Mulher-Maravilha 1984 é o recheio da revista estadunidense Empire de fevereiro de 2020. Patty Jenkins, a diretora do filme, conta um pouco mais sobre a nova aventura protagonizada por Gal Gadot. Matéria por Helen O’Hara; traduzida e adaptada pelo Gal Gadot Brazil.

Quero que a Mulher-Maravilha seja o James Bond do mundo dos super-heróis,” diz Patty Jenkins sobre a sequência do filme de sucesso de 2017. “Decidi fazer um grande e enorme filme de sucesso, como os da década de 1980.” Não apenas no estilo dos anos 1980, mas ele se passa em 1984 – com todas as cores e confiança impetuosa daquela era.

Após ajudar a acabar com a Primeira Guerra Mundial, mas perder o amor da vida dela, Steve Trevor (Chris Pine), nos juntamos à Mulher-Maravilha de Gal Gadot mais de 60 anos depois. Mas para a diretora Patty Jenkins, este sempre foi o momento certo para retornar à história de Diana e esta sempre foi a história a ser contada.

Esta história chegou até mim muito claramente, enquanto estávamos fazendo o primeiro filme,” diz Jenkins. “Havia duas coisas com que eu me importava. A primeira, era separá-lo do primeiro filme. Eu não queria dizer, “Aqui, mais do mesmo.” Uma das minhas coisas preferidas nas histórias em quadrinhos é que você pode pegar esses incríveis personagens e passar por histórias tão diferentes através deles, mesmo que elas sejam, essencialmente as mesmas.

O segundo motivo de Jenkins querer que a história se passe em 1984 foi mais temática, “algo que eu quis falar que é incrivelmente pertinente para a nossa época, mas que estava na moda na década de 1980.” De que ganância-é-boa, os ideias da geração-eu podem ter sidos associados a um sucesso com material extremo, mas o que veio com isso? “A verdade é que, o que estava acontecendo na época seria algo tão interessante para a Mulher-Maravilha, uma estranha que é imortal, experimentar.” Esta é uma nova era para testar a compaixão de Diana e seu altruísmo: como é isso em uma época de excessos?

Isso também permitiu que Jenkins se afastasse definitivamente dos céus cinzentos e da lama da Primeira Guerra e fosse para algo mais colorido, cheio da arte e música exuberantes da época. Ela e sua equipe tiveram que encontrar o equilíbrio perfeito entre a precisão dos anos 1980 e a mistura perturbadora, adaptando-se ao período até que ele se tornasse um simples pano de fundo. “Isso torna-se fácil, quando sua cabeça está no lugar certo. Quero que pareça que você está vendo um filme nos anos 1980, onde todos os maneirismos acidentais da década pareçam quase inconscientes.” Assim, para o guarda-roupa civil de Diana, a estilista Lindy Hemming fez estilos como aquele vestido de festa branco que está exatamente no meio do caminho entre Dynasty e suas raízes gregas antigas.

Mas, por mais glamourosa e poderosa que ela esteja, Diana ainda anseia por Steve. “É aí que está os pensamentos dela e sobre o que a história realmente é. Apesar de tudo o que ela tem, ela ainda tem um buraco no coração.” E, então, ele reaparece milagrosamente. Jenkins não diz como ele voltou, apenas que “ele voltou organicamente“.

A dupla será desafiada por Maxwell Lord, interpretado por Pedro Pascal, e Barbara Minerva, interpretada por Kristen Wiig, que inicia a história como “uma cientista brilhante que trabalha no Instituto Smithsonian e que não sabe exatamente a pessoa que ela quer ser ou como ser.” Vemos ela conforme ela evolui em uma direção mais confidente que irá, suspeitamos, tragicamente sair dos trilhos se ela se tornar a vilã Mulher-Leopardo.

É uma ambientação que certamente parece bastante com a de Bond. Uma aventura que viaja pelo mundo que lida com o excesso, que apresenta duas mulheres bonitas (uma boa, uma má) e um cara mau em um terno listrado, com gadgets legais (bem, o Laço da Verdade em vez de uma caneta explosiva) e ação que desafia a morte. Tiaras São Para Sempre? Steve Vive Apenas Duas Vezes? A Mulher-Maravilha está de volta, De Themyscira Com Amor.

Confira os scans da revista em nossa galeria.

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A revista Glamour divulgou a sua lista de 104 Mulheres que Definiram a Década na Cultura Pop. 

De acordo com Anna Moeslein, Editora Senior da revista, escolher 100 mulheres para estar nesta lista não foi tarefa fácil, pois qualquer pessoa que teve um papel no que assistimos, ouvimos ou vimos poderia ser considerado uma mulher influente de alguma maneira. Assim, eles não escolheram as 100 mulheres que tiveram apenas um grande momento ao longo da década e sim aquelas cujo impacto continuará a ser sentido nos próximos 10 anos ou aquelas que foram emblemáticas para a década de 2010 por representar um período específico que não poderá voltar.

Vale lembrar que nem todas as 100 mulheres que compõe a lista estão lá por motivos positivos. Estas são as 100 mulheres (na verdade, 104) que tiveram uma impressão duradoura nos filmes, TV, livros e cultura Pop.

Dado o sucesso de Mulher-Maravilha, em 2017, e a marca que o filme deixou no público (principalmente o feminino) que o assistiu, não é surpresa alguma que Gal Gadot aparece nesta lista.

Com US$821 milhões e mais em vendas, Mulher-Maravilha foi um dos grandes sucessos da década. E é ainda mais impressionante quando você considera que isso aconteceu em 2017—anos após as gigantes do streaming, como a Netflix e a Amazon Prime, haverem mudado drasticamente como e onde assistimos filmes. No centro estava a atriz Gal Gadot, uma novata nascida em Israel que mostrou a todos —especificamente, os cara que se sentiram deixados de lado das exibições apenas para as mulheres —que, sim, uma história de super-herói protagonizada por mulher pode ser uma vitória de bilheteria. (Não que chegamos a duvidar por um segundo.) Ainda mais que isso, a instrutora de combate e ganhadora do concurso de beleza era o tipo de heroína que as meninas poderiam se espelhar. Apenas assista o vídeo de uma delas chorando quando conhece Gadot e você entenderá por quê todos precisamos desta Mulher-Maravilha da vida real. O legado dela iniciará a próxima década também, quando Mulher-Maravilha 1984 chega aos cinemas em meados de 2020. —A.M

Gal Gadot e Jaron Varsano, através da produtora Pilot Wave, firmaram uma parceria com a produtora e distribuidora global israelense Keshet International para adaptar um romance banido nas escolas israelenses pelo governo.

O projeto que virará filme é baseado no controverso livro publicado em 2014 pela autora israelense Dorit Rabinyan, Borderlife ou All the Rivers, título dado a sua publicação em inglês. O livro conta a história de uma mulher israelense e um homem palestino que se conhecem em Nova York e se apaixonam, escondendo o romance de seus amigos e famílias, enquanto tentam lidar e aceitar o próprio relacionamento.

Em seu Instagram oficial, a atriz publicou uma nota sobre o projeto:

Sempre sou atraída a histórias únicas que em seu próprio microcosmos são capazes de refletir sobre assuntos que são muito maiores do que a própria história. All The Rivers é uma história de amor tão linda que o mundo precisa ver. É uma história que grita para ser contada e Jaron Varsano e eu estamos honrados em poder ter a chance de nos unir com a Keshet 12 para trazer esta história especial de Dorit Rabinyan para o mundo… Pilot Wave, boas festas!

O livro foi banido da lista de leitura obrigatória das escolas de Israel em 2015, pelo Ministro da Educação de direita, Naftali Bennet. Ironicamente, e como costuma acontecer, o banimento deu ao livro uma grande exposição no país e suas vendas aumentaram.

A Keshet International não informou se Gal Gadot também participará do projeto como atriz, mas anúncios sobre o elenco devem ser feitos no futuro. O primeiro projeto da produtora de Gal Gadot, Pilot Wave, é o drama histórico sobre Irena Sendler, que salvou milhares de crianças judias do Holocausto, e será estrelado pela atriz.

No momento, Gal Gadot está em Israel, mas deverá começar as gravações de Red Notice, filme da Netflix, em janeiro de 2020 em Atlanta, Estados Unidos.

Com informações do Variety

No último 8 de dezembro, Gal Gadot e Patty Jenkins fizeram história na Comic Con Experience ao comparecerem no evento para divulgar o primeiro trailer de Mulher-Maravilha 1984.

Para conseguir entrar no auditório da Cinemark e garantir um assento próximo ao palco, fãs (incluindo nós) passaram a noite toda na fila. A entrada no auditório começou por volta das 08:00 da manhã do domingo (8).

Por volta das 17:30, em um painel que durou pouco mais de 30 minutos e foi exibido online através dos perfis oficiais de Mulher-Maravilha 1984 e Twitter Movies, vimos cosplayers e a aclamação de Patty Jenkins e Gal Gadot em pleno solo brasileiro, com gritos que atingiram a maior marca já registrada no evento: 118 decibéis. Épico realmente foi a palavra para descrever aquele domingo.

Além de apresentar novas imagens de Pedro Pascal como Maxwell Lord, Kristen Wiig como Mulher-Leopardo e Chris Pine como Steve Trevor, Patty Jenkins e Gal Gadot responderam perguntas enviadas por fãs e falaram sobre a produção do filme e como fizeram questão de usar o mínimo de computação gráfica.

O trailer foi exibido para o público duas vezes; na primeira, Gal Gadot e Patty Jenkins se sentaram no chão do palco e de vez em quando se viravam para a plateia para observar a reação dos fãs. A versão do trailer mostrada no painel possuía cenas extras e a descrição delas podem ser conferidas aqui.

Confira a seguir o painel completo e legendado de Gal Gadot e Patty Jenkins na CCXP para divulgar Mulher-Maravilha 1984.

Veja também as fotos do painel que estão em nossa galeria de fotos.

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Mulher-Maravilha 1984 estreia nos cinemas em 4 de junho de 2020.

No último domingo (8), a atriz Gal Gadot e a diretora Patty Jenkins participaram de uma coletiva de imprensa no Hotel Palácio Tangará, no bairro do Panamby, na zona sul de São Paulo, para iniciar a divulgação de Mulher-Maravilha 1984.

Em um bate papo animado, as duas falaram sobre a responsabilidade de fazer um filme tão bom quanto o primeiro e como algumas das histórias vistas na continuação já estavam na cabeça da diretora, enquanto elas gravavam o primeiro filme, Mulher-Maravilha.

Patty Jenkins e Gal Gadot na coletiva de imprensa de "Mulher-Maravilha 1984", em São Paulo.

Patty Jenkins e Gal Gadot na coletiva de imprensa de “Mulher-Maravilha 1984”, em São Paulo.

Para a trama do novo longa da heroína, a diretora Patty Jekins disse que eles não seguiram uma história em específico, mas utilizaram muito material de George Pérez e outros pedaços de histórias por aí, “Todos os personagens [inseridos neste filme] são clássicos deste mundo, Maxwell Lord (Pedro Pascal), Barbara Minerva (Kristen Wiig)” Patty Jenkins também afirmou que a ideia de trazer Steve Trevor de volta estava presente desde o primeiro filme e não se deu por conta das críticas positivas à dinâmica de Chris Pine e Gal Gadot na telona.

Para aqueles que aguardam uma sequência tão emocionante quanto a da “Terra de Ninguém”, vista no longa de 2017, Gal Gadot afirmou que uma das cenas a levou às lagrimas, “Sou uma mulher muito independente e sempre fui. Quando comecei a carreira dizia que queria interpretar uma mulher real, independente e forte. Quando assisti pela primeira vez Mulher-Maravilha 1984 e vi uma bela sequência que eu não posso contar como é, comecei a chorar. Nunca tinha visto uma mulher fazer aquilo. Fiquei tão emocionada. Cheguei em casa e falei para meu marido que não sabia se ele iria se emocionar tanto quanto me emocionei porque para ele, enquanto homem, era algo mais comum. É muito importante ver uma garota fazendo coisas incríveis. Estou muito feliz por fazer parte desse projeto maravilhoso.

Embora esta cena tenha sido especial para Gal Gadot por ser uma mulher, a diretora Patty Jenkins afirma que o filme – ou os super-heróis – não são exclusivos apenas para os homens ou para as mulheres, “O que a Mulher-Maravilha fez para mim, quando eu era pequena, ela defendia e lutava pelas mulheres, mas ela também lutava pelo mundo, assim como o Superman. Ela é uma super-heroína completa. Ela não defende apenas as mulheres.

Diferente do primeiro filme em que Diana Prince se torna de fato a Mulher-Maravilha apenas no final da história, neste, ela evoluiu e está empenhada a ajudar o mundo dos homens. “Realmente é o que a Mulher-Maravilha falou no final do primeiro filme, ela vai ficar aqui e lutar pela humanidade,” afirmou a diretora. No entanto, ela trabalha escondida e está solitária, pois perdeu todos os seus amigos. “Como fã da Mulher-Maravilha, eu queria ver ela sendo a Mulher-Maravilha, porque ela só se torna a heroína no fim do primeiro filme. Este tem muito em comum com o primeiro filme, mas realmente a época da Primeira Guerra Mundial era mais pesada. Foi divertido fazer este novo filme e andar pelo mundo moderno com a Mulher-Maravilha e com o Steve,” continuou Patty.

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Quando pedida que deixasse uma mensagem para as garotas, a protagonista não hesitou: “Diria, primeiramente, para elas acreditarem em si mesmas e não desistirem dos seus sonhos, mesmo quando as pessoas te dizem o contrário. As encorajaria a se rodear de modelos bons e fortes. E também as encorajaria a não desistir, a fazer o trabalho, pois isso leva tempo e é necessário ser muito consistente com isso… E ser positiva. Para mim, como aconteceu… Acho que eu trabalho duro e também tive sorte, mas nunca deixei de acreditar e sou super otimista. Eu acredito muito em carma, acredito que se você fizer o bem, ele retorna para você e tal. E não é por causa disso que eu faço o bem, mas eu acredito neste carma. E acho que é assim que acontece, acredite em si mesmo e seja forte.

Sobre as mudanças no traje da heroína, Gal Gadot disse que desta vez a Mulher-Maravilha não usa mais sua espada e seu escudo, “A Mulher-Maravilha não carrega uma arma, tínhamos a intenção de deixar a espada para trás, pois era algo muito agressivo. Se você tem uma espada, você tem que usá-la, então a gente quis se desfazer dela. Sentimos que o escudo também não era necessário. Ela é uma Deusa, ela pode lutar, é super forte e tem habilidades, então…

Por fim, a diretora falou sobre o desenvolvimento de um projeto centrado nas guerreiras Amazonas, no entanto nem Patty Jenkins ou Gal Gadot estariam ligadas diretamente a ele. O nome delas apareceria apenas na produção do longa.

Confira partes da coletiva de imprensa legendada pelo blog Mulher no Cinema.

Ao final da coletiva de imprensa, Gal Gadot e Patty Jenkins participaram de uma sessão de fotos no jardim do hotel.

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No último domingo, durante um painel ao vivo direto da Comic Con Experience 2019, Gal Gadot e Patty Jenkins divulgaram o primeiro trailer de Mulher-Maravilha 1984 bem como os primeiros pôsteres de personagens.

O trailer mostra, de certa forma, o retorno do personagem de Chris Pine, Steve Trevor, e também apresenta os personagens de Pedro Pascal, Maxwell Lord, e Kristen Wiig, Barbara Minerva (Cheetah). Também vemos Mulher-Maravilha em ação em sua armadura dourada completa, com elmo e asas, como visto pela primeira vez nos quadrinhos Reino do Amanhã (2006).

O trailer exclusivo apresentado para os presentes no painel de Mulher-Maravilha 1984 na CCXP19 possuía em torno de 3 minutos, com pelo menos 4 cenas adicionais. A descrição delas pode ser conferida logo abaixo o vídeo.

Cenas exclusivas do trailer exibido no painel da CCXP

A cena do minuto 1:24 e 2:24 é mais extensa: enquanto enfrenta Maxwell Lord, os capangas dele atiram na Mulher-Maravilha e um dos tiros atingem ela de raspão no braço e ela cai. O Steve pergunta se ela está bem e ela diz que não sabe ainda. Eles continuam a atirar, o Steve pega uma bandeja e usa como escudo para protegê-los e empurra ela para uma sala. Ela vai para a porta da sala, tira a tiara e a joga neles, como um bumerangue.

Em outro momento do trailer, a Mulher-Maravilha fica frente a frente com Barbara Minerva, porém o traje da vilã não foi revelado.

Outra cena estendida apresentada foi a do minuto 1:52, com os carros e caminhões no deserto. Primeiro, uma bala está indo na direção da Mulher-Maravilha e ela desvia. O que ela não percebe é que ao desviar da bala, ela acaba indo em direção ao Steve que está dirigindo um dos carros. Ela olha para trás, quando a bala passa por ela, e vê que não conseguiria chegar a ele a tempo. Assim, ela simplesmente laça a bala. Em outro momento da mesma cena, um carro está se emparelhando ao lado de outro; imagino que Steve esteja em um desses carros. A Mulher-Maravilha se colocou entre eles, com o corpo em um carro e empurrando o outro com as pernas.

Gal Gadot e Patty Jenkins assistiram o trailer sentadas no chão do palco da CCXP19 e de vez em quando olhavam para o público para ver a reação deles.

Confira as capturas de tela do primeiro trailer de Mulher-Maravilha 1984.

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Por Luiz Carlos Merten

Gal Gadot teve uma passagem triunfal por São Paulo. Veio acompanhada da diretora Patty Jenkins, para falar sobre o segundo filme da franquia “Mulher Maravilha”, que estreia só em meados do ano que vem. Seu painel foi um dos mais concorridos da Comic Con, que terminou neste domingo, 8, no pavilhão da São Paulo Expo. O novo filme chama-se Wonder Woman 1984 [Mulher-Maravilha 1984] – alguma coisa a ver com a data emblemática do romance (ex) futurista de George Orwell? Patty não deixa por menos – “Orwell escreveu sobre o que achava que seria 1984; o filme é sobre como eu acho que foi.” Um pesadelo? “Pode-se dizer que sim. É só retroceder no tempo e ver o que se passou naquele ano. Escolhi um recorte“, ela explica.

Escolhemos“, diz Gal, com quem o repórter conversa em separado. “O cinema é uma arte colaborativa, e Patty e eu estivemos juntas desde o início. Nos identificamos muito. Em visão de mundo, em relação à personagem. Deu super certo.” E o 2? ‘Não podemos adiantar muita coisa, mas posso dizer que temos dois novos vilões incríveis e que foi demais rodar o filme de época. Os anos 1980 foram muito coloridos, muito intensos. Numa cena tínhamos cerca de 2 mil figurantes vestidos como naquela época, cada um com seu figurino. A sensação era de estar numa máquina de tempo, revivendo o passado.” Gal Gadot, casada, mãe de duas filhas. “Adoro o que faço, acho que a Mulher Maravilha é uma inspiração para mulheres de todo o mundo, mas a família vem em primeiro lugar. Amo minhas filhas, meu marido.

Gal, em hebreu, quer dizer onda. E Gadot, a margem do rio. Ela brinca. “Deveriam ter me chamado para fazer Aquawoman, mas já que a personagem não existe cá estou como wonder woman.” O que representa a água para ela? “Você está brincando? Água é vida. Ninguém vive sem água” (e ela toma um gole da garrafa que tem na mão). “É uma preocupação planetária. Precisamos preservar nossas fontes“, adverte. Gal surgiu no universo DC como Mulher Maravilha em Batman v Superman: A Origem da Justiça, de Zach Snyder. Repetiu a personagem em Liga da Justiça, que Snyder, aturdido pelo suicídio da filha, não chegou a concluir, sendo substituído por Joss Whedon (mas o conceito era dele). No mesmo ano, estourou planetariamente como a Mulher-Maravilha, no blockbuster dirigido por Patty Jenkins. Em 2017, quando a personagem ganhou um blockbuster só dela – e Gal, seu primeiro filme como protagonista -, algo estava se passado. Espocaram na indústria as denúncias de assédio, no bojo do movimento #MeToo. Difícil dizer se foi o movimento ou o filme que empoderou as mulheres, mas ambos, com certeza, contribuíram para uma nova atitude feminina, e não apenas na indústria.

Logo em seguida, em 2018, veio o Pantera Negra e um novo momento de afirmação dos negros na indústria de Hollywood, com Oscars e tudo. Essas coisas não acontecem por acaso. Não são meras coincidências. Está tudo relacionado. “Acho que é um movimento cósmico, espiritual“, avalia Gal. “O que mais tenho ouvido é que Diana/Mulher-Maravilha é uma inspiração. Comento com meu marido que é muito bom fazer parte de um movimento pró-valorização das pessoas.” Na coletiva de Mulher-Maravilha 1984, num hotel de luxo do bairro Panamby, alguém relatou a Gal que o Brasil, infelizmente, é recordista de violência contra mulheres. “Ninguém merece viver com medo. Todos temos direitos, e a dignidade das mulheres é um direito.” O repórter não se furta a lembrar que, antes de ser Diana/Mulher-Maravilha, super-heroína, deusa, ela foi Gisele, na série [de filmes] Velozes e Furiosos. Não poderiam ser personagens mais distintas. “Como atriz, eu tenho de estar apta a interpretar personagens diversas.” Gisele estava mais para objeto, no universo masculino de Velozes e Furiosos. “Nãããooo. Era uma mulher forte, independente, que fazia suas escolhas. Não tinha superpoderes, mas eles são só uma metáfora para essa nova atitude das mulheres.

A própria Gal gosta de dizer que sempre foi independente. Nascida e criada em Israel, o avô foi prisioneiro no campo de Auschwitz e sobreviveu para contar a história. Criou-se num ambiente “bem judeu”, numa família “bem israelense”. Foi Miss Israel e participou do concurso Miss Universo, em 2004. Seguiu o figurino – maiô, traje típico. Três anos mais tarde, o uniforme era outro e ela posou para uma série de fotos da revista Maxim, num ensaio intitulado Mulheres do Exército Israelense. Considerando-se a fisicalidade implícita nas cenas de ação de Mulher-Maravilha, o fato de haver sido instrutora, no Exército, deve ter facilitado bastante sua vida. “Sem dúvida, mas o que o Exército me deu, de mais positivo, foi outra coisa. No Exército, a gente aprende a pegar junto, a trabalhar como grupo. Aprende disciplina e respeito. Estudei biologia e relações internacionais, e isso abriu muito minha cabeça, meu olhar para o mundo, mas foi muito importante essa consciência de pertencer a um grupo em que as pessoas dependem tanto umas das outras. Isso me aparelhou para o cinema, que é colaborativo, mas no qual o grupo serve à visão de um diretor (ou diretora, como Patty).

Sua vida mudou muito, agora que é superstar? “Nada que afete minha vida familiar. Preservo muito minha intimidade.” Ela pode tentar preservar-se, mas o entusiasmo dos fãs só aumenta. A CCXP foi prova disso. Seu público chegou às raias da loucura. O que se pode esperar de Mulher-Maravilha 1984? “Patty e eu não quisemos fazer somente um filme maior, e mais barulhento. A personagem veio para ficar e não quisemos comprometer o que Diana/Mulher-Maravilha já estabeleceu no primeiro filme.” O 2 tem muita ação, sim, você pode ver no teaser que já está circulando. Em sites especializados, as apostas indicam que se passa nos anos finais da Guerra Fria, nos estertores do império soviético. “Não vou entrar em detalhes, mas temos atores geniais fazendo nossos vilões. Pedro Pascal e Kristen Wiig são grandes e, como no caso de Diana, os papéis são consistentes. Não é só bate e arrebenta. Existe uma vida neles.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo via Isto É.

Variety informou com exclusividade que Gal Gadot, a estrela de Mulher-Maravilha 1984, produzirá a versão norte-americana da série de sucesso de drama policial israelense, Queens.

A versão israelense de Queens mostra a história das mulheres da família Malka que devem se unir, após os homens da família serem assassinados por um sindicato do crime rival. Levadas a uma vida que elas não escolheram, as mulheres percebem que podem finalmente controlar o seu destino e responder uma à outra e ao mundo ao redor delas como indivíduos, enquanto tentam permanecer vivas.

Gal Gadot e seu marido Jaron Varsano serão os produtores executivos, através da produtora deles, a Pilot Wave. A Endemol Shine North America e Endemol Shine Israel serão as produtoras.

A primeira temporada da versão israelense foi a série mais assistida de 2018; a segunda já está em produção. A série original foi criada por by Gal Zaid, Dani Rosenberg, Ruth Zaid e Dror Nobelman e é baseada na ideia de Limor Nahmias.

Estamos muito animados em celebrar essas mulheres, através da história de Queens,” disseram Gal e Jaron. “Estas personagens complexas são cativantes, engraçadas e emotivas. É difícil encontrar conteúdo assim que mostre personagens de maneira tão verdadeira, enquanto espelham a sociedade. Estamos ansiosos em trazer a história delas para o mundo e trabalhar com a equipe da Endemol Shine neste projeto.

”Queens é uma história complexa sobre ser mulher em nossos dias e tudo o que acompanha isso do ponto de vista da família, da carreira e do relacionamento“, disse Guy Levy, presidente da Endemol Shine North America. “É gratificante ver uma série que trata mulheres com complexidade, mostrando que nossas diferenças são os pontos fortes que nos unem“, completou o executivo.

A equipe de produtores executivos que conta também com Nadav Hanin, Mirit Toovi e Guy Levy, da HOT (canal israelense), Amir Ganor, Gal Zaid e Ruth Zaid, da Endemol Shine Israel e Sharon Levy e Lisa Fahrenholt da Endemol Shine North America estão arredondando o projeto e o levarão para o mercado no próximo ano.

Com informações da Variety