Durante a divulgação de Mulher-Maravilha, o LA Times teve a oportunidade de conversar com as atrizes Gal Gadot, Connie Nielsen e Robin Wright, algumas das amazonas mais respeitadas de Themyscira, a ilha paradisíaca onde Diana Prince foi criada.

Robin Wright interpreta a General Antiope, durona com uma espada e capaz de atirar três flechas de uma vez só. Usando a coroa está Connie Nielsen, interpretando a Rainha Hipólita, mãe da princesa Diana, a mais nova do grupo, interpretada por Gal Gadot.

As três atrizes conversaram sobre coreografia de luta, armadura de couro e como foi trabalhar em um set predominantemente feminino. Confira o vídeo e a entrevista completa.

Vocês passaram muito tempo gravando juntas. Vocês formaram alguma ligação? Vocês se sentiram como as amazonas, enquanto gravavam?
Connie Nielsen:
Com certeza, me senti.
Robin Wright: Foi maravilhoso, né? Mais de 120 mulheres.
Gal Gadot: Foi como uma grande celebração das mulheres. A coisa incrível foi que todas nós nos demos muito, muito bem. Estávamos tão felizes um pela outra. Eu vi a cena dela, e fiquei, ‘Isso foi tão bom, Robin!’.
Connie Nielsen: Houve muito apoio.
Gal Gadot: Houve muito apoio e amor. E não era fingido.
Robin Wright: Era como estar em um time de futebol profissional…
Connie Nielsen: De mulheres.
Gal Gadot: Exatamente. Sem inveja. Sem tensão.
Connie Nielsen: E também pudemos malhar juntas. Fizemos todo aquele treinamento juntas, também.
Robin Wright: Muito mais fácil do que ir para a academia sozinha.

Como foi estar em um set onde as mulheres eram a maioria?
Connie Nielsen:
Era um mundo oposto. Eram os homens que estavam com as crianças no parque, enquanto estávamos na praia com os cavalos e as espadas.
Gal Gadot: Foi como uma fase de nova-era. Todos os nossos maridos estavam andando com carrinhos de bebê, enquanto estávamos na praia, trabalhando.
Connie Nielsen: Mas também era um lugar bastante amigável para as crianças, nós nos sentamos e conversamos sobre nossos filhos. Todas trouxemos nossos filhos para o set, era um tipo de set livre e muito tranquilo.
Gal Gadot: É, deveríamos fazer um filme como esse de novo.

Com que frequência você recebe a oferta de um papel assim em Hollywood? Que você pode interpretar uma rainha amazona ou uma general ou a Mulher-Maravilha? Com que frequência você vê um papel como esse?
Gal Gadot:
Nunca.
Connie Nielsen: Nunca.
Robin Wright: Nunca.
Connie Nielsen: O que é realmente incrível é como isso é completamente natural ao longo do filme. Não é uma grande coisa. É isso o que eu acho diferente. Não estamos tentando destacá-la ou aumentar as apostas. Apenas aceitamos essa autoridade.
Robin Wright: É uma tribo nômade e unissex que nasceu para lutar para proteger, sim, Themyscira e essa cultura, mas também para trazer o que a sua personagem traz para a mensagem temática, que é construir um futuro da bondade humana.
Gal Gadot: Uma vez que você não dá atenção para a coisa de gênero e você não fala sobre o fato de haver mulheres fortes, isso não é uma questão.
Connie Nielsen: Essa é uma das minhas coisas preferidas.
Gal Gadot: Quando Diana chega ao mundo real, ela está completamente alheia às regras de gênero e de sociedade de que as mulheres não são iguais aos homens. Essa é a maneira de mostrar isso, porque, honestamente, no final do dia somos almas iguais nesse universo. E não importa se somos homens ou mulheres.
Connie Nielsen: Acho que a maneira como Gal fez a cena, quando ela entra em uma sala cheia de generais, como se ela não fizesse a menor ideia de que poderia ser de outra maneira, como se ela tivesse o direito de estar lá. Acho que se você realmente quer dizer algo para as crianças, é que todos nós, todos merecem estar naquela sala.

Falem mais sobre a cena de luta na praia. Foi difícil de gravar ou foi divertida?
Robin Wright:
Foi incrível.
Connie Nielsen: Foi fisicamente difícil fazer aquelas cenas uma atrás da outra na areai. Mas foi incrível.
Robin Wright: Mas aí a gente sempre gritava, “Posso fazer de novo? Não, eu sei que posso fazer melhor. Sei que posso usar minha espada melhor.”

Foi tão bom ver a General Antiope se lançando sobre os inimigos e disparando flechas nos caras maus. Como foi assistir essas cenas quando o filme estava finalizado?
Gal Gadot: 
Na minha vida, nunca vi uma cena que é tão cheia de mulheres lindas e fortes, que estão lutando juntas em uma harmonia tão linda, fazendo coisas loucas e duronas. Nunca na minha vida vi algo assim.
Robin Wright: Sim, foi um balé.
Connie Nielsen: Foi quase que um novo paradigma para cenas de ação. Nao foi um tipo de versão feminina de uma cena de ação masculina. É uma coisa completamente diferente. E é isso o que eu acho incrível; é realmente bem adaptada para mulheres.
Robin Wright: Para o modo que nos movemos. Não nos movemos como homens.

O que vocês acham de Themyscira?
Connie Nielsen:
Estivemos em locais de verdade que era realmente lindos, sim, eles foram melhorados pelo CGI, mas eles eram incrivelmente lindos, esses sets.
Robin Wright: Estivemos em uma das cidades mais antigas da Itália, Matera, eu acho que ela tem 9 mil anos.
Gal Gadot: E você anda por lá e vê pavões de verdade, é uma loucura. Foi mágico.

Isso te faz se sentir imortal? A personagem de vocês viveram por anos e anos. Como estar em uma cidade antiga te informa como atriz?
Gal Gadot:
Isso complementa a nossa atuação. Em Matera, você se sente como se estivesse de volta aos dias de antigamente. Me senti como se estivesse em Jerusalém. Acho que isso foi muito importante para Patty [Jenkins], que gravássemos em locais de verdade.
Connie Nielsen: Além disso, gravar com uma 35mm, você tem essa experiência aumentada e é muito incomum para esse tipo de filme, parece que ele está ancorado na realidade.
Robin Wright: Quero dizer, imagine gravar todas essas sequências em uma sala como essa com um fundo verde. Estivemos em um local de verdade. Sentimos os elementos. Estar do lado de fora e estar frio, congelante durante as manhãs vestindo nossas sainhas de couro.
Connie Nielsen: E aí, lá para as 15h, estávamos morrendo e usando espartilhos.

Como foi a primeira vez que vocês vestiram os trajes de vocês?
Connie Nielsen:
Acho que foi algo como estar presa em uma armadura.
Robin Wright: Couro.
Connie Nielsen: Ela meio que faz algo. E também há a questão de segurar uma espada em sua mão. Não sei se sou eu, mas me fez sentir muito poderosa.
Robin Wright: A Sra. Excalibur.

O filme toca brevemente no relacionamento entre a Rainha Hipólita e Diana. Vamos ver mais disso no futuro?
Gal Gadot:
Claro. O relacionamento de mãe e filha é sempre algo lindo, mas complexo. Acho que há muito mais a se explorar.
Connie Nielsen: E [Wright e eu] também pudemos fazer mais em “Liga da Justiça”. Como irmãs, também. Duronas, também. Não podemos dizer muito, mas…
Robin Wright: E mais da história, vocês ganham mais da história.

Muitas pessoas cresceram amando a Mulher-Maravilha. Ela era famosa na Dinamarca, Connie? Ela era conhecida pelo resto de vocês?
Connie Nielsen:
Eu sabia muito pouco sobre a Mulher-Maravilha. Eu tinha visto algumas fotos quando me mudei para cá, mas eu sabia muito pouco e, de certa forma, foi por isso foi uma experiência incrível, porque eu estava descobrindo muito enquanto eu estava gravando. É a melhor coisa, quando você está em um espaço criativo, descobrir algo e se apaixonar por isso e se animar com isso.
Gal Gadot: Eu sinto o mesmo, pois que sabia sobre ela, mas eu não conhecia muito dela.

E agora você é ela.
Gal Gadot:
Quem acreditaria?

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