Mulher-Maravilha 1984 é a capa e recheio da revista Empire UK de junho de 2020. Confira a matéria completa traduzida a seguir e saiba de muitas novidades sobre o filme. Mas cuidado, há spoilers na matéria.

Aonde você vai depois de mudar o mundo? Para Patty Jenkins, a diretora de Mulher-Maravilha 1984, e para a estrela Gal Gadot, estava muito claro: maior, mais ousado e mais brilhante. A revista Empire UK esteve no set do filme para conhecer a Diana 2.0.

Por Helen O’Hara. Tradução e adaptação: Gal Gadot Brasil.

Ninguém estava pronto para Mulher-Maravilha

Ah, todo mundo sabia que o filme de 2017 estava chegando, mas ninguém esperava o tamanho de seu sucesso. Ele havia sido orçado e descrito como apenas mais um filme de super-herói: um longa bom para se ter, enquanto nos preparávamos para a coisa de verdade, com Liga da Justiça. Apesar da longa história e popularidade da personagem, e da reação calorosa à primeira aparição de Gal Gadot em seu papel em Batman v Superman: A Origem da Justiça, quando o filme finalmente chegou, ele ainda estava com um ar de possível sucesso.

Não éramos os favoritos“, Gal Gadot diz à Empire agora. “Foi a primeira vez que todos nós gravamos um filme que geraria muito dinheiro e acho que ninguém pensou que ele se sairia como saiu.” Ou seja, arrecadar cerca de 800 milhões de dólares em todo o mundo, mais que Liga da Justiça e significativamente melhor criticado.

Garotinhas foram às exibições fantasiadas; na Comic-Con, Gal Gadot posou com elas e as aplaudiu. As empresas lançaram cobertores da Mulher-Maravilha e casacos escritos “Filhas de Themyscira”.

Parecia uma mudança radical sobre quem consegue causar impacto no cinema, mudando o jogo da mesma forma que Missão Madrinha de Casamento ou Corra! mudou. A usuária do Twitter, @megsauce, resumiu: “Não é de se admirar porque o homem branco é tão obscenamente confiante o tempo todo, vi uma mulher heroína e estou pronta para combater milhares de caras só com as minhas mãos.

Há apenas um problema: esse sucesso significava que elas seriam solicitadas a repetí-lo, sem o elemento surpresa. E só porque Zeus é seu pai, não significa que um raio cairá duas vezes no mesmo lugar.

Recebi muito apoio [no primeiro filme], mas havia medo, porque eu estava mudando a direção e o tom“, diz a diretora Patty Jenkins quando a Empire se sentou com ela em Los Angeles, em janeiro de 2020. “Desta vez, as pessoas entenderam que deu certo e que ela se saiu bem. Mas agora eu queria fazer algo novo.

Dessa vez elas eram as favoritas.

Patty e eu chegamos com muito mais experiência e conhecimento sobre o que esperar“, diz Gal Gadot. “Sabíamos como era o processo, o que precisávamos fazer, como as coisas funcionam.” Então, elas foram atrás.

Jenkins nunca pensou em ir pelo lado seguro. Dessa vez, ela queria se divertir com o poder de sua heroína, levá-la ao redor do mundo e pressionar todos os aspectos do filme: cenas de ação maiores, apostas maiores, cabelos maiores. Cabelo? Sim, porque ela também decidiu avançar no tempo 66 anos, mostrando as aventuras de Diana Prince/Mulher-Maravilha no mundo tão mudado de 1984. Isso exigiria um pouco de spray de cabelo de longa duração.

A minha ambição aumentou o suficiente para fazer deste um filme ainda mais difícil de se fazer“, admite Jenkins. “Havia uma história que eu queria contar. O melhor local para fazer essa história era nos anos 80. E sinto muita falta de filmes de grande espetáculo, [no qual] você está vendo pessoas reais fazerem coisas incríveis e você está indo a lugares de verdade e vendo vistas incríveis. Então, eu disse: ‘Vamos tentar fazer uma jornada épica enorme na tela’.

O processo de seguir essa jornada se mostrou muito mais difícil do que o esperado, ela diz. Não porque algo deu errado: o elenco se amava, os chefes de departamento de Jenkins responderam e o estúdio apoiou seus pedidos de localização – mesmo quando ela quis levar as Amazonas para as Ilhas Canárias para uma cena em tela azul, apenas para ter a luz do sol certa em seus rostos. Mas a escala do desafio que Jenkins se impôs era imensa e envolveu enormes cenas de ação nas paisagens desérticas e fechar mais da Avenida Pensilvânia, em Washington DC, do que durante uma Posse Presidencial.

Mulher-Maravilha 1984 levou a sério o espírito de ‘mais, mais, mais’ dos anos 80. Faça grande ou vá para casa.

Jenkins pensou no conceito de sequência enquanto filmava o primeiro filme. Ela cintou a Gal Gadot e Chris Pine, que interpreta o interesse amoroso de nome Steve Trevor, ao mesmo tempo, explicando o cenário planejado dos anos 80 e os temas que ela queria explorar. Crucialmente, ela encontrou uma maneira de trazer Steve de volta para a sequência, após da inconveniente morte que ele sofreu no final do último filme.

Ela é uma fonte de idéias, constantemente“, diz Chris Pine. “Nesse filme, ela estava falando sobre as Amazonas e talvez uma série de TV que ela faria sobre elas. Mas ela estava trabalhando no segundo, durante o primeiro.” Gal Gadot amou o conceito. “Eu estava dentro“, ela vislumbra. Ele prometia uma sensação completamente diferente do que da última vez, que havia se passado, principalmente, na lama das trincheiras da Grande Guerra e filmada durante um inverno chuvoso. Este seria colorido por neon, em vez de gás mostarda, oferecendo um mundo mais populoso e brando de se explorar.

No primeiro filme, pudemos ver o nascimento da personagem, mas não tivemos tempo suficiente para cavar fundo, fundo, fundo“, diz Gal Gadot. “Desta vez, por já estarmos familiarizados com a personagem dela e por a encontramos em um lugar diferente de onde a deixamos, há muito mais a se explorar e muito mais para ela descobrir. E para mim, como atriz, eu também queria ir mais fundo, para mostrar a jornada dela.

A história continue em 1984, com Diana trabalhando no museu Smithsonian, em Washington DC, e vivendo no complexo de Watergate. O cenário de Washington DC significa que ela está posicionada para acompanhar o governo de uma superpotência e seu apartamento lhe permite uma visão em todas as direções. O trabalho do Smithsonian também permite que ela procure por quaisquer itens místicos e perigosos que possam surgir. “É um mundo com outros deuses e outras tradições“, lembra Jenkins.

Porém Diana está vivendo próxima ao mundo, em vez de estar totalmente envolvida com ele, sendo uma super-heroína, mas tentando evitar ser vista enquanto o é e renunciando a relacionamentos próximos, porque tem receio de perder os amigos. “O primeiro filme foi o crescimento, foi Diana se tornando a Mulher-Maravilha“, explica Gal Gadot. “Ela era muito ingênua e não entendia as complexidades da vida. Era um peixe fora d’água. Neste filme, não é o caso. Diana evoluiu. Ela está muito mais madura e muito sábia. No entanto, ela está muito sozinha. Ela perdeu todos os membros de sua equipe e é reservada. E então algo louco acontece.

Esse “algo louco” é o retorno de Steve Trevor, por meios que ainda não foram revelados. É a deixa para uma inversão de papéis do primeiro filme: agora, Diana é a guia de um Steve confuso em um mundo novo e estranho. “Isso realmente foi um pouco difícil para mim“, admite Pine. “Eu não interpretava o cara sério há muito tempo, porque geralmente eles querem que caras da minha idade interpretem o tipo cansado do mundo e de cara fechada. É divertido interpretar o cara profundamente chapado e curioso, como se você estivesse em um viagem doida. Guiado por um terapeuta, é claro. Admitido na Johns Hopkins. E parte de um estudo importante.”

Trazer Steve de volta dos mortos é um risco: isso parecerá implausível demais? O público se sentirá enganado por seu sacrifício? Por outro lado, não fazer isso também é um risco: Chris Pine foi uma grande parte do sucesso do primeiro filme, tanto na avaliação de Gal Gadot quanto na de Patty Jenkins, e a história de amor deu certo. “Chris era parte integrante do filme e de seu sucesso“, diz Gal Gadot. “E porque ele, eu e Patty gostamos muito de trabalhar juntos, queríamos tê-lo de volta. E Patty e [o co-roteirista] Geoff Johns encontraram a melhor maneira para trazer Steve de volta que serve à narrativa.

Para Jenkins, ele era necessário para o arco de Diana. “Ela tem sua própria jornada neste filme“, diz Jenkins. “Esta não é simplesmente uma [história de] heroína impopular. Durante o curso do filme, ela ganha vida na época em que está vivendo e tudo o que está acontecendo, para o bem ou para o mal. Ele acaba trazendo-a para este mundo e fincando os pés dela no lugar onde ela está.

Mas se Batman v Superman for canônico, Steve não estará por aí para sempre – e dentro da própria história, sua aparição pode estar ligada a problemas em outros lugares.

O problema desta vez não virá de algum deus grego ou de uma personificação antropomórfica da guerra; agora Jenkins está fincando os dentes em dois dos inimigos mais icônicos dos quadrinhos da Mulher-Maravilha. Inicialmente para seu vilão, Jenkins pensou na Mulher-Leopardo, a ríspida felina cujas garras e inveja representam uma séria ameaça à Diana. Mas ela gostou da versão de Barbara Ann Minerva dessa personagemque começa como amiga de Diana e daí sai espetacularmente dos trilhos. Isso significava que ela precisava de outra força para introduzir este “elemento externo da corrupção” e desencadear essa transformação, que é onde entra o Maxwell ‘Max’ Lord, interpretado por Pedro Pascal. Ele é um empresário que se promove e que te promete o desejo do seu coração e que “tudo o que você tem que fazer é querer”. Este é o personagem que Jenkins diz ser “completamente comprometido” com o espírito empresarial dos anos 80 de que a ganância é boa e mais é sempre melhor do que suficiente.

Pascal já havia trabalhado com Jenkins em um piloto de TV chamado Exposed e quando a ligação para Mulher-Maravilha 1984 veio, ele estava pronto. “Não havia nada que ela pudesse me dizer que me fizesse não querer fazer isso“, ele diz. “Poderia ser tipo, ‘Ele está nu e molhado o filme inteiro’, e eu ainda o teria feito”.

O primeiro dia dele no set foi gasto filmando os comerciais de Lord, uma recriação quase de cena a cena de anúncios reais dos anos 1980 que o imergiram instantaneamente no materialismo absurdo do personagem, com Jenkins gravando o que quer que Max considerasse impressionante. “Meninas!” Jenkins ri. “Jogar baralho em um barco! Isso equivalia a sucesso [para ele]. Cinco garotas de biquíni em um barco.

Mas se Lord é ridículo, ele também libera forças perigosas. Um de seus alvos é Barbara, outra cientista do Smithsonian. “Eu gosto que o mal vem de dentro de nossa própria história“, explica Jenkins.

O que faz Barbara se transformar na Mulher-Leopardo é sentir que nunca foi tão boa quanto alguém como Diana. Ela me lembra de certas pessoas que eu conheci que têm tão baixa autoconfiança que eles estão sempre se segurando. Então, quando eles começam a aceitar a mudança, sai esse ressentimento feio acumulado ao longo de todos esses anos.

Para traçar essa evolução para a Mulher-Leopardo, Jenkins recorreu à Kristen Wiig. “Kristen interpretar essa personagem foi a melhor ideia, porque ela tem muitas facetas diferentes nela”, diz Gal Gadot. “Ela pode ser insegura e vulnerável e depois engraçada e charmosa, e daí pode ficar realmente sombria.

De fato, sob o olhar de Lord, Barbara parece florescer. “Bem no início, Barbara é propensa a risos nervosos e está um pouco retraída e insegura“, diz Wiig.

Ela não está muito alerta, mas quer desesperadamente estar.” A princípio, parece uma evolução positiva, à medida que ela se torna mais autoconfiante e ousada. Mas então ela toma medidas mais extremas e arrisca muito mais, conforme se transforma lentamente na Mulher-Leopardo. As tentativas de Diana de avisar sua amiga sobre os perigos de sua nova vida só parecem mais com as atitudes complacentes que Barbara sempre ressentiu, alimentando sua fúria.

É como se ela se tornasse uma pessoa diferente“, diz Kristen Wiig. “Eu precisava ser constantemente lembrada: ‘Ombros para trás! Você é a Mulher-Leopardo!’” Barbara assume primeiro um visual de couro mais durão, antes de sua transformação final, em um processo que é tão doloroso para Diana quanto ameaçador. “Realmente é como o desmoronamento de uma amizade, com esse verdadeiro mal-entendido em seu centro“, diz Jenkins.

A forma final da Mlher-Leopardo ainda está para ser vista, embora haja pequenas demonstrações. Vimos a Armadura Dourada da Mulher-Maravilha, o traje com asas que ela usou nos quadrinhos em momentos de grande perigo ou grande guerra. Certa vez, ela a usou para lutar com a Mulher-Leopardo e a levá-la a um momento de conexão emocional, o que certamente se encaixaria na concepção de Jenkins sobre a personagem de Diana. Mas também é possível que Diana precise dela contra armas convencionais: essa Mulher-Maravilha não é totalmente à prova de balas. Nem sempre é fácil ser uma deusa.

Para o estilo de luta de Diana, Jenkins sentiu que precisava encontrar algo maior e melhor do que o primeiro filme, especialmente quando sua heroína se defronta com uma oponente felina tão rápida e feroz. “Homens lutam como homens“, diz Gal Gadot. “Estávamos cientes disso. Não quero tentar parecer um homem. Precisamos lutar como mulheres.

Havia algumas coisas, como bater a cabeça ou soco, que, diz Jenkins, “instintivamente e inerentemente pareciam erradas” para Diana, que luta, como regra, para proteger e não matar. A equipe de dublês descobriu um estilo que funcionou para as Amazonas: elas não mostravam prazer, nem tentativas de dominação, apenas uma determinação profissional para acabar a luta. Mas Jenkins não tinha certeza de como ir além, até que, uma noite, ela e Gal Gadot levaram seus filhos para assistir a um show do Cirque du Soleil, e algo estalou.

A revista Empire deu uma espiada nos resultados disso no verão de 2018, quando visitamos o estúdio no Leavesden Studios, perambulando próximo a um grupo de Amazonas de folga. Elas estavam lá para um flashback da infância de Diana, em Themyscira, e uma cena em que ela compete em uma espécie de Jogos Olímpicos Amazona contra guerreiras adultas, determinada a provar sua resistência. Em uma plataforma alta, os operadores de câmera e os membros da equipe de dublês cercam mais Amazonas, enquanto se esticam ou agacham, prontas para se atirarem e correrem, presas por cabos, por uma série de postes altos: pense em O Garoto de Ouro sem a encheção de linguiça. Este é o sonho do Cirque du Soleil de Patty Jenkins, escrito em letras grandes: um estilo de luta maior, mais ousado e mais bonito, adequado ao seu filme.

Lilly Aspell, que retorna novamente como a jovem Diana, observa as Amazonas com um olhar experiente, depois de já ter feito a mesma corrida. “A equipe diz que eu fiz mais cenas de ação do que muitas dublês fizeram”, ela diz. Lilly Aspell passou por dificuldades com as garotas malvadas de sua escola, depois que o primeiro filme foi lançado, com inveja de seu sucesso. A mãe dela pergunta: “Mas com o que nós as matamos? Gentileza.” “Socos”, sugere a jovem Diana simultaneamente, com um sorriso.

Retornar à Themyscira não estava originalmente no plano de Patty Jenkins, mas ela percebeu que precisava mostrar a casa de Diana para estabelecer o contraste com sua existência solitária e desapegada: “Fez sentido começar de novo com a origem dela, ter a justaposição de quem ela é no nosso mundo.” Em suas roupas esportivas de couro falso, as Amazonas não são muito diferentes de uma alcateia de leões; há a mesma sugestão de que elas estão relaxando neste segundo, mas poderiam pular e te matar, se necessário.

Mais tarde, naquela noite, a Empire volta para Londres, onde o local chamativo One Marylebone foi transformado em um centro de processamento para centenas de festeiros dos anos 1980. À sua maneira, é tão grandioso quanto Themyscira. Os homens estão usando topetes altos e bigodes falsos, enquanto o cabelo das mulheres está encaracolado e penteado para cair em cascata sobre um ombro ou uma manga bufante. Parte da equipe de maquiagem trabalhou para a BBC nos anos 1980 e está recriando aqueles dias de glória de sombra azul nos olhos e lábios fucsia. Uma fumaça desorientadora de spray de cabelo se estende escada abaixo e sai pela rua; em todo lugar que você olha, alguém está penteando algo. Definitivamente, estamos em 1984. O excesso é grande.

As multidões, então, se aproximam do Royal College of Physicians, transformado em um local chique de arrecadação de fundos do Smithsonian, graças a telas prismáticas e iluminação dourada. Diana tem que percorrer a multidão em busca de Max Lord, com homens olhando para ela em seu vestido branco (um visual equilibrado exatamente entre a Dinasty e Olympus) enquanto ela passa. “Diga a esses caras para serem muito mais arrogantes“, diz Patty Jenkins depois de uma tomada, enquanto Gal Gadot toma uma bebida gelada com um canudo (“Rum e coca-cola“, afirma sua assistente. “Não me exponha!“, ri Gal Gadot). Eles passam a cena novamente; desta vez, as cantadas são ainda mais cômicas, mas Diana permanece fixa em seu objetivo. Até que ela vê alguém que a lembra de Steve Trevor e todo o resto – Max, Barbara, os últimos 66 anos – sai da sua cabeça.

Excesso não é apenas decoração em Mulher-Maravilha 1984. Não é coincidência que o evento de gala do Smithsonian seja intitulado de “O Lado Escuro do Desejo” (The Dark Side Of Desire, título original). Tudo isso retorna a pergunta sobre se a ganância é realmente boa, afinal. O cenário dos anos 1980, então, não é apenas uma desculpa para um remix excelente de Blue Monday, muito neon ou até mesmo, diz Chris Pine, “nostalgia por nostalgia“. Para Patty Jenkins, tratava-se mais de identificar os males do nosso próprio momento naquela época anterior. As promessas de Max fazem dele um precursor da estrela do Instagram, vendendo a imagem gloriosa, mas vazia, de uma vida perfeita que é toda feita de fama e fortuna. “Esse é o sonho americano que os anos 1980 deram a luz“, diz ela. “Eu realmente pensei muito sobre isso quando estava fazendo a parte de Max Lord. É como se você merecesse ter tudo.

Mas também se trata de voltar às grandes e ambiciosas filmagens físicas dos anos 1980, rodar como um James Bond e fazer a ação como um Indiana Jones. Patty Jenkins insistiu em fazer disso uma “experiência global” – e em garantir que a Mulher-Maravilha não fosse apenas uma heroína americana, mas mundial. E se isso significa pressionar para cenas de ação maiores ou outro local distante, que assim seja. “Eu costumava chamá-la de ‘espada japonesa'”, sorri Gal Gadot, radiante sobre sua colaboração com Patty Jenkins e o filme que elas fizeram. “Ela sabia exatamente o que precisava fazer e como fazê-lo da maneira mais agradável e eficaz.”

Então, Mulher-Maravilha 1984 pode tirar a sorte grande novamente? A equipe certamente não pode ser acusada de repetição de tons. Com um cenário de arte e arquitetura modernistas e música pop de sucesso, há uma sensação de cores florescentes nele que deve equilibrar os elementos mais pesados e talvez ainda mais trágicos da história. Uma mistura que poderia – se Patty Jenkins atingir sua marca – recuperar a sensação daqueles filmes Amblin dos anos 80 em sua mistura de ação, aventura e emoção.

Talvez um raio possa atingir duas vezes o mesmo lugar – ou, pelo menos, Diana pode laçá-lo e pegar uma carona.

Mulher-Maravilha 1984 está, no momento, programado para ser lançado nos cinemas em 13 de agosto de 2020.

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Totalmente Radical

A equipe de Mulher-Maravilha 1984 escolha o que eles adoram nos anos 1980

Gal Gadot

A Madonna. Eu nasci nos anos 1980. Então, eu a ouvia nos anos 1990 – e nos anos 2000 e 2010 -, mas Madonna se tornou o ícone que ela é lá nos anos 1980. É engraçado, porque algumas pessoas mencionaram que Kristen tem visuais neste filme que os lembram da Madonna.

Patty Jenkins

Eu diria patins, só porque andar de patins era o que eu fazia o tempo todo nos anos 1980. Pode ser apenas a minha idade, porque eu era adolescente – saímos para pistas de patinação. E foi uma ótima experiência dos anos 1980, mas pode ser uma versão americana dela.

Chris Pine
Um dicionário. Eu acho que era um dicionário. Era laranja. Tinha, tipo, uma alça nele. Era um Speak & Spell? É assim que se chamava? E eu teria dito um Nintendo, e daí pensei nessa coisa dos Transformers que eu tinha.

Pedro Pascal
Eu era obcecado por filmes. Era tudo culpa do meu pai, porque ele nos levava ao cinema várias vezes por semana. E mesmo que eu tenha desenvolvido um paladar muito sofisticado para cinema, eu tenho que dizer que meu filme favorito quando criança era Poltergeist, o que é muito perturbador, mas também é um lindo filme de família. Sabe, ou um filme sobre uma família.

Kristen Wiig
Provavelmente um cubo de Rubik. Acho que o máximo que consegui foram três lados. Um, dois, três. Sim, meio caminho. [Como se escrevesse este artigo] ‘Kristen levou um minuto para contar até três’.

Gal Gadot e Mulher-Maravilha 1984 estampam a capa da revista Empire, edição de junho, que estará nas bancas inglesas em 16 de abril. Confira a seguir um trecho da matéria e imagens exclusivas do longa que chega aos cinemas em 13 de agosto, no Brasil.

Por Ben Travis. Traduzido e adaptador por Gal Gadot Brasil.

Muito mudou desde que Mulher-Maravilha foi lançado em 2017 e mostrou uma história de super-herói inteligente, profunda e inovadora. Não estamos apenas falando da pandemia de Conid-19 – o mundo da DC mudou massivamente, desde os problemas de Liga da Justiça à chegada de Aquaman Shazam, enquanto mais provas apareceram de que filmes de história em quadrinhos protagonizados por mulheres com certeza poderiam ser um estouro de bilheteria. E agora, em sua futura segunda aventura, tudo mudou para a Diana Prince de Gal Gadot, também. O Mulher-Maravilha 1984, de Patty Jenkins, leva ela a, sim, os anos 1980, fornecendo uma nova era ousada e colorida para a super-heroína mais brilhante da DC. Não é apenas o mundo ao redor dela que mudou, a Mulher-Maravilha, também.

O primeiro filme foi o crescimento, foi Diana se tornando a Mulher-Maravilha,” Gadot conta à revista Empire, na edição que irá às bancas inglesas em 16 de abril. “Ela era muito inocente e não entendia as complexidades da vida. Ela era um peixe fora d’água. Neste filme, no entanto, este não é o caso. A Diana evoluiu. Ela está muito mais madura agora e mais sábia. Porém, ela está muito solitária. Ela perdeu todos os membros da sua equipe e ela está reservada. E aí, algo doido acontece.

Esse “algo doido” se refere ao retorno milagroso do personagem de Chris Pine, Steve Trevor  – que (AVISO DE SPOILER) morreu no final do primeiro filme. Como, exatamente ele retorna, resta a ser visto, mas todos os envolvidos o queria de volta. “Chris era parte integrante do filme e do sucesso dele,” diz Gadot. “E porque eu, ele e Patty realmente gostamos de trabalhar juntos, todos queríamos ele de volta. E Patty e [co-roteirista] Geoff Johns encontraram a melhor forma de servir a narrativa e trazer o Steve de volta.

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A revista Empire conta com Gal Gadot na capa, para divulgar Mulher-Maravilha 1984, e ainda conta com uma capa com uma imagem exclusiva do filme para assinantes. Assim que a matéria completa estiver disponível online, ela será traduzida.

Gal Gadot fala sobre a vida, o amor, Mulher-Maravilha 1984 e como ela e sua família estão lindando com a crise

Por Jonathan Van Meter. Tradução de adaptação: Gal Gadot Brasil.

Esta história, escrita antes do Covid-19 começar a se estabelecer nos EUA, foi impressa enquanto profundas mudanças na vida cotidiana estavam sendo vistas em todo o país. Gal Gadot, como todos nós, foi afetada: a escola de suas filhas foi fechada, seus projetos foram colocados em espera, incluindo o lançamento de Mulher-Maravilha 1984 que seria em junho (por enquanto, foi adiado para 14 de agosto). Ao falar com ela em meados de março, em Los Angeles com sua família, ela estava animada: “Obviamente as circunstâncias são horríveis e assustadoras, mas estamos em casa e tentando tirar o melhor proveito possível disso: aproveitar momentos de atenção dedicada à família. É tão surreal. Nunca passei por momentos como esses. Mas também tenho muita esperança para quando isso ficará para trás.

Passar tempo com Gal Gadot é um exercício de despreocupação. Ela é a cliente mais legal, tão imperturbável que você consegue um tipo de contato alto: as ansiedades se dissipam, as defesas caem, as tensões diminuem. Mesmo quando ela fala sobre uma vida agitada, com dois filhos e uma grande carreira – manobrando seu elegante Tesla (brinquedos no chão, sanduíche meio comido no assento) pelos arredores do mundo do entretenimento (Hollywood até Burbank até Beverly Hills e de volta) – ela consegue fazer parecer que está apenas vagando em uma tarde de domingo. De fato, parece errado impor qualquer tipo de intenção, qualquer coisa tão tensa como uma entrevista. É uma maravilha, de verdade.

Parte disso é natural – nascida assim -, mas Gadot é fundamentalmente uma criatura de seu ambiente. Ela cresceu em Rosh Haayin, uma cidade perto de Tel Aviv, mas viveu a maior parte de sua vida adulta com o marido, entre amigos e familiares, a apenas alguns quarteirões da praia. Ela fala hebraico com eles, inglês com quase todo o resto do mundo. O inglês dela não é perfeito, mas é quase, a fluência dela é de tal forma que você pode ver as engrenagens girando, enquanto ela procura as palavras certas – e descobre novas diante de seus olhos. Às vezes, ela tropeça em uma frase ou em uma expressão, a questiona e depois a usa ou encontra a correta.

É por isso que passar um tempo com ela se parece com andar cuidadosamente por um novo mundo, olhando todas as lindas flores. Uma manhã, depois de um treino, ainda com calças Capri justas e uma blusa larga, ela está dirigindo de sua academia para uma sessão de fotos no Montage Beverly Hills. “Sempre me sentirei estrangeira em Los Angeles“, ela me diz, e aceno com a cabeça concordando, embora distraída com a nova experiência de deslizar silenciosamente pelas ruas de Los Angeles em seu Tesla. Há uma tela no meio do painel do tamanho de uma televisão, que parece uma extensão do para-brisa que desaparece em algum lugar atrás da sua cabeça, tudo conspira para criar a sensação de que estamos levitando.

Eu amo este carro“, ela diz. “É como dirigir um iPhone.” De repente, um som profundo e de outro mundo – beep … beep … beep. Ela olha para a tela. “Só um segundo, é minha mãe em Israel, onde são 20h e este é, literalmente, o único momento que tenho para falar com ela.” Ela toca a tela e fala em hebraico, uma mãe para outra. Você está bem? Como foi ontem? Não trabalhe demais. Vá com calma na próxima semana! “Está bem, Ema“, ela diz e elas mandam beijos uma para a outra. É disso que ela sente falta. De muitas maneiras, o sucesso de Mulher-Maravilha prendeu Gadot em Los Angeles, a 15 horas de avião de casa. “Você não pode andar em qualquer lugar aqui“, ela diz, mas essa é a única reclamação que ela fará, porque reclamar não é o estilo dela. Mas ela relata essa história sobre como ela voltou de Israel recentemente e, na viagem interminável do aeroporto de Los Angeles para sua casa nas montanhas de Hollywood, sua filha de oito anos, Alma, disse: “Sabe o que eu gosto da casa em Israel? Tudo está a cinco minutos. Cinco minutos caminhando até o local do sorvete, cinco minutos para a praia, cinco minutos para a casa de nossos primos. E todos os nossos vizinhos são nossos amigos.” Gadot suspira melancolicamente. “Mas sempre há o dar para receber. Como se diz em inglês? Não dá para ficar com tudo? Não dá tudo… Tem algo com tudo.

Não dá para se ter tudo, eu digo.

Exatamente.

A vida em Los Angeles, antes de encontrar sua tribo e seu ritmo, mesmo (especialmente) para uma estrela de cinema recém-criada, pode ser alienante. Você mora no topo de uma daquelas colinas famosas com vista para o mundo, um sonho tornado realidade, mas descer e subir para comprar uma caixa de leite pode demorar uma hora. Tudo deve ser planejado, estrategizado e, para uma criatura espontânea como Gadot, pode ser restritivo. E, às vezes, simplesmente é surreal. Deixando a academia mais cedo, Gadot parou para conversar com uma mulher com longos cabelos loiros que parecia ter acabado de acordar e estava, lentamente, fazendo 10 minutos de exercícios de aquecimento antes do início do treino real. Era a recém-esbelta Adele, que eu não reconheci até que ela soltou uma de suas risadas. Eu havia entrevistado ela há vários anos e, depois que resolvemos tudo, Gadot e eu ficamos ao lado dela enquanto ela pedalava, conversando sobre o tratamento da reportagem de capa da Vogue.

O encontro com Adele é um lembrete: na verdade, esse não é um encontro com qualquer garota israelense legal. Gal Gadot é uma super estrela internacional. Embora possa parecer que ela apareceu do nada, totalmente formada, no verão de 2017 como a estrela de Mulher-Maravilha, um sucesso instantâneo e êxito de bilheteria que arrecadou mais de US$ 800 milhões em todo o mundo, Gadot faz filmes há mais de uma década, mais conhecida como a personagem Gisele em quatro filmes da franquia Velozes e Furiosos. E, no entanto, toda a sua trajetória de carreira tem sido um acaso que quase não aconteceu. Aos 18 anos, ela venceu o concurso Miss Israel de 2004, competiu no Miss Universo naquele ano no Equador e cumpriu dois anos de serviço obrigatório nas Forças de Defesa de Israel como instrutora de exercícios. Ainda soldado, ela conheceu Jaron Varsano, um construtor imobiliário 10 anos mais velho, com quem se casou em 2008. Com o seu serviço militar completo e sem ter o que fazer, ela se matriculou na faculdade de direito em Tel Aviv e começou sua carreira de modelo. Um dia, um diretor de elenco entrou em contato com seu agente e pediu que ela fizesse um teste para o papel de Bond-girl em 007 – Quantum of Solace. Ela não conseguiu o papel, mas a diretora de elenco se lembrou dela, e foi assim que ela acabou fazendo o teste para Velozes e Furiosos de 2009. Ela conseguiu esse papel porque o diretor, Justin Lin, ficou impressionado com o fato de ela conhecer como usar uma arma militar.

Andando de carro com ela, digo que li que pouco antes de Mulher-Maravilha aparecer, Gadot estava tão infeliz com sua carreira que estava prestes a desistir e nunca mais voltar para Los Angeles. (Divulgando Mulher-Maravilha, ela disse a um repórter: “Você vai a um teste e é chamada de volta, depois outra chamada e depois um teste de câmera e as pessoas estão dizendo que sua vida mudará se você conseguir esse papel. E aí você não consegue. Cheguei a um lugar onde eu não queria mais fazer isso.“) E agora você é uma atriz que mora em Los Angeles, digo, como você se sente com isso?

Simplesmente… Paralisada.” Ela ri. “Sabe, uma das pessoas que eu realmente admiro é Charlie Kaufman“, ela fala sobre o famoso roteirista, diretor e romancista. “Ele raramente dá entrevistas. Mas há um vídeo dele fazendo um discurso no BAFTA há alguns anos e eu não me lembro exatamente, mas a vibe é: sabe, estou aqui, mas não sei o que estou fazendo aqui. Eu sou um escritor, acho. Mas nunca me refiro como um escritor, exceto quando estou preenchendo meus formulários fiscais. Mas sabe, eu quero que você se importe com o que eu faço; eu só não quero me preocupar com o que você pensa. E pensei: isso é tão interessante! Estamos vivendo em um mundo onde o que importa são os títulos: você é um escritor; eu sou uma atriz. Eu não quero parecer muito nova era… mas estamos sempre evoluindo e mudando e a vida acontece e nos leva em direções diferentes. Sim, sou uma atriz, mas, ao mesmo tempo, tenho apetite para fazer mais, maior, mais afundo, mais interessante.

Você se considera uma pessoa ambiciosa?

Sim, sou bastante ambiciosa.” Ela faz uma pausa. “Eu não estou muito certa… se é que se diz isso aqui. Mas eu acredito muito no Karma e se é meu, é meu, e se não é, não é. Eu não estou lutando pelas coisas. Mas quando estou lá, quando estou diante da oportunidade, estou completamente a bordo. Eu definitivamente me certifico de estar preparada, de fazer o trabalho, de chegar com 100% e seguir em frente.

Isso soa mais como consciência do que ambição, eu digo. Ela pensa por alguns segundos, enquanto aguardamos um sinal vermelho, e aí ela encontra outra maneira de explicar. “Quando me disseram que consegui o papel de Mulher-Maravilha, eu havia acabado de posar em Nova York e estava no aeroporto. E a primeira ligação que fiz foi para Jaron. E nós dois estávamos super felizes, berrando e gritando, e então eu disse a ele no final da conversa, ‘Depois de gravar o filme? Quero que tenhamos outro bebê.’ E então, quando cheguei em casa em Los Angeles, ele disse, ‘Esse foi um comentário muito interessante.’ E eu disse, ‘Por quê?’ e ele respondeu, ‘Você é engraçada porque, tipo, quanto mais alto você vai, mais…’ Se você imaginar uma pipa, certo? Se ela voa muito bem? Meu instinto é amarrar a linha no chão. É difícil para mim traduzir, porque estávamos conversando em hebraico. Mas é tipo, quanto mais bem-sucedida eu sou, mais quero fincar minhas raízes e garantir que tudo esteja equilibrado e [que eu] ainda [esteja] focada nas coisas importantes da vida, que, para mim, é a família.

Na manhã seguinte, encontrei Gadot na escola da filha Maya. Enquanto procuro uma vaga de estacionamento em uma rua lateral, vejo Gadot a pé e abaixo o vidro. “Momento ideal!” ela diz. Mesmo entre as mamães e papais elegantes de Los Angeles, ela se mostra glamourosa em seus jeans justos, casaco de camelo e enormes óculos de sol. A escola primária fica em um daqueles edifícios institucionais de meados do século, comuns a Los Angeles, é difícil dizer onde termina o exterior e começa o interior. Nós nos encontramos em uma estrutura coberta de estacionamento ao ar livre, com uma série de sofás e uma máquina de café que parece ser um local para babás e pais se reunirem, enquanto deixam as crianças. Gadot está aqui para ler para a turma de três anos de idade de Maya e, com a ajuda da irmã de Maya, Alma, decorar cupcakes. “Nossa, que manhã!” ela diz enquanto pega um café e nos sentamos em um dos sofás. “Deixei o livro que deveria ler em casa, então Jaron está trazendo.

Para que você não pense que as cenas da cultura de ensino fundamental da Big Little Lies da California beiram a paródia, estou aqui para dizer exatamente o contrário: elas mais se parecem imagens de documentários. Indo para a sala de aula Borboleta de Maya, passamos por um corredor ao ar livre com academias na selva e áreas de lazer que parecem instalações de arte. Na sala de aula, há uma dúzia de crianças e uma professora surpreendentemente exuberante vestindo uma camiseta de Frozen, uma jaqueta azul de lantejoulas, tênis rosa-choque e uma faixa na cabeça com orelhas de Mickey, que nunca sai do personagem, mesmo quando fala com os adultos. A certa altura, uma mãe e um pai vestidos casualmente e estressados como showrunners chegam atrasados com o filho. A mãe conversa com Gadot sobre a possibilidade aterrorizante de festas de aniversário no mesmo dia. “O aniversário dele é no dia 22″, diz ela. “Faremos ela naquela tarde. Mas nossos horários não entram em conflito, então acho que teremos um retorno da Borboleta.

É de se dizer algo que Gadot – soldado/modelo/estrela de cinema de Tel Aviv – é a pessoa com aparência mais normal na sala. Quando ela tira a jaqueta e se senta para ler o livro para as crianças, percebo pela primeira vez que seu cabelo está em um rabo de cavalo bagunçado e que seu suéter de cashmere azul safira parece ter sido tirado do cesto logo antes dela sair correndo pela porta esta manhã. A professora reúne as crianças e todos se sentam no chão, incluindo Gadot. O livro que ele escolheu é sobre bondade e, quando ela começa a ler – totalmente comprometida, encenando todas as partes -, as crianças, todas elas, entram naquele estupor contente, encantado e vidrado, se atendo a cada palavra. Muito novos para entender quem ela é – além da mãe de Maya -, porém, eles sucumbem à mágica da transferência que grandes estrelas do cinema inspiram. Uma coisa para se ver!

Adultos de todos os estilos de vida estão sob o feitiço de Gal Gadot há anos. Kristen Wiig, co-estrela de Gadot em Mulher-Maravilha 1984, a conheceu no Governors Ball em Los Angeles, há alguns anos. “Ela entra em um luga e você fica tipo, ‘Hum, essa pessoa é real?’ Mas ela é tão estranha da melhor maneira. E tão gentil, uma amiga tão leal e bonita. Quero dizer, as mensagens de texto e voz que ela envia me fazem rir tanto. Eles são o ponto alto do meu dia.

Patty Jenkins, que dirigiu os dois filmes da Mulher-Maravilha, me diz que homens, mulheres e crianças se aproximam dela com o que eles acham ser seu segredinho: estou apaixonado pela Gal. “[Eles ficam] Tão encantados por ela“, ela diz. “[É] Paixão à distância. E digo constantemente a todos: ‘A coisa chocante é: só fica mais forte quando você a conhece’. Você esquece completamente que ela é uma estrela de cinema.”

Uma tarde, telefonei para duas das melhores amigas de Gal em Tel Aviv: Yael Goldman, modelo e apresentadora de TV, mãe de três filhos, e Meital Weinberg Adar, que tem dois filhos e é dona de uma agência criativa de branding. “Eu era modelo e ela era modelo“, diz Yael, “e ela havia acabado de fazer o primeiro Velozes e Furiosos. Eu estava parada na rua; ela parou o carro, buzinou e disse: ‘Ei, Yael! Me dê seu número!’ Na verdade, ela simplesmente deu em cima de mim. Essa é a verdade.

Ela deu em cima de mim também!” diz Meital. “Isso é coisa dela. Eu sou a namorada dela“, e as duas riem. “Quando a conheci“, ela continua, “eu ainda estava tentando ser adulta – sou tão sofisticada, blá, blá, blá. Eu estava na defensiva. E a Gal simplesmente chegou e me desarmou. Normalmente você cresce e percebe, lentamente, que precisa ser bom, agradável e estar confortável com as pessoas e o mundo inteiro se abre para você, mas leva tempo para aprender isso. Mas, de alguma forma, Gal apenas tem isso dentro dela. Ela é muito pura e clara com as intenções dela. Ela te ama sem esperar por um sinal de que você a ame.

Enquanto percorremos Los Angeles no Hovercraft de Gadot, ela recebe uma ligação – essa do marido, Jaron. Ela responde com o termo israelense comum de carinho que não tem tradução para o inglês, mas soa como Mamãe. Eles conversam calorosamente em hebraico sobre seus horários e, depois, pergunto como os dois se conheceram.

No deserto, num tipo de festa de retiro de chakra/yoga. E ele estava todo descolado. Tipo, estávamos no mesmo grupo de amigos, mas eu não o conhecia e ele não me conhecia. E algo aconteceu desde o primeiro momento em que começamos a conversar. Quando chegamos em casa, eu fiquei tipo: ‘É muito cedo para ligar para você? Quero ter um encontro.’ Depois saímos e, no segundo encontro, ele me disse, ‘Vou me casar com você. Vou esperar dois anos, mas vamos nos casar.’ Eu fiquei tipo, ‘Tá certo.'”

Jaron se lembra mais detalhadamente. “Estávamos em um laboratório único: um retiro no deserto no sul de Israel. E eu e ela estávamos em um estágio de nossas vidas em que estávamos pensando sobre o que é o amor e o que é um relacionamento. Começamos a conversar às 22h, nos beijamos ao nascer do sol e ficamos de mãos dadas no caminho de volta à Tel Aviv. Naquele momento, estávamos colados. Foi lindo.

Gadot diz que sempre soube que queria ser uma mãe jovem – e para onde ela vai, a família vai também. Alma também está matriculada em uma escola em Londres, porque Gadot filmou três filmes lá em muitos anos, incluindo Morte no Nilo, que será lançado ainda este ano. O diretor, Kenneth Branagh, diz: “Tenho a sensação de que ela se sente muito segura em sua vida familiar: ela sabe o que são, quem são e que eles estão com ela. E acho que isso permite que ela seja aventureira e também fique à vontade em seu trabalho. Ela é uma pessoa séria, por isso sabe que o mundo é um lugar complicado e desafiador de tempos em tempos, mas existe um senso contínuo de diversão nela e parece sair da fonte da família. Ela está determinada aproveitar o que é esquecido pelo caminho e isso a torna uma energia excepcionalmente positiva para estar por perto.

Após a visita à escola de sua filha, Gadot nos leva ao San Vicente Bungalows, o mais novo clube exclusivo para membros de Hollywood. Existem muitas regras tolas aqui, incluindo a proibição de telefones com câmera, o que requer um ritual elaborado de confisco temporário de telefones de não-membros, para que eles possam ser cobertos com pequenos adesivos bonitinhos, destinados a desativar a câmera e o microfone.

Felizmente, o lugar é como um sonho, dolorosamente romântico, com flores e trepadeiras e guarda-sóis listrados de verde e branco. De fato, parece o tipo de local que você pode encontrar ao longo da praia em Tel Aviv. “Entende?” ela diz quando nos sentamos. “É como se estivéssemos em um encontro. E é o Dia dos Namorados!

Ouvi de um amigo que Gadot, o marido dela e o irmão dele, Guy, eram donos do hotel mais chique de Tel Aviv e que eles o venderam recentemente ao oligarca russo Roman Abramovich. Sim, diz Gadot. “Quando conheci Jaron, ele e Guy estavam morando na primeira casa que foi construída em Tel Aviv. É uma mansão enorme e linda, com pisos e arcos pintados e tetos muito altos, mas estava em um estado muito ruim.” Ela se tornou-se o Hotel Varsano. “Literalmente, uma caminhada de 30 segundos a pé de onde eu e Jaron morávamos“, ela diz. “Nós íamos para o hotel o tempo todo. Foi… divertido.

Três anos atrás, Jaron vendeu todo o seu portfólio imobiliário, incluindo o hotel, e ele e Gadot se mudaram para Los Angeles, quando ela estava grávida de cinco meses de Maya. Agora Jaron era quem estava sem ter o que fazer e Gal lhe disse: “Você é um construtor. Construa filmes.” E, então, uma noite eles jantaram com Annette Bening, que incentivou os dois. “Vocês dois pensam e falam tão bem sobre fazer filmes“, disse ela. “Vá e encontre projetos incríveis.” Agora eles são parceiros em uma empresa de produção ambiciosa, a Pilot Wave, com 14 desses projetos em várias etapas de desenvolvimento.

O mais intrigante (e primeiro) é uma série baseada no livro  Hedy Lamarr: The Most Beautiful Woman in Film (Hedy Lamarr: A Mulher Mais Bonita do Cinema, em tradução livre. Não há tradução do livro para o português.), sobre uma estrela de uma época mais glamourosa, com sua trilha sonora de Tommy Dorsey e serviço de mesa engomado. Lamarr nasceu na Áustria e teve uma breve carreira na Checoslováquia, antes de fugir para Paris e depois para Londres, onde ela foi descoberta por Louis B. Mayer, que lhe deu um contrato de cinema em Hollywood. Gadot, cuja família da mãe é tcheca e polonesa e de seu pai, austríaca, russa e alemã, parece ser a pessoa perfeita para interpretar Lamarr.

Portanto, não demorará muito até que Gal Gadot seja libertada, finalmente, das restrições e da gama limitada das franquias de perseguição de carros e sucessos dos quadrinhos. Mas, primeiro, Mulher-Maravilha 1984, que assisti cerca de meia hora, sob supervisão, no lote da Warner Bros. Além de lhe dizer que é uma experiência abrangente e visualmente deslumbrante (e bastante barulhenta), admito que não faço nenhuma ideia do que se trata, exceto que se passa em 1984 (o ano antes de Gadot nascer), tem uma trilha sonora emocionante do New Wave e apresenta um cara oleaginoso que pode lembrá-lo de Donald Trump em seus dias de novato, mais inofensivos e inexperientes dos anos 80. Nem Jenkins e nem Gadot revelaram um único ponto da trama. “Ninguém sabe muito sobre o filme“, diz Wiig, “o que é uma loucura hoje em dia. É incrível que nada tenha vazado. Tudo o que você recebe da Warner Bros. é meio criptografado, tipo, seu computador vai explodir se abrir isso.

Parte do motivo da grande segurança no projeto é que o efeito Mulher-Maravilha foi enorme – especialmente para Jenkins e Gadot. “Isso mudou completamente minha vida“, diz Gadot. “De alguma forma, saiu em um momento em que as pessoas estavam realmente desejando por ele. Isso causou impacto. E Patty e eu tivemos muita sorte, eu diria, que o filme foi recebido do jeito que foi e foi lançado na época em que foi, e acho que nós, mesmo sem saber conscientemente, acertamos em vários pontos. Porque estava no nosso DNA – não precisávamos pensar muito sobre isso. Éramos duas mulheres que se importavam com algo e isso acabou no DNA do filme.

Sinto falta de ótimos filmes de grande sucesso que têm tudo o que você procura nas salas de cinema“, diz Jenkins. “Como humor, drama e romance… mas também peso e significado na narrativa. Então é isso. Eu pretendia fazer algo grande e grandioso, mas muito detalhado e minucioso. Mas também acho que a Mulher-Maravilha representa algo bastante incrível no mundo, então não vou dizer nada sobre o enredo, mas ela é uma deusa que acredita na melhoria da humanidade. Ela não está apenas derrotando bandidos – e isso tem muita relevância com os tempos em que vivemos agora.

Enquanto Gadot e eu estamos terminando nossos sanduíches de ovos, o lugar começa a se encher com a multidão do almoço e eu começo a olhar em volta para ver se há alguém notável. Começamos a conversar sobre a linha tênue entre admirar alguém de longe e estar deslumbrado pela sua presença. Por incrível que pareça, concordamos que nós duas ficaríamos nervosamente empolgadas se Barbra Streisand entrasse. Você deve ter um monte de jovens garotas que ficam um pouco loucas pela Mulher-Maravilha e por você, digo.

Sim, isso acontece muito“, ela diz. “Muito constantemente. Meus amigos me perguntam: ‘Você não se cansa disso? Esse é o seu momento, espaço e privacidade. Você não é a personagem.’” É verdade: no momento, a Mulher-Maravilha é mais famosa do que a atriz que a interpreta. E as meninas, pelo menos por enquanto, ficam deslumbradas não porque conheceram Gadot, mas porque esbarraram em Diana Prince, a semideusa amazona do Olímpio. “Eles se importam“, diz Gadot. “Isso teve um efeito neles; significou algo para eles. E só por isso eu me importo com eles e quero ouvir o que eles têm a dizer. Muitas vezes, trata-se de um efeito profundo que isso teve na vida deles. Normalmente, isso os levou a fazer uma mudança, algo que nunca fariam, a serem corajosos.

Um mês depois, em uma tarde em meados de março, Gadot me liga para falar sobre a nova realidade em que estamos vivendo. Praticamente todo mundo está em casa; o próximo filme de Gadot com a Netflix, Red Notice, que ela estava filmando em Los Angeles com Ryan Reynolds e Dwayne Johnson, foi colocado em hiatus. Seus pais, em Israel, cancelaram a visita, planejada há muito tempo, que eles fariam na Páscoa e que também seria a comemoração dos 60 anos de seu pai. “Sim, é claro que sinto falta da minha família“, ela me diz, “mas a maior prioridade para todos nós é ficar em casa, não se contagiar e não contagiar outras pessoas. Com toda a tristeza e toda a  grande… saudade que tenho, essa é a única coisa que podemos fazer agora.

Maya, sua filha de três anos, não entende o que está acontecendo. “Para ela, ela está de férias da pré-escola.” Sua filha mais velha, Alma, está mais ciente. “Mas falamos sobre isso de uma maneira segura“, diz Gadot. “Tentamos evitar assistir as notícias quando elas estão por perto. Então, agora, essa é a situação. Estamos tentando aproveitar o tempo junto que temos. As meninas não estão preocupadas. Eles se sentem seguras. Eu acho que as meninas vão crescer, sendo capazes de dizer aos filhos que eles viveram os tempos do corona. Mas estamos realmente tentando… como se chama isso? Hum… há um ditado. Deixe-me ver se consigo lembrar… Hum… é tipo… algo disfarçado?” Ela faz uma pausa por um momento e, quando estou prestes a respondê-la, ela encontra as palavras certas sozinha: “Bênção disfarçada.

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Gal Gadot foi uma das inúmeras celebridades a se juntar à iniciativa criada por Amy Adams e Jennifer Garner no Instagram em 16 de março: a Save With Stories.

Amy Adams e Jennifer Garner organizara este movimento em que estrelas leem livros nas redes sociais para arrecadar dinheiro para as crianças que não têm acesso a refeições durante a pandemia do novo coronavírus.

Gal Gadot escolheu o livro infantil How Do Dinosaurs Say Happy Birthday? (sem tradução para o português ainda), de Jane Yolen e Mark Teague. A atriz informou que o motivo de escolher esta história é que esta é uma série de livros que a sua filha mais nova, Maya, ama. “E ela comemorará o aniversário dela em alguns dias.

Confira o vídeo legendado de Gal Gadot lendo a história infantil a seguir e não se esqueça de, se puder, ficar em casa. Lembre-se, também, de ajudar a sua comunidade neste momento, mesmo (e principalmente) mantendo o distanciamento social.

Save with Stories

Durante a sua participação no The Tonight Show: At Home Edition, Jennifer Garner contou, de sua casa, como a iniciativa surgiu: “Amy me ligou na sexta-feira à noite e disse, ‘Quero fazer algo para ajudar alimentar as crianças que estão presas (em casa) com o fechamento das escolas. Pois, sabe, entre 25 e 30 milhões (de crianças) nos Estados Unidos dependem da escola para comida e programas de café da manhã reduzido, almoços e merenda.

Assim, as atrizes se juntaram para criar a iniciativa que arrecada fundos para ajudar essas crianças. A iniciativa é em parceria com a Save the Children e No Kid Hungry.

As atrizes também disseram: “A sua doação ao Save the Children No Kid Hungry ajudará com que as escolas e os programas comunitários tenham o apoio necessário para continuar a alimentar crianças vulneráveis durante a pandemia, bem como fornecer livros, jogos e outros materiais educacionais, junto com programas de verão e após o período escolar, para ajudar as crianças a compensar o tempo perdido longe da sala de aula. Além disso, a sua doação ajudará a Save the Children atender às necessidades de saúde, educação e nutrição de crianças de outros países afetadas pelo coronavírus.

Do site oficial da Save with Stories:

DOE E AJUDE #SAVEWITHSTORIES

De Jennifer Garner e Amy Adams:

Em todo o país, as escolas estão sendo fechadas devido à pandemia do novo coronavírus. Mas milhões de crianças nos EUA vão à escola não apenas para aprender, mas também para o café da manhã, almoço e às vezes jantar. É por isso que criamos o @savewithstories.

Em parceria com a Save the Children e a No Kid Hungry, oferecemos histórias no Instagram e no Facebook para proporcionar diversão e educação para crianças e pais presos em casa durante o surto de coronavírus. Sua doação ajudará a Save the Children e a No Kid Hungry a garantir que as escolas e os programas comunitários tenham o apoio necessário para manter o cérebro e a barriga cheios. Você também está apoiando nosso importante trabalho para atender às necessidades de saúde, educação e nutrição de crianças em outros países afetados pelo coronavírus.

Há duas semanas, a notícia que já era de se esperar foi publicada pela Warner Bros: Mulher-Maravilha 1984 teve sua data de estreia adiada por conta da pandemia de Covid-19 (Corona Vírus) que já afeta todos os continentes.

Agora, o filme da super-heroína de Gal Gadot chegará aos cinemas em 13 de agosto de 2020, no Brasil, um pouco mais de dois meses depois de sua data inicial, 05 de junho. No entanto, acreditamos que essa data ainda possa ser mudada novamente.

Patty Jenkins, diretora do filme, tuitou sobre a mudança da data de estreia do filme: “Fizemos Mulher-Maravilha 1984 para a telona e acredito no poder do cinema. Nesses tempos horríveis, quando donos de cinemas estão enfrentando dificuldades como muitos de nós, ficamos animados em mudar a data do nosso filme para 14 de agosto de 2020, em um cinema perto de você, e oremos por melhores momentos para todos, até lá.

A protagonista do filme, Gal Gadot, também publicou uma mensagem na rede social, “Nestes tempos sombrios e assustadores, estou ansiosa por um futuro melhor pela frente, onde poderemos compartilhar o poder do cinema juntos novamente. Animada para remarcar nosso filme MM84 para 14 de agosto de 2020. Espero que todos estejam a salvo. Mandando meu amor para todos vocês. Red heart

Outros filmes da Warner Bros que também tiveram a sua estreia adiada, porém ainda não divulgadas, foram Em um Bairro de Nova York, Scooby! O Filme e Malignan. Mulher-Maravilha 1984 ocupa, agora, a data de estreia original de Malignan.

Com os rumores de que o filme seria lançado nas plataformas digitais, o diretor da Warner Bros. Pictures Group, Toby Emmerich, deixou claro que este não é o caso: “Quando demos o sinal verde para Mulher-Maravilha 1984, foi com toda a intenção de ele ser assistido na telona e estamos animados em anunciar que a Warner Bros. Pictures o trará para o cinema em 14 de agosto.

Esperamos que até agosto a pandemia de Covid-19 já tenha sido controlada e os cinemas tenham sido reabertos com segurança. Até que isso aconteça, quem puder, fique em casa, lave as mãos, não toque o rosto e, ao tossir ou espirrar, se cubra com o braço.

 

Gal Gadot e Mulher-Maravilha 1984 estão na capa e no recheio da revista alemã Widescreen Magazine. Junto à matéria de divulgação do filme, o repórter Emanuel Bergmann conversou rapidamente com a atriz que interpreta Diana Prince. Confira a entrevista traduzida (e adaptada) pelo Gal Gadot Brasil.

Conversamos com a atriz de 34 anos sobre coragem e sua evolução de estrela e produtora.

Senhorita Gadot, a sua reputação junto aos seus parceiros de filme é de que você é muito corajosa. O que a torna tão corajosa?

O que me torna tão corajosa? Acho que é a minha ambição. Isso provavelmente me torna corajosa, porque eu tenho a vontade de me superar. Eu sou muito competitiva. Mas isso é verdadeiro especialmente para os esportes. Eu cresci praticando muitos esportes e odeio perder. No entanto, acho que pensar assim quando se está filmando é uma perda de energia. Coisas assim roubam a sua energia criativa.

Você assumiu o papel de Diana pela segunda vez [em um filme solo]. Isso é diferente do que da primeira vez?

Sim. Quando vemos Diana novamente neste filme, ela está muito solitária. Ela perdeu todos os seus amigos e esteve sozinha por décadas.

Desde que o primeiro filme foi lançado, você se tornou meio que uma heroína de verdade. Você está comprometida com os direitos das mulheres. Como isso aconteceu? Isso acabou de acontecer?

Isso na verdade aconteceu naturalmente. Me lembro de quando cheguei à Hollywood pela primeira vez. Eu tinha muitas reuniões e todos me perguntavam: “Qual é o seu papel dos sonhos?” E eu sempre disse que queria interpretar uma mulher real, independente, forte, verdadeira. Simplesmente não haviam muitos papeis como esse. E acho que toda mulher no mundo quer isso. Queremos mostrar o que somos e quem somos.

Você também está trabalhando como produtora. Como isso aconteceu?

Para mim, isso veio da minha necessidade de contar histórias com a minha própria produtora. Isso é muito importante para mim. Por exemplo, estamos produzindo um filme sobre Hedy Lamarr. Ela era uma das maiores estrelas de Hollywood e era considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo. Mas ela também era extremamente inteligente. Ela era uma inventora e as redes sem fio modernas, como o Wi-Fi e o Bluetooth podem ser ligadas ao seu trabalho. Mas ela nunca teve o reconhecimento por isso. Isso é algo que realmente me preocupa. Por que as mulheres não são levadas a sério? Hedy Lamarr realmente teve problemas com isso. Estou feliz de estarmos em uma época em que temos opiniões completamente diferentes. E, claro, é disso que se trata Mulher-Maravilha.

A nova data de estreia de Mulher-Maravilha 1984 é 13 de agosto.

Confira os scans da revista e uma nova imagem promocional de Mulher-Maravilha 1984 de Gal Gadot e Chris Pine.

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Gal Gadot, junto de Mulher-Maravilha 1984, estampa a capa da revista Entertainment Weekly de março. Confira a tradução da longa entrevista com todo o elenco e produtores do longa na qual eles falam mais sobre seus papeis, a história do filme e as gravações. Ao final da página, veja o bate papo descontraído sobre o longa entre Gal Gadot, Chris Pine, Patty Jenkins, Kristen Wiig e Pedro Pascal, legendado.

Mulher-Maravilha 1984 chega aos cinemas brasileiros em 4 de junho de 2020.

Como uma história de amor ultra-secreta e uma armadura novíssima prometem fazer a continuação de Mulher-Maravilha um sucesso

Por Leah Greenblatt

Gal Gadot está esperando o para cruzar os braços (boosh). Os olhos se apertam, saltando levemente na ponta dos pés, ela flutua como uma borboleta e pica como uma rainha amazônica, ela se move silenciosamente pelo ar frio do estúdio cavernoso nos arredores de Londres, suas omoplatas crescendo em um conjunto de asas fundidas a ouro.

Quando a explosão acontece, ela é abafada, mas os soldados que emergem da explosão em equipamento de combate não parecem estar aqui para fazer amigos. Enquanto ela os despacha um a um, é impossível não imaginar quantos deles estão passando pelo ponto alto de suas vidas profissionais neste exato momento: homens que passarão os próximos 40 anos contando a cada primeiro encontro e companheiro de  assento no avião sobre aquela vez em que foram aniquilados pela princesa guerreira de Themyscira.

Ahhh, é tão desconfortável!” Gadot diz com uma careta bem-humorada, depois que a cena finalmente termina, removendo seus brilhante albatroz e vestindo seu robe cinza e botas Ugg que esperam por ela fora do set. É o mais próximo que a ganhadora do Miss Israel, de 34 anos, chegará de proferir uma palavra não alegre, mesmo depois de longas horas vestindo asas com envergadura que desafia as leis naturais da ortopedia e da maioria das aves.

Resistência, no entanto, está embutida na marca: uma gravação de meses já havia pulado dos penhascos espanhóis ensolarados de Tenerife para o subúrbio da Virgínia e, agora, de volta à úmida e fria Inglaterra, no início do inverno. No set de Mulher-Maravilha de 2017, Gadot lembra, ela e o co-ator Chris Pine cantavam Cold as Ice da Foreigner um para o outro para se manterem aquecidos entre as cenas; na sequência, que será lançada em 5 de junho, a ação se move dos campos de batalha em tons de cinza da Primeira Guerra Mundial para a era neon que deu origem a muitas faixas de cabelo e também à estrela principal do filme.

Eu nasci em 1985, mas é engraçado, eu realmente me lembro,” diz Gadot em seu inglês com um leve sotaque, sentando-se em uma cadeira com encosto de lona, após ter acabado de deixar um batalhão de joelhos. “Provavelmente ainda mais por causa dos meus pais, mas foi uma década tão marcante na moda, na música, na política. E na aparência de tudo! As cores.

Se você tivesse que escolher apenas uma da paleta, você poderia começar com o verde: a cor do dinheiro, é claro, mas também da inveja. “Em 1984, a América estava no auge de seu poder e orgulho,” diz a produtora associada Anna Obropta. “Computadores Apple e calças de tactel, riqueza, comercialismo, glamour, até violência, tudo era maior que a vida. Foi uma década de ganância e desejo, uma época de ‘Eu, eu, mais, mais, mais’.

A diretora que retorna, Patty Jenkins, cuja mão segura ajudou a guiar o primeiro filme a uma aclamação quase universal e a mais de US$ 800 milhões nas bilheterias, elabora: “Era uma época em que nenhum custo havia aparecido ainda. Havia o medo da Guerra Fria,” ela admite. “Mas realmente foi tipo, ‘Isso vai durar para sempre!’ A sensação de que o mundo era essa abundância que nunca parava de conceder era tão grande.

Talvez não tanto para a Diana de Gadot, uma mulher criada na era de escassez e sacrifício do último filme. Agora, trabalhando no Museu de História Natural, em Washington, D.C., ela vive em tranquilamente, ainda lamentando os amores que deixou para trás. “Ela não sofreu apenas a perda de Steve Trevor [Chris Pine],” explica o produtor Charles Roven (American Hustle, a trilogia de Cavaleiro das Trevas). “Ela perdeu quase todas as pessoas importantes para ela porque elas não são imortais, a vida dela é, na verdade, muito solitária e espartana. De fato, a única alegria que ela tem é quando ela está realmente fazendo algo pelas pessoas, se ela puder ajudar os necessitados. ”

Nesta década, porém, o limite entre desejo e necessidade é facilmente embaralhada. Daí entra Maxwell Lord, um magnata/guru que se consolidou com o próprio esforço, mostrado como uma mistura insidiosa de ícones dos anos 80, tanto fictícios (Gordon Gekko) quanto reais (Tony Robbins), por Pedro Pascal. “Max é um vendedor de sonhos,” diz o ator de 44 anos, mais conhecido por seus papéis em Narcos, The Mandalorian e Game of Thrones. “É esse personagem que engloba um componente da época que é, sabe: ‘Consiga o que quiser, da maneira que puder. Você tem direito a isso! ‘E, a qualquer custo, em última análise, o que representa uma grande parte de nossa cultura e esse tipo de ousadia – é ganância,” ele interrompe, rindo. “É ganância, é claro. Mas também trata-se de ‘Como você é o seu melhor eu? Como você vence?’ Então, ele é definitivamente o rosto dessa versão do sucesso.

Se Diana é imune aos encantos de Lord, sua nova colega de trabalho Barbara Minerva, uma gemóloga tímida e socialmente desajeitada, interpretada com um charme natural atrapalhado e uma permanente frisada de Kristen Wiig, não é. Os fiéis dos quadrinhos saberão o que está por vir: uma transformação que transforma uma amiga em um dos mais formidáveis ​​inimigos da Mulher-Maravilha. Era menos familiar, porém, para a atriz que a interpretou: “Eu realmente não sabia muito sobre a Mulher-Leopardo,” admite a estrela de longa data do SNL, de 46 anos. “Antes mesmo de falar com Patty [Jenkins], havia uma ideia de que talvez fosse sobre uma vilã do filme, então eu entrei na internet e procurei por todos os vilões da Mulher-Maravilha para tentar descobrir qual deles, porque eu estava muito animada,” ela ri. “E fiquei muito, muito feliz em descobrir que era ela.

Isso significou fazer cenas de ação e com cabos de verdade pela primeira vez em sua carreira (“Tipo, fiquei dolorido por cerca de oito meses. Houve muitos banhos de gelo.“) e também assumir o que são, basicamente, dois papéis distintos: “Na verdade, nunca interpretei alguém que entra na sala e é dono dela, principalmente quando ela começa tão insegura e depreciativa,” ela confessa. “Nós não queríamos ver Barbara na Mulher-Leopardo e eu também não queria ver Kristen na Mulher-Leopardo.

Jenkins nunca teve nenhuma dúvida de que Wiig era certa para o papel. “Tradicionalmente, a Mulher-Leopardo frequentemente é alguém que é amiga da Diana, mas tem inveja dela,” diz ela. “E eu sinto que Kristen está interpretando uma personagem que é as duas extremidades do espectro, ela é sua amiga calorosa e engraçada que é gentil e interessante e daí pode se transformar em algo completamente diferente. Sim, ela é uma mulher, mas ela veio direto da escola Gene Hackman, de Superman, de atores ótimos, engraçados e extraordinários. Eu não penso nela como sendo uma vilã, embora seja. Também me sinto assim com a Mulher-Maravilha. O componente feminino nisso é enorme, mas ela também é apenas uma heroína, uma heroína universal.

E se Diana precisa enfrentar não um vilão formidável, mas dois, uma semideusa não merece um pouco de apoio? Steve Trevor, de Chris Pine, voltará, embora não haja um Laço da Verdade neste planeta que faça com que alguém do elenco ou da equipe revele exatamente como. Apenas saiba que seu amante-piloto de caça, de alguma forma, completou a jornada através do espaço e do tempo para se encontrar ao lado dela mais uma vez, e se ele tiver que usar uma pochete para fazer isso, bem, é exatamente isso o que um homem de verdade faz. “No primeiro filme, interpretei o soldado cansado do mundo que viu toda a depravação que a humanidade é capaz de mostrar,” diz a estrela do Legítimo Rei, de 39 anos. “E neste filme, eu posso ficar mais deslumbrado e alegre. Meu papel realmente é de amigo, amante, namorado e guarda-costas que está tentando ao máximo ajudar Diana em sua missão. Eu sou como o Watson para o Holmes dela.

Embora exista muito mais do que uma tirada tosca na divertida química romântica entre Pine e Gadot que marcou o primeiro filme e o diferenciou de muitos dos filmes similares, focados em ação, essa conexão, e a fácil e igual troca de brincadeiras na tela, deve-se, pelo menos em parte, à pura sorte: “Não houve teste de química!” diz Gadot. “Honestamente, a gente apenas teve [química]… E embora outros homens poderiam se sentir intimidados pelo fato de não serem, sabe, o herói que os homens geralmente são, o Chris gosta disso e isso o desafia de uma maneira que é muito divertida e engraçada.

De acordo com Jenkins, é exatamente por isso que ela o escolheu: “Ele não é nem um pouco beta. Ele é um super [macho] alfa que pode, com certeza, demonstrar o seu desconforto. Então, desde o primeiro dia, eu sempre dizia que deveria ser como se a Mulher-Maravilha conhecesse o Indiana Jones e que o Indiana nunca seria fragilizado. O Chris, muito naturalmente, possui essa qualidade. Você pode dizer, ao conhecê-lo, que ele é afetuoso e tranquilo e que ele realmente aprecia as mulheres.

Pine também aprecia que a visão do filme sobre o romance não seja exatamente típica do gênero. “Às vezes, acho que os filmes de super-heróis podem achar que precisam encaixar uma história de amor apenas para riscar este item,” ele diz. “Enquanto que neste, é parte integrante da coluna vertebral da personagem principal. E essa é a Mulher-Maravilha, ela lidera com amor, compaixão e proteção e essas qualidades que acho que são nutridas por um relacionamento bom e forte.

Mas mesmo o amor, é claro, não pode conquistar tudo, pelo menos não sem um pouco de metal pesado. É aí que entra a Armadura de Guerreira Dourada, icônica nos quadrinhos, que faz sua primeira aparição nas telonas aqui: Jenkins encontrou uma referência de soldados na Roma antiga para ajudar a solidificar a aparência da proteção; a figurinista ganhadora do Oscar Lindy Hemming (veterana de muitos Bonds e Batmans) passou longas horas trabalhando com designers e artesãos para definir várias repetições das famosas asas.

Algumas são feitas de uma fibra de carbono tensionadas à coluna, pesando mais de 20 quilos; um conjunto, destinado a ser colocado em computação gráfica mais tarde, se parece quase que com um tablet, uma espécie de tábua dos Dez Mandamentos mergulhados em platina; outro como um conjunto extremamente brilhante de persianas venezianas. Mas o mais importante, diz Hemming, era garantir que “à luz ela fosse sempre fluida, movendo-se. Há uma sensação de não planicidade… Porque nos quadrinhos, ela luta suas maiores batalhas vestindo o traje de ouro.

Mesmo quando as apostas são altas, certas ocasiões ainda exigem o clássico vermelho e azul. Uma das primeiras cenas do filme mostra Diana chegando ao resgate no destino mais sincero dos anos 80, o shopping. A premiada designer de produção Aline Bonetto, que supervisionou os cenários do último filme (ela também é responsável pelos cenários marca registrada de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de 2001), tomou conta de um shopping recentemente fechado em Alexandria, Virgínia, e construiu 65 vitrines, incluindo as de várias marcas muito queridas e que não existem mais (descanse em paz, WaldenBooks). “Ver as antigas letras arredondadas no logotipo da Gap!” Wiig suspira feliz. “Era como se eu tivesse voltado para a minha infância. Eu era muito uma garota do shopping.

Também há uma peça importante no set, no único lugar dos Estados Unidos que pode ser mais exaltado do que um bom shopping: a Casa Branca. Na época da visita da Entertainment Weekly, uma réplica parcial da Primeira Casa dos Estados Unidos havia acabado de resistir a um grande confronto entre a Mulher-Maravilha e Lord. As pinturas estavam tortas, as colunas de mármore estavam derrubadas e o drywall suja os pisos de mármore; parece que uma festa da fraternidade ou um grupo itinerante de gremlins vieram para o Lincoln Bedroom. “É engraçado,” diz Gadot sobre filmar cenas como essas com seus colegas de elenco, “quando fazemos as coisas de luta, nos expandimos e ficamos super durões. Mas aí, quando eles cortam, ficamos: ‘Oh meu Deus, você está bem, Booby? Ah não! Eu te arranhei, amiga?’

As coisas são muito mais tranquilas no cenário do museu, uma estrutura moderna e elegante que contém os escritórios de Barbara e Diana. E, no apartamento desta, um espaço escassamente decorado que carrega os traços arrumados, mas levemente deprimentes de uma vida solitária: linhas limpas, cozinha vazia, guarda-roupa arrumado; seu único toque pessoal real, impressionantemente, é o punhado de fotos em preto e branco, uma ao lado da outra, em uma mesa lateral. É claro que, neste espaço, ela está a milhares de quilômetros literais e figurativos de casa. Entretanto, os fãs terão a chance de ver sua princesa guerreira de volta às margens turquesa de Themyscira, pelo menos na forma de uma lembrança, reunida com sua mãe (Connie Nielsen) e tia (Robin Wright), para o que pode ser melhor descrito como uma espécie de Jogos Olímpicos da Amazona.

A competição é igualmente acirrada, e bem menos amigável no final do filme, durante uma perseguição explosiva em alta velocidade através de um deserto no estilo Mad Max. (Mesmo que não seja exatamente a Estrada da Fúria, definitivamente não parece ser tranquila). Mas para Gadot, que deu à luz sua segunda filha apenas algumas semanas antes do lançamento da Mulher-Maravilha (sua barriga de grávida de cinco meses, como sabe-se, teve que ser removida através de tela verde das regravações), os longos meses de treinamento e sequências de luta contundentemente elaboradas valem os custos pessoais.

“Acho que quando comecei, não entendi a magnitude e o quanto essa personagem significa para as pessoas,” ela diz. “Eu estava me sentindo como a garotinha que deveria escalar o monte Kilimanjaro, coçando a cabeça e pensando: ‘Como diabos vou fazer isso?’ Mas agora, sinto que sei para onde estou indo e sei o que estamos fazendo. Se no primeiro filme Diana não entendia as complexidades da humanidade, agora ela entende completamente … Ela ama as pessoas e acho que essa é a chave para essa personagem, sabe? Ela tem os poderes de uma deusa, mas tem o coração de um humano.” E, também, as asas para fazê-la voar.

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A People acompanhou os preparativos de Gal Gadot para a sua segunda aparição na premiação do Oscar, dada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

For Gal Gadot’s second-ever trip to the Academy Awards, the Wonder Woman pulled out all the stops: from enlisting the help of her trusted glam squad to co-create a “rock princess” vibe, to picking out a Tiffany & Co necklace worthy of a super heroine. Click through for PEOPLE’s inside look at her prep process.

Na segunda ida de Gal Gadot ao Oscar, a Mulher-Maravilha usou todos os seus recursos: desde recrutar a ajuda de seu esquadrão de glamour de confiança para co-criar uma vibe de “princesa do rock”, até escolher um colar da Tiffany & Co digno de uma super heroína. Veja a seguir como foi a preparação. Por Jackie Fields

Esquadrão dos Sonhos!

Enquanto a estilista Elizabeth Stewart se concentrou no vestido Givenchy Haute Couture e nas sandálias Stuart Weitzman de Gadot, a maquiadora Sabrina Bedrani e o cabeleireiro Mark Townsend começaram o ritual de beleza.

Bedrani deu à embaixadora da Revlon um lábio poderoso usando o Super Lustrous The Luscious Mattes em So Lit (alaranjado) da marca e deu às suas bochechas um “rubor natural” com o blush da Revlon em Rose Bomb. “Com a parte de cima [do vestido] dela preta, eu queria dar a ela um toque de cor.

Townsend achou que um penteado “clássico French twist” complementaria perfeitamente o visual. Para combater a umidade e dar brilho, ele borrifou o Condicionador Dove Go Active Dry em todo o cabelo lavado no dia anterior. Daí ele concentrou o shampoo a seco Dove Volume & Fullness nas raízes, para um volume durador.

E quanto a esse colar…

No valor de mais de dois milhões de dólares, o colar Clara da Tiffany & Co de Gal Gadot apresentava mais de 76 quilates de diamante e levou quase dois anos para ser finalizado. Por sorte para a apresentadora do Oscar, ele foi finalizado logo antes do evento. Gadot combinou o deslumbrante calor com brincos e um anel, ambos da Tiffany & Co.

Ritual de preparação de Gadot

Gadot se preparou no Sunset Tower Hotel, ao lado de sua equipe de confiança. Ela comeu tacos de lagosta e salada, além de alguns doces (cookies e morangos) enquanto uma mistura de pop e hip-hop tocava em seu quarto.

Pronta, se prepare, vai!

“Queríamos tentar algo diferente e divertido, por isso optamos por uma saia de baile de alta costura,” diz a estilista Elizabeth Stewart. Apenas a saia foi criada com 38 metros de tule, organza e renda. E a peça inteira levou 1.800 horas (75 dias) para ser concluída! “O visual da Givenchy de Gal era muito princesa do rock – uma visão moderna e de alta costura de um tema clássico.

Confira também as fotos de Gal Gadot no tapete vermelho e na cerimônia de premiação do Oscar 2020.

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Fonte: People