from the best. I think maybe I know and understand Diana best as I play, but now it was quite different to create this huge production from her first building block with the others. To guess the story, the spectacle, the locations, and a thousand other things, I can also thank Patty and Chuck Roven (the other producer of the film – the editor) a lot. And since then, I’ve become a production company, so that’s just the beginning.

Você já está olhando para este filme de uma nova perspectiva, já que se tornou uma produtora de cinema. Isso mudou alguma coisa?
Esta é uma oportunidade fantástica para mim, porque posso aprender com os melhores. Acho que talvez eu conheça e entenda melhor a Diana enquanto atuo, mas agora foi bem diferente criar essa grande produção, a partir de primeiro filme dela, com os outros. Decidir a história, o cenários, os locais e milhares de outras coisas, também posso agradecer muito a Patty e o Charles Roven. E, desde então, me lancei uma produtora, então isso é apenas o começo.

Where has Diana’s life been since we last met her in the cinema?

Well, the first movie was about, say, the rise of Diana.

Como está a vida de Diana, desde que a vimos pela última vez no cinema?
Bem, o primeiro filme foi sobre, digamos, o nascimento da Diana. Foi ali que ela se tornou a Mulher-Maravilha, aprendeu a usar sua força, suas habilidades e conheceu o mundo das pessoas. Foi como um recém-nascido para quem tudo era novo. Seis décadas se passaram desde então. Ela se tornou mais madura, mais sábia, mais experiente e tem uma melhor compreensão das complexidades da existência humana. Mas, enquanto isso, ela está muito sozinha, pois pense, ao longo dos anos ela perdeu todos que eram importantes para ela. Ele se tornou muito cuidadosa e distante.

Parece que o lado humano dela vem à tona, embora saibamos que Diana não é humana.
Exatamente. Sabe, essa foi a primeira pergunta que me veio a mente quando me ligaram inicialmente sobre se eu gostaria do papel de Mulher-Maravilha: “Mas como se interpreta um super-herói? Como você molda alguém que é um semideus com força e habilidades incríveis?” Então ficou claro para mim que sim, nas mãos de Diana havia um poder insano, mas o coração dela estava no lugar certo. Ele é repleto de amor, empatia e isso te torna vulnerável. E a vulnerabilidade é o que nos torna humanos.

Por falar em vulnerabilidade, este filme realmente revela que Diana também não é intocável.
Claro, e isso aumenta os riscos.

E então falamos sobre Chris Pine voltar ao filme como Steve Trevor. Agora é como se os papéis estivessem trocados e Steve fosse o peixe fora d’água, certo?
Sim! Tipo, aplaudi quando descobri que Patty e Geoff Johns encontraram uma maneira de trazê-lo de volta. É claro, não posso falar sobre isso, mas, com certeza, Chris teve uma grande participação no sucesso do primeiro filme e eu adoro trabalhar com ele também. Ele é o parceiro perfeito tráz a tona o que há de melhor em mim.

A equipe também aumentou, com dois inimigos verdadeiramente de alto nível nas mãos da Mulher-Leopardo e de Max Lord. Você pode nos contar um pouco como foi trabalhar com Kristen Wiig e Pedro Pascal?
Oh, eu me tornei fã de ambos. Eles se sentiram em casa muito rapidamente e toda a filmagem foi como um acampamento de verão louco para nós, mas que durou 8 meses.  Acho que isso transparecerá no filme também e, embora Kristen e Pedro sejam meus inimigos, a química entre nós ainda pode ser sentida. Tudo realmente funciona.

Kristen disse, aliás, que o filme deu a ela uma quantidade impressionante de físico, além de quão exaustiva foi a preparação.
Claro, nesses tipos de filmes, temos que trazer nossa melhor forma e, para isso, a produção nos dá de tudo. Trabalhamos com os melhores treinadores, os melhores fisioterapeutas cuidam de nós, recebemos a melhor comida. Por outro lado, nossa equipe supervisiona para que tudo corra bem e para termos o máximo de apoio e que tudo se mova dentro de uma estrutura saudável. Claro, não estou dizendo que não seja difícil treinar e trabalhar, mas cada minuto vale a pena.

Mas você precisa de mais do que treinar, não é?
Olha, Patty e eu temos trabalhado por anos no estilo de luta mais adequado para a Mulher-Maravilha, já que os protagonistas dos filmes de super-heróis até agora têm sido todos homens. E os homens lutam como homens, todos sabem como é isso. As mulheres, por outro lado, têm muito menos probabilidade de serem vistas nessa situação, então tínhamos algumas referências. A gente realmente queria que a Mulher-Maravilha aparecesse na na tela em uma luta que valesse a pena, então, por exemplo, assistimos um espetáculo de Cirque du Soleil, antes das filmagens. Nossos olhos se encheram de lágrimas, a produção foi tão linda e monumental. Patty, então, se teve a ideia de como uma mulher deve lutar. Nós nos esforçamos para tornar essas cenas originais e poderosas, autênticas, mas graciosas e elegantes. Há muito trabalho nisso.

E nem pode ser facilitado pelo fato de que Diana luta de acordo com um sistema de crenças específico. Não há golpes, você não quer acabar com seus oponentes, você só segue em frente em direção ao seu objetivo.
Exatamente.

E já que estamos falando de batalha, vamos mencionar pela última vez sua fascinante armadura dourada, da qual já vimos algumas fotos. Como foi usa-la?
Quando Patty e Lindy Hemming me mostraram os esboços da armadura, eu soube imediatamente que esta era uma peça icônica dos quadrinhos, direto de Alex Ross. Me sinto sortuda por poder usá-lo no filme. É uma honra, pois a armadura dourada é muito importante para a evolução da história e do personagem. Foi um longo processo, antes de descobrirmos uma maneira de torná-la prático e espetacular na tela, mas estou feliz com o resultado final e realmente espero que os fãs sintam o mesmo.

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No último domingo (23), Gal Gadot foi a anfitriã do coquetel realizado pela rede de TV israelense HOT para comemorar o início das gravações da segunda temporada da série Queens (Malkot). Além dela, também estavam no evento as atrizes israelenses Rita, Dana Ivgy, Mali Levi, Lihi Kornowski, Nofar Saman e Orly Silbersatz e a CEO da HOT, Tal Granot Goldstein.

Gal Gadot e seu marido Jaron Varsano, através de sua produtora Pilot Wave, possuem os direitos de produção da série nos Estados Unidos. A atriz disse estar muito orgulhosa em poder produzir a série no país.

O evento seguiu todos os protocolos de segurança de saúde e teve um número limitado de pessoas.

Confira as fotos a seguir.

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Aviso de gatilho: estupro.

Durante o evento, a atriz também mostrou a sua solidariedade a um triste assunto que tomou conta dos telejornais israelenses, durante breve entrevista ao programa Good Evening with Guy Pines. Gal Gadot mostrou sua empatia e apoio à garota de 16 anos vítima de um estupro coletivo na cidade israelense de Eilat.

Fonte: Mako