Há algumas semanas, Gal Gadot participou de uma conferência virtual para divulgar a série documental que ela produz e apresenta, em parceria com a National GeographicImpact.

Com seis episódios curtos de cerca de 12 minutos em sua primeira temporada, a série foca em grupos de mulheres que assumem o controle de suas vidas, lidando com o medo, o luto, a pobreza e a ameaça da violência, de maneira vitoriosa. São histórias de mulheres que começaram quietinhas, com suas próprias experiências, e tornaram a vida de outras pessoas melhores.

O que Impact mostra é que você pode começar com ações pequenas e, na verdade, ter um ótimo impacto. Eu adoraria ter uma comunidade de benfeitores. Porque não importa onde estejamos no mundo, somos todos da raça humana e, basicamente, sofremos de problemas muito semelhantes. E nós, a maioria, temos a maior parte do poder. Para mim, isso é algo que eu adoraria alcançar. Acho que o efeito cascata, o efeito dominó e o círculo poderoso que pode ser criado ao ouvir e ver essas histórias é muito, muito fortalecedor.

A técnica Kameryn Everett vê Alivya treinar no rinque de patinação.

A técnica Kameryn Everett vê Alivya treinar no rinque de patinação.

Gal Gadot observa que o conceito inicial da série era mostrar histórias globais de mulheres. A primeira história que chamou sua atenção foi a de Tuany, uma bailarina brasileira que ensina balé para crianças em uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro. Porém a COVID-19 aconteceu. “E aí dissemos: ‘Oh, meu Deus, temos que voltar ao quadro de rascunhos e encontrar, tipo, histórias domésticas que serão fortes o suficiente para ter um efeito e inspirar as pessoas.’

E não faltaram histórias nos Estados Unidos. “Foi literalmente muito difícil escolher qual você acabaria contando e qual não.” A atriz e produtora disse que a segunda temporada continuará a mostrar o efeito cascata das histórias de todo o mundo.

“Sinto que estamos vivendo em uma era obscura, onde há tantos dedos sendo apontados e pessoas que não assumem a responsabilidade por suas ações e que estão simplesmente com raiva”, diz a atriz. “Acho que é algo tão revigorante se cercar, ouvir e ver histórias que são impulsionadas pelo bem e pela boa vontade.”

Kelsey Ellis perdeu sua irmã gêmea para a COVID-19. Ela formou um grupo de terapia do surfe composto de mulheres para se recuperar do luto.

E a produtora executiva espera que o efeito deste documentário seja multiplicador.

“Você vê essas mulheres que vêm de origens muito, muito problemáticas, seja por discriminação ou desastres naturais, e seja o que for e elas não se deixam abater. Elas na verdade usam a dor contra a qual estão lutando para transformá-la em algo positivo. E isso pode afetar outras pessoas.” Gal Gadot também disse que eles estão conversando sobre ter um “sistema de doações” para ajudar essas mulheres a “manter o bem que elas fazem.

E não é só as mulheres que têm um lugar na cura, mas os futuros homens, também. “Tudo começa na educação. É por isso que estou tão feliz que garotinhas assistiram à Mulher-Maravilha e foram inspiradas por ela. Mas também é muito importante para os meninos verem uma mulher forte que pode fazer coisas incríveis que eles possam admirar.

A atriz disse que uma de suas maiores lutas pessoais como atriz no início da carreira foi “receber salário igual ao dos meus colegas de elenco“. No entanto, ela anseia por um dia em que o gênero “não seja mais um problema e que eu não seja mais questionada apenas sobre as mulheres ou os homens e como estou sendo discriminada, mas que seja igual.

Ao ser questionada pelos seus mentores da vida real, a lista é longa: desde sua avó e sua mãe (uma professora de educação física que “criou eu e minha irmã para sermos confiantese nos amar, a sonhar e a ousar”) até Maya Angelou (“Eu era obcecada por ela”), Madonna (“Ela quebrou tantos tabus.”) a figuras políticas como Hillary Clinton, Michelle Obama e Angela Merkel.

National Geographic Presents: Impact with Gal Gadot estreia em 26 de abril, segunda-feira, no canal do Youtube e Facebook da National Geographic em episódios semanais. Em 24 de junho, todos os episódios serão exibidos na TV, no canal National Geographic em forma de filme-documentário, antes de ser transmitido globalmente em 142 países e 43 idiomas.

Com informações de Scott Garceau.