Gal Gadot e Mulher-Maravilha 1984 apareceram no recheio da edição de maio da revista francesa Prémiere. A atriz falou sobre as diferenças do novo filme da super-heroína, em comparação ao primeiro, e do sucesso de Mulher-Maravilha. Confira a breve entrevista traduzida pela nossa equipe.

Parecia que eu estava em De Volta Para o Futuro.” – Gal Gadot

Entre duas cenas de ação, conheci a atriz de Mulher-Maravilha 1984.

Por François Léger

Prémiere: Terminamos Mulher-Maravilha no final da Primeira Guerra Mundial. Como ela evoluiu em setenta anos?
Gal Gadot: Hmm. Isso é um tema amplo. (risos) No primeiro filme, Diana havia acabado de chegar ao mundo dos homens. E mesmo que ela tenha aprendido muito em um curto período de tempo, ela ainda não fazia parte dele ainda. Foi totalmente diferente no início de Mulher-Maravilha 1984, já que ela está entre os homens há muito tempo. Ela entende a complexidade do mundo e o que o move. Mas ela é uma mulher muito solitária, já que não tem mais suas amigas de Themyscira e perdeu Steve… Mesmo que ela sempre seja gentil, ela se recusa a se relacionar demais com os outros, porque  ela não quer, principalmente, reviver a perda de um ente querido.

A síndrome do Highlander, o que …
Gal Gadot: Isso, exatamente! Ele é uma pessoa com segredos. E se ela fosse forçada a desaparecer da noite para o dia, sem explicação, para lidar com uma crise? Ela não quer fazer isso com alguém que a ame.

Em retrospectiva, como você explica o sucesso monstruoso da primeira Mulher-Maravilha? Fomos além da bilheteria, o filme provocou um diálogo sobre o lugar das mulheres no cinema.
Gal Gadot: Eu não necessariamente explico isso. Sabe, quando Patty Jenkins chegou ao projeto, ela já tinha uma visão muito clara do que queria contar. E ela nunca focou muito no fato de ela ser uma super-heroína: a ideia sempre foi fazer uma história universal sobre uma personagem que quer fazer o bem. Não é mais complicado do que isso. A grande força da Mulher-Maravilha – e da Patty – era contar isso através de uma história que era muito tradicional, mas extremamente visualmente elaborada. Este é um filme humilde que nunca tenta ser o que não é. E estou muito ciente de que as garotas de todo o mundo precisavam de um tipo de modelo feminino que realmente não existia. Quando eu era criança, quase não existia super-heroínas. Eu cresci assistindo Superman e Batman. Isso muda tudo.

Como Mulher-Maravilha 1984 será diferente do primeiro?
Gal Gadot: Só o fato de se passar nos anos 1980 já o torna algo completamente diferente. É muito divertido como filme. O primeiro gostinho dele foi em Washington, em um grande shopping center decorado para a ocasião. Eu senti como se estivesse em De Volta Para o Futuro! Havia duzentos extras com cortes de cabelo diferentes, ombreiras e calças dez vezes maiores. (risos) Rimos muito. Mas, para te responder, acho que no primeiro filme, tivemos que nos provar. Agora que estabelecemos um padrão muito alto, temos que ir ainda mais longe! No entanto, tentamos não pensar muito nas expectativas do público, ficar longe o máximo possível. Porque se você fica obcecado em fazer as pessoas felizes, você não consegue se divertir fazendo o filme. E isso, inevitavelmente, é sentido na tela. Então, fazemos o que achamos certo: a história certa para a personagem. Nada mais, nada menos

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