Como sabemos, Gal Gadot é o novo rosto da campanha de 2017 da rede israelense multimarcas de óculos de sol, Erroca. Esta semana, novos vídeos de divulgação da marca e dos produtos comercializados por ela foram divulgados.

Vídeo de divulgação da marca e seus produtos

Teaser

As capturas de tela do novo comercial estão em nossa galeria.

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A revista mexicana Cine Premiere teve a oportunidade de conversar com Gal Gadot, durante a divulgação de Mulher-Maravilha, em Los Angeles. A atriz falou sobre seu processo criativo e como se aproximou desta personagem que possui 75 anos de história. A atriz também não poupou elogios a Patty Jenkins, a diretora do filme. Confira a tradução da entrevista.

por Paulette Jonguitud

Chove em Los Angeles e o hotel onde se realizam as entrevistas com o elenco de Mulher-Maravilha amanhece sem luz. Uma tempestade cinza bate nas enormes janelas e tetos de vidro que em dias ensolarados dão a visão geral de West Hollywood. A cidade, assim como os angelenos, estão desconcertados com o clima. “Vivo aqui há 12 anos e nunca havia visto três dias consecutivos de chuva,” me disse a garota que me acompanhou até a sala onde Gal Gadot aguarda para a sua entrevista com a Cine Premiere. A luz volta, o ar-condicionado é ligado e todos nós congelamos dentro deste edifício caracterizado para se parecer com uma construção Art Déco.

Quando é nossa vez para entrevistar a primeira mulher a encarnar a Mulher-Maravilha no cinema, a chuva havia cessado um pouco. Gal aguarda sentada em uma sala cinza e veste um vestido azul royal que ressalta seus primeiros meses de gravidez. Ela nos recebe tranquila, com uma abraço e um sorriso que nos fazem sentir confiantes. À sua esquerda, há alguns pôsteres com cenas do filme em que ela aparece vestida como amazona e é difícil relacionar esta jovem de gestos suaves com Diana Prince, que luta corpo-a-corpo com Antiope (Robin Wright). Porém, conforme conversamos com ela, descobrimos uma força intrínseca em seus movimentos, parecida com a da mulher dos braceletes dourados.

Conte-nos um pouco sobre o seu processo criativo ao abordar uma personagem com tantas décadas de história em sua versão nos quadrinhos.

Minha relação com Diana Prince foi dividida em duas etapas, dois filmes distintos. No início, foram Zack Snyder e os produtores de Batman v Superman quem me chamaram para o papel e eles já sabiam claramente como seria a Mulher-Maravilha. A personagem já estava completa, já havia uma história, um roteiro… E não havia muito espaço para que eu contribuísse; foi como começar o processo pelo fim. Agora que fiz este filme com a Mulher-Maravilha como protagonista, comecei desde o início, quando ela é Diana Prince e não está ciente de seus poderes; ela é jovem e idealista, acredita que o mundo é preto e branco, bom ou mau e está certa de que o bem sempre vencerá sobre o mal. Então, ela embarca nesta aventura ao lado de Steve Trevor e amadurece: ela compreende que a vida é complexa e que a humanidade é ainda mais; que a maior parte da vida é cinza.

Neste processo, trabalhando com Patty Jenkins, tive muito espaço para influenciar a personagem, sobre quem ela é e como contar a sua história. Patty, os escritores e eu nos reunimos muito para falar sobre como abordar uma personagem tão icônica que já esteve na ativa há décadas.

É a primeira vez que ela está nos cinemas, de que forma você gostaria que ela fosse lembrada?

Tentei encontrar algo que me fizesse conectar com essa mulher tão poderosa, a guerreira mais feroz que já viveu. Pensei muito em como contar a sua história de modo que todas as mulheres pudessem se identificar com ela. A primeira coisa que descobri é que eu tinha que mostrar as múltiplas facetas de Diana Prince. Sim, ela é a maior guerreira, é uma amazona, mas ao mesmo tempo ela é uma garota que se sente insegura, que pode se sentir confusa e oprimida por suas emoções. Ocorreu-me que ela deve ser como nós, como todo mundo, completa. Então, me dei conta de que não poderia representá-la como uma deusa, porque eu não sou uma deusa, ninguém de nós é. Bem (risos), todas nós somos um pouco, mas, de verdade, como você se identifica com alguém assim? Decidi mostrar os traços de imperfeição em sua personalidade. Como atriz, isso é o que me intriga quando interpreto um papel ou quando vejo um filme: gosto de ver a fraqueza dos personagens. Poderia falar sobre este processo por horas, mas tenho certeza de que você tem mais perguntas (risos).

Ultimamente se tem falado muito sobre a Mulher-Maravilha como um exemplo para as meninas pequenas seguirem. Você acha que é assim?

Não acho que seja um filme para mulheres ou meninas, acho que é um filme que vai além dos gêneros, é uma história universal. No mundo dos filmes dos super-heróis, a Mulher-Maravilha se destaca porque ela é uma heroína que não luta com seus inimigos até que eles estejam no chão. Diana os para e lhes dá uma opção: ou lutamos até o final, ou encontramos um modo diplomático de resolver nossos conflitos. Sempre há uma opção diferente da violência e creio que esta seja uma mensagem importante no momento histórico em que nos encontramos. O filme transmite uma mensagem de empatia e compaixão.

Como foi trabalhar com Patty Jenkins? Ela é a primeira mulher a dirigir um filme de super-heróis para um grande estúdio.

É importante dar maiores oportunidades para as mulheres na indústria. Há muito talento. Creio que Patty era a pessoa ideal para fazer este filme, pois ela é uma apaixonada pela Mulher-Maravilha desde sempre. Quando Charlize Theron ganhou um Oscar por Monster: Desejo Assassino, muitos estúdios abordaram Patty e ela, desde então, 10 anos atrás, imagina a dedicação, disse que queria fazer o filme da Mulher-Maravilha. Ela é uma pessoas que dá muita atenção aos detalhes e que ao mesmo tempo tem a imagem completa em sua cabeça. Ela se deu aos personagens com a gente, ela era a primeira a chegar ao set e a última a sair… A pessoa ideal para este filme.

Se você pudesse escolher algum dos poderes da Mulher-Maravilha, qual você escolheria?

Eu não gostaria de ser imortal (risos), e ela é a guerreira mais poderosa, mas eu não lutaria o tempo todo… Então tenho que escolher o laço da verdade.

As imagens da matéria completa da revista estão em nossa galeria.

Gal Gadot estampa a capa da edição norte-americana de junho de uma das mais conhecidas revistas no mundo, a Marie Claire. Acompanhada de uma sessão de fotos belíssima, a atriz fala sobre sua carreira, seu filme que estreia em junho e, principalmente, o poder das mulheres. Confira o teaser da matéria traduzido e, logo abaixo, as fotos e os bastidores da sessão fotográfica.

Não é surpresa: Gal Gadot detona o verão

Este mês, a Mulher-Maravilha finalmente ganha seu próprio filme e nossa estrela da capa (ex-rainha de concurso de beleza, ex-treinadora de combate) está segurando o laço da verdade

Por Allison Glock, com fotos de Tesh

É um agitado horário de almoço no Chateau Marmont, quando Gal Gadot chega, parando brevemente no pátio para abraçar um amigo, antes de encontrar o lugar dela. Conforme ela se senta, outro conhecido aparece para admirar suas botas da Burberry e, então, ficar por lá. Gadot, de 32 anos, graciosamente aceita o elogio, alisando o suéter dela sobre suas calças pretas da Woldorf e se encostando para trás com um suspiro familiar para qualquer mulher que já esteve em seu terceiro trimestre. (A filha dela Maya nasceu em março, se juntando a sua irmã mais velha Alma, de cinco anos.)

O cabelo dela está para trás, em um rabo de cavalo justo, olhos com delineador preto. A aparência dela, chique e cosmopolita, é um contraste refinado à cena de LA (onde muitos adultos ainda parecem competir sobre quem gasta mais para se vestir como uma criança). Quando o visitante finalmente deixa a mesa, Gadot se encolhe, envergonhada pela atenção não solicitada.

Quando eu cheguei em Los Angeles, eu não conseguia entender as pessoas,” ela diz honestamente. “Eu sempre achava que havia entrelinhas.” Essa opacidade é ausente em seu país de origem, onde ousadia sem filtro toma conta do dia. “Em Israel, as pessoas têm audácia,” ela afirma, levantando um punho. “As pessoas têm problema com isso, mas eu prefiro isso a jogar jogos. Aqui, todos ficam ‘Te amamos, você é tão maravilhosa.’ Eu prefiro saber a verdade, sem perder tempo.”

É essa franqueza que faz de Gal Gadot o melhor tipo de garota, uma mulher com coragem e sem tempo para besteiras. Você vê isso nas aparições públicas dela, onde ela não perde tempo em falar o nome de suas colegas do sexo feminino. Você ouve isso da diretora de Mulher-Maravilha, Patty Jenkins, que chama Gadot de uma das mulheres mais genuínas e verdadeiras que ela já conheceu. Você sente isso quando Gal Gadot encontra você pessoalmente pela primeira vez e te dá um abraço de urso, mesmo estando grávida de oito meses, um estágio em que a maioria das mulheres não querem nada, muito menos ninguém, tocando o corpo delas. Um corpo que, gravidez de lado, foi sujeito a críticas públicas desde a escolha de Gal Gadot como Mulher-Maravilha.

Confira alguns destaques da entrevista com Gal Gadot que estará na edição de junho, nas bancas em 16 de maio.

Sobre ser uma mulher confiante:Minha mãe criou minha irmã e eu para sermos mulheres confiantes com aspirações. E eu sempre me senti capaz. Não estou dizendo que eu sou mais forte do que a maioria dos homens… mas todos nós temos cérebros iguais e conseguimos alcançar as mesmas coisas.

Sobre a vida em Los Angeles vs Israel: Quando eu cheguei em Los Angeles, eu não conseguia entender as pessoas. Em Israel, as pessoas têm audácia. As pessoas têm problema com isso, mas eu prefiro isso a jogar jogos. Eu prefiro saber a verdade, sem perder tempo.

Sobre lidar com a adversidade:Eu não gosto de conflito em minha vida. Diferente da Mulher-Maravilha, eu não luto, (mas) lutarei pelo bem.”

Sobre a esperança dela quanto aos direitos iguais para as mulheres: Há um longo caminho a percorrer até que possamos fazer com que o gênero não seja um problema. eu não sei se isso vai se quer acontecer. Espero que aconteça, pois a vida seria muito mais legal e menos complicada, então. Também para os homens, aliás.

Inicio » Ensaios Fotográficos | Photoshoots » 2017 » 004 | Tesh

Gal Gadot compareceu à edição 2017 do MTV Movie & TV Awards que aconteceu esta noite, no Shrine Auditorium, em Los Angeles.

Após muita chuva e a suspensão do tapete vermelho por alguns longos minutos, a atriz posou para os fotógrafos, deslumbrante, apenas quase dois meses após o nascimento de sua segunda filha.

Inicio » Eventos & Aparições Públicas | Events & Public Appearances » 2017 » 05.07 | MTV Movie & TV Awards – Tapete Vermelho

Após entrar no auditório, ela foi entrevistada pela MTV e confirmou a divulgação do trailer final de Mulher-Maravilha, durante a cerimônia.

A atriz esteve no palco para entregar o prêmio de Generation Award para o elenco de Velozes e Furiosos, a franquia de filmes na qual Gal Gadot iniciou a sua carreira cinematográfica, em 2009.

Inicio » Eventos & Aparições Públicas | Events & Public Appearances » 2017 » 05.07 | MTV Movie & TV Awards – Cerimônia de Premiação

O MTV Movie & TV Awards reprisa segunda-feira (08/05), às 09:35 e 20:10; terça-feira (09/05) às 22:50; quarta-feira (10/05), às 14:40; quinta-feira (11/05), às 00:40, 12:25 e 22:00; sexta-feira (12/05), às 15:40; sábado (13/05), às 20:00 e domingo (14/07), às 21:10.

Na noite de hoje, Gal Gadot compareceu à cerimônia da MTV que premia o melhor do cinema e, agora, da TV também. Como ela já havia informado, durante a sua participação da premiação, ela divulgaria o trailer final e com cenas inéditas de Mulher-Maravilha em suas redes sociais.

Enquanto todos gritavam com a aparição de Gal Gadot na telinha, o trailer era divulgado na internet. Confira.

Da Warner Bros. Pictures e DC Entertainment chega esta aventura de ação épica estrelada por Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen e Robin Wright e dirigida por Patty Jenkins.

Antes de ser a Mulher-Maravilha, ela era Diana, princesa das amazonas, treinada para ser uma guerreira invencível. Criada em uma ilha paradisíaca isolada, ela descobre que um enorme conflito assola o mundo exterior quando um piloto americano cai em suas terras. Diana deixa sua casa, convencida de que pode parar a ameaça. Lutando ao lado de homens em uma guerra para acabar com todas as guerras, Diana descobre a dimensão de seus plenos poderes… e seu verdadeiro destino.

As fotos de Gal Gadot no MTV Movie & TV Awards estão em nossa galeria e podem ser conferidas nos links a seguir.

Na última semana, Chris Pine, colega de elenco de Gal Gadot em Mulher-Maravilha, esteve no talk-show norte-americano The Tonight Show with Jimmy Fallon.

Durante sua entrevista, uma cena inédita (para alguns) e na íntegra de Mulher-Maravilha foi apresentada. A filmagem mostrada no programa é a mesma cena apresentada na Cinema Con e Wonder Con deste ano.

Confira o vídeo legendando.

No Brasil, o programa é exibido pelo canal GNT, às 1h. Acreditamos que a entrevista de Chris Pine, seguido do clip de Mulher-Maravilha, vá ao ar no programa da próxima quinta-feira, dia 11.

Da Warner Bros. Pictures e DC Entertainment chega esta aventura de ação épica estrelada por Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen e Robin Wright e dirigida por Patty Jenkins.

Antes de ser a Mulher-Maravilha, ela era Diana, princesa das amazonas, treinada para ser uma guerreira invencível. Criada em uma ilha paradisíaca isolada, ela descobre que um enorme conflito assola o mundo exterior quando um piloto americano cai em suas terras. Diana deixa sua casa, convencida de que pode parar a ameaça. Lutando ao lado de homens em uma guerra para acabar com todas as guerras, Diana descobre a dimensão de seus plenos poderes… e seu verdadeiro destino.

Na noite de ontem (27), Gal Gadot e Patty Jenkins divulgaram em suas redes sociais duas novas propagandas para a TV norte-americana de Mulher-Maravilha.

Atualizado (29 de abril): Adicionado o terceiro TV spot de Mulher-Maravilha.

Atualizado (01 de maio): Adicionado o quarto TV spot, exibido durante um dos comerciais de Gotham.

Atualizado (03 de maio): Adicionado quinto TV spot.

Atualizado (07 de maio): Adicionado 2 TV spots.

TV Spot #1: Juntos

Publicado por Gal Gadot, Diana Prince (Gal Gadot) e Steve Travor (Chris Pine) trabalham juntos para acabar com a guerra que assola o mundo.

TV Spot #2: Poder

Divulgado momentos depois do primeiro TV spot por Patty Jenkins, a origem da heroína é explicada.

TV Spot #3: Deusa

Divulgado pela Warner Bros., este TV spot mostra mais um pouco da origem da guerreira amazona e frisa o relacionamento dela com os homens.

TV Spot #4: Bang Bang

Exibido em 1 de maio, durante um dos comerciais de Gotham, na FOX.

TV Spot #5: Luta

Quinto TV spot, publicado em 03 de maio.

TV Spot #6: Retorno

Sexto TV spot, publicado em 07 de maio

TV Spot #7: Lutar

Sétimo TV spot, publicado em 07 de maio

Vídeo especial do dia das mães (de Portugal)

O filme estreia nos cinemas brasileiros em 1 de junho de 2017.

MULHER-MARAVILHA

Da Warner Bros. Pictures e DC Entertainment chega esta aventura de ação épica estrelada por Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen e Robin Wright e dirigida por Patty Jenkins.

Antes de ser a Mulher-Maravilha, ela era Diana, princesa das amazonas, treinada para ser uma guerreira invencível. Criada em uma ilha paradisíaca isolada, ela descobre que um enorme conflito assola o mundo exterior quando um piloto americano cai em suas terras. Diana deixa sua casa, convencida de que pode parar a ameaça. Lutando ao lado de homens em uma guerra para acabar com todas as guerras, Diana descobre a dimensão de seus plenos poderes… e seu verdadeiro destino.

Com a estreia de Mulher-Maravilha acontecendo em menos de um mês, Gal Gadot e o filme são tema de diversas matérias online e fora da internet. Até o momento, este mês, Gal Gadot e Mulher-Maravilha estampam a capa de três revistas internacionais: Premiere Cine (México), Teaser Cinema (França) e SciFi Now (Reino Unido).

Hoje, foi a vez do jornal New York Times publicar a sua matéria. Traduzimos as partes mais relevantes sobre a trajetória de Gal Gadot e o filme que estreia em 01 de junho nos cinemas brasileiros.

por Roslyn Sulcas

A Mulher-Maravilha enrijeceu os ombros, olhou fixamente para a devastação causada pela guerra, então, começou a correr, segurando o seu escudo para o alto, contra uma chuva de balas vindas das armas alemãs.

Isso! Vai Gal!” gritou Patty Jenkins, a diretora do novo Mulher-Maravilha, que estava envolvida por um casaco espesso e olhando para a ação no monitor. Minutos depois, Gal Gadot (pronunciado Gá-dote), a atriz israelense que interpreta a heroína que dá título ao filme, estava sendo coberta por seu próprio casaco acolchoado e recebia uma bebida quente, enquanto o cabelo dela e a tiara eram ajustados. “Brrrrrr,” disse Gadot com um sorriso. “Isso é divertido.

A temperatura estava pouco acima do congelante em uma manhã de fevereiro do ano passado, do lado de fora dos estúdios da Warner Bros., em Leavesden, Inglaterra, e Gadot, vestida em seu traje de Mulher-Maravilha que consiste de bustier de couro, saia muito curta e botas até o joelho, havia finalizado a sua enézima tomada de heroísmo por um trecho de terra lamacenta.

O frio, ugh, isso foi a coisa mais difícil em gravar o filme,” Gal Gadot disse durante uma entrevista em Los Angeles, no início de março. Alta e elegante, ela estava grávida de oito meses (desde então, ela já deu a luz sua segunda filha), com o cabelo preso para trás em um rabo de cavalo e sem maquiagem. Comendo ovos e frutas com anseio (“estou morrendo de fome o tempo todo“), ela conversou sobre seu papel que pode a tornar um nome reconhecido, após Mulher-Maravilha ser lançado em 2 de junho (1 de junho, no Brasil).

O filme será o primeiro de superheróis em mais de uma década a apresentar uma mulher como a personagem principal e é a primeira vez que uma diretora será responsável por um longa do tipo. E será, também, a primeira vez que a Mulher-Maravilha, uma personagem inspiradora datada de 1941 no universo da DC Comics, estrela um longa-metragem.

Quando perguntada se ela sentiu a pressão em ser a primeira atriz em muito tempo a ser a principal em um filme de super-herói, Gadot riu. “Quando você pergunta assim, sim!” ela disse. “Mas no final do dia, isso não pode ser o que me motiva. Eu tentei focar no que é importante para mim: o coração da personagem e como entregar o melhor resultado da maneira mais interessante.

Gadot, que fez sua primeira aparição como Mulher-Maravilha em Batman v Superman: A Origem da Justiça (o segundo da série da Warner Bros. e do Universo Estendido da DC) é pouco conhecida dos cinéfilos e representa uma aposta para o estúdio. O Sr. Roven se recusou a dar um orçamento específico para o filme, mas disse que era o mais baixo para o que esses filmes custam. Batman v Superman custou cerca de 250 milhões de dólares.

Gadot, que cresceu em uma pequena cidade perto de Tel Aviv, “em uma família muito normal,” disse que ela nunca havia querido ser uma atriz quando era mais nova, apesar de que ela sempre gostou de se apresentar e teve aulas de dança desde cedo. “Durante um tempo, eu quis ser coreógrafa,” ela disse. Depois de terminar o ensino médio, ela foi persuadida a participar do concurso de Miss Israel. Para sua surpresa, ela ganhou e, posteriormente, passou alguns meses modelando, antes de se tornar uma instrutora de combate no exército israelense durante os dois anos do serviço obrigatório.

Após deixar o serviço militar, ela começou a faculdade de direito. “Um diretor de elenco viu meu cartão na minha agência de modelos e queria fazer um teste comigo para o papel de Bond Girl,” ela se recorda. “Eu falei, ‘Eu não sou uma atriz, é em inglês, é inútil.’ Eu literalmente fui para deixar meu agente feliz.” Ela não conseguiu o papel, (ele foi para Olga Kurylenko), mas o processo de retorno de ligações e testes de câmera despertaram o interesse dela pela atuação.

Ela começou a fazer aulas de atuação e, meses depois, ela conseguiu um papel em uma série de TV israelense. Depois, ela conseguiu o papel na franquia Velozes e Furiosos. “Eu tive muita sorte, mas eu não sinto como se eu tivesse estourado,” Gadot disse. “Eu cheguei a um ponto, logo antes de Mulher-Maravilha, que eu tive tantos ‘quase’, ótima audição, ótimos testes em câmera, mas (eu era) sempre a segunda opção, que eu estava pronta para desistir e voltar para a faculdade de direito.

O marido dela, Yaron Versano, a persuadiu a aguentar e, bem nesse momento, Gadot recebeu um telefonema da Warner Bros. para audição para um papel sem nome que acabou sendo a Mulher-Maravilha em Batman v Superman. Depois de “seis semanas de tortura“, Gal Gadot ficou sabendo que ela tinha o papel e começou um treinamento físico intensivo para entrar em forma para o papel. Embora ela soubesse que um filme solo de Mulher-Maravilha era uma possibilidade, ele ainda não era confirmado. “Acho que eles precisavam ter certeza que eu conseguia aguentar,” ela disse.

O caminho para um filme da Mulher-Maravilha tem sido longo para a Warner Bros., com vários projetos em desenvolvimento que datam de meados da década de 1990 e com muitos diretores, incluindo Joss Whedon, ligado a momentos diferentes. No final de 2014, após relatos de que o estúdio estava procurando uma diretora, Michelle MacLaren assinou com o projeto, mas o deixou alguns meses mais tarde, citando diferenças criativas. O estúdio voltou-se para Jenkins, mais conhecida por Monster: Desejo Assassino.

Eu estive conversando com eles sobre Mulher-Maravilha por 10 anos,” disse Jenkins em uma entrevista recente. “Eles estavam interessados, mas tinham uma certa ideia do que eles queriam fazer e não achavam que eu era a diretora certa. Então, acho que eles perceberam que queriam, sim, ir na minha direção.

Essa direção, disse Jenkins, era “uma história de origem bastante direta, fiel ao espírito positivo da Mulher-Maravilha, uma grande história de amor, um bom senso de humor.

Para esse fim, Mulher Maravilha é fiel, disse ela, à lenda contada pelos quadrinhos originais. Diana Prince, nascida na ilha de Themyscira, habitada só por mulheres, é treinada como guerreira amazônica e vê um homem pela primeira vez, quando um piloto americano, Steve Trevor (interpretado por Chris Pine), cai na ilha e fala de um mundo em guerra. Depois que a ilha é atacada, Diana decide ir com Steve para tentar parar a guerra. (O único desvio da história original, disse Jenkins, foi mudar o período da Segunda Guerra Mundial para a Primeira Guerra Mundial.)

A atriz disse que após conseguir o papel, os fãs criticaram os seus seios por serem muito pequenos. Ela disse que, frequentemente, ela é perguntada sobre como conciliar seu pequeno traje com a mensagem do filme. (Ano passado, a Organização das Nações Unidas retirou a Mulher-Maravilha do posto de embaixadora honorária para as mulheres e garotas, após dezenas de milhares de pessoas se opuseram a isso, com uma petição que citava, entre outras coisas, sua imagem nos quadrinhos.)

Acho que como uma feminista, você deveria ser capaz de vestir o que quiser!” Gal Gadot disse. “Em qualquer caso, há um mal-entendido do conceito. Feminismo é sobre igualdade, escolha e liberdade. E os roteiristas, Patty e eu, todos achamos que a melhor maneira de mostrar isso é mostrar Diana como não tendo a noção dos papéis sociais. Ela não tem limites de gênero. Para ela, todos são iguais.

Jenkins, a primeira mulher a dirigir um filmes de super-heróis de grande orçamento, respondeu com um firme não, quando perguntada se ela sentiu como se todos os olhares estavam voltados à ela, “Eu não penso sobre isso,” ela disse, “Eu só queria fazer um filme sobre uma personagem ótima e universal e não ser levada para baixo com problemas.

Mas Robin Wright, que interpreta a tia de Diana e mentora, Antiope, disse que ela achava sim que um filme de super-heróis sobre uma mulher, dirigido por uma mulher, era um momento divisor de águas. “Éramos a maioria, eles eram a minoria,” ela disse. “Havia muito estrogênio no set! Foi muito bom ter um bando de garotas fazendo o filme. Foi muito trabalho físico árduo e muita diversão.

Refletindo sobre fazer o filme, Gal Gadot disse que, como mãe de duas meninas, ela sente orgulho em ter interpretado uma heroína que pode oferecer um novo modelo. “Temos visto tantas histórias impulsionadas por homens, então, quanto mais narrativas de mulheres fortes tivermos, melhor,” ela disse. “Tenho certeza que o filme inspirará garotas, mas você não pode empoderar mulheres sem empoderar os homens também. Espero que a Mulher-Maravilha seja um ícone para eles, também.