Gal Gadot é a capa e recheio da revista Modern Luxury Angeleno de maio. A atriz falou sobre o lançamento da sua série documental em parceria com a National Geographic, Impact, que estreia nas plataformas digitais e no Youtube em 26 de abril, com episódios semanais. Confira a tradução da matéria a seguir.

Tanto na tela, interpretando uma super-heroína, rainha e outras protagonistas, como por trás das câmeras, com uma nova e poderosa série de documentários, a celebração da resiliência feita por Gal Gadot é o superpoder que pode salvar a todos nós.

Quando eu era garotinha, eu era fascinada pelo laço dourado da Mulher-Maravilha. A arma secreta da super-heroína transformava até mesmo os vilões mais ameaçadores, forçando-os a enfrentar suas próprias verdades. Havia um grande poder de cura, expondo a humanidade vulnerável até mesmo dos personagens mais durões. Imagine ser capaz de salvar o mundo revelando nossas verdades mais profundas? Isso que é poder.

Determinada a não ser vítima de comparações clichês igualando Gal Gadot à Mulher-Maravilha, tentei não me distrair com as armadilhas óbvias. Há a beleza sobrenatural e o físico claramente superior, tipo, ela é uma ganhadora de concurso de beleza que treinou com as forças especiais israelenses; ela basicamente nasceu para o papel. Dificilmente é um salto da imaginação ver como esta mulher pode facilmente se juntar a seus companheiros super-heroís, mas o poder de Gadot que realmente me desarma é sua profunda empatia.

Me sinto muito grata por ter o amplo alcance que tenho com meus fãs e por interpretar a Mulher-Maravilha“, diz ela. “Eu queria usar esse poder e direcioná-lo para fazer mais bem no mundo.” Gadot fez parceria com a National Geographic para uma nova série chamada Impact with Gal Gadot. Os curtas documentários, com produção executiva de Gadot e de seu marido, Jaron Varsano, com a cineasta vencedora do Oscar Vanessa Roth, contam a história inspiradora de seis mulheres notáveis ​​em todo o mundo. Apesar das circunstâncias devastadoras, essas mulheres servem como luzes de esperança em suas comunidades.

No segundo episódio, estou em uma poça de lágrimas. O episódio traça o perfil de uma terapeuta de trauma em Half Moon Bay, Califórnia, que perdeu sua irmã gêmea para o COVID-19 e está transformando seu luto em impacto ao curar mulheres por meio da terapia do surf. Mais tarde, fico profundamente comovida com a história da Tuany, uma jovem e resiliente professora de balé que anima garotas através da dança (literalmente desviando de balas) no meio de uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro. “Eu me apaixonei completamente pela história dela e como essa mulher é especial“, explica Gadot. “Construímos todo um conceito em torno da história dela. A ideia era encontrar histórias sobre mulheres extraordinárias que, apesar de viverem em áreas repletas de violência, pobreza, trauma, discriminação, opressão ou desastres naturais, seja o que for, continuam focadas em fazer o bem… fazendo uma mudança e tendo um impacto positivo em suas comunidades ao se destacar, orientar, falar e liderar. Esse era o sonho, criar uma comunidade de pessoas que querem fazer o bem. Pode começar pequeno, mas tem um grande impacto,” ela diz. “Elas provam que qualquer pessoa pode fazer a diferença em sua comunidade, não importa quão difíceis sejam as circunstâncias, por meio de resiliência e paixão… o que atualmente é uma mensagem muito importante, à medida que o mundo se recupera deste ano difícil e busca sinais de esperança.

Resiliência e esperança parecem ser fios tecidos na própria história de Gadot. “Acho que tudo começou com meu avô, um sobrevivente do Holocausto“, ela explica quando questionada sobre de onde obtém sua força característica. “Apesar de tudo que ele passou e apesar do fato de que ele perdeu sua família inteira, ele não tinha desprezo, nem ódio nele. Ele queria retribuir e fazer boas ações. Isso realmente ficou comigo.

Além de uma breve introdução, a voz de Gadot está decididamente ausente da série Impact, o que foi uma escolha consciente. “Eu queria usar minha influência para chamar atenção nas histórias delas e fazer com que as pessoas começassem a conversa… mas no final do dia, eu não sou a heroína, elas são. Elas são as heroínas de suas histórias. Eu queria que toda essa série fosse completamente sobre elas, porque elas são muito especiais,“ela diz. “Essas mulheres são todas determinadas; todas elas entendem e têm uma visão clara de como as coisas deveriam ser em suas comunidades. Elas não têm medo de agir.

E agir é exatamente o que Gadot deseja que todos façamos. “Espero que isso inspire as pessoas a fazerem o bem e agirem, porque pequenos atos podem basicamente ter uma grande influência. Espero que isso faça com que as pessoas sintam que elas não estão sozinhas em suas lutas. E realmente espero que sejamos capazes de criar a comunidade para que as pessoas realmente apoiem umas às outras.

Gadot diz que recentemente tem se concentrado em histórias femininas, como Impactem particular, com sua produtora, Pilot Wave. “Estou interessada em contar uma história do ponto de vista feminino porque é algo com o qual eu me conecto naturalmente,” ela diz. “Quero trazer coisas boas. Quero inspirar as pessoas a fazer o bem e trazer mais positividade para o mundo.

Apesar de todos os seus esforços sérios e impactantes, Gadot também tem um lado mais alegre. “Eu definitivamente tenho um lado mais leve e gosto de um bom senso de humor,” ela diz, reconhecendo que parece gravitar em torno de papéis de poder feminino. Em breve, Gadot estrelará como a “maior ladra do mundo” no filme Alerta Vermelho da Netflix; como a protagonista do tão aguardado filme de mistério, Morte no Nilo, de Agatha Christie; como a icônica Hedy Lamarr em uma série de oito episódios na Apple TV +; e como própria Cleópatra, em um filme com a diretora de Mulher-Maravilha, Patty Jenkins. “Há alguma semelhança com os papéis pelos quais me sinto atraída… Não quero dizer que sou uma princesa guerreira ou a rainha do Egito ou qualquer coisa assim, mas me sinto atraída por mulheres poderosas que são fortes e têm uma visão forte sobre a vida. Mas, é claro, por trás da câmera, sou como qualquer outra pessoa. Sou uma pessoa normal que adora ser boba,” ela diz. “Eu realmente lido com o que muitas pessoas estão lidando, simplesmente com a vida e a criação dos filhos, do trabalho e da família.

Lá vai ela de novo com aquele laço da verdade de desarmar. Como seu alter ego de super-herói, é a humanidade vulnerável que é a arma mais poderosa de Gadot. “Sempre digo que somos todos um eque estamos todos conectados ao redor do mundo. Todos nós sofremos de coisas semelhantes e todos lidamos com problemas semelhantes, e acho que as pessoas estão procurando se conectar com outros humanos, especialmente depois… deste ano que acabamos de vivenciar. As pessoas procuram por inspiração ao redor delas para ver o que nos conecta uns aos outros e como podemos apoiar uns aos outros. Eu realmente espero que Impact crie inspiração, mas também os atos de bondade que criarão o bem neste mundo.

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