National Board Of Review (NBR) divulgou a sua lista da seleção dos melhores filmes e atores de 2017.

Entre os diversos escolhidos, Gal Gadot e Patty Jenkins serão homenageadas por Mulher-Maravilha, filme premiado com o Spotlight Award (Prêmio Destaque) de 2017.

O NBR é uma das primeiras organizações a anunciar a lista dos premiados do final do ano, seguido pela New York Film Critics Circle. Enquanto a premiação da NBR é considerada a precursora das previsões das indicações do Oscar, os prêmios da organização nem sempre batem com a escolha final da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Em anos anteriores, a organização premiou filmes e atores que nem sempre foram as principais apostas de vencedores do Oscar.

Os homenageados da National Board of Review de 2017 serão celebrados em uma cerimônia de gala, com Willie Geist como anfitrião, em 9 de janeiro de 2018, em Nova York. É provável que Gal Gadot e Patty Jenkins compareçam à cerimônia.

A seleção do NBR é feita por um seleto grupo de entusiastas do cinema, cineastas, profissionais e acadêmicos de diferentes idades e origens que assistem a mais de 250 filmes e participam de discussões com diretores, atores, produtores e roteiristas, antes de anunciar os escolhidos.

Os indicados ao Oscar serão anunciado somente em 23 de janeiro.

Com informações do Deadline.

No último domingo (19), o programa matinal da NBC, Sunday Today, exibiu uma entrevista de Gal Gadot, como parte da divulgação de Liga da Justiça.

Entrevistada por Willie Geist, a atriz falou sobre as voltas aleatórias que a vida dela deu até que ela chegasse a ser atriz, indo de uma criança que adorava esportes e dança, passando por concursos de belezas, treinamento no exército, carreira de modelo e, então, de atriz.

Gal Gadot também mostrou a sua reação ao ganhar o Miss Israel, “Não. Não! O que eu vou fazer agora? A responsabilidade! Agora tenho que ter certeza de que haverá paz,” e contou como fez de tudo para não ser coroada a Miss Universo, em 2004. “Eu me atrasava, não vestia a roupa adequada, usava jeans para todo o canto.

Ela também falou sobre o seu novo filme já em cartaz, Liga da Justiça, e qual será o caminho para o segundo filme solo da princesa amazona, Mulher-Maravilha 2.

Gal Gadot pode ser uma das mais novas estrelas de Hollywood, mas ela já é uma das maiores, graças ao filme de super-herói que quebrou vários recordes, “Mulher-Maravilha”. Neste episódio de Sunday Sitdown, Gadot, que estrela o novo filme “Liga da Justiça” fala com Willie Geist sobre como a carreira dela deu muitas voltas aleatórias, até chegar no centro das atenções.

As fotos de Gal Gadot no Sunday Today with Willie Geist podem ser conferidas em nossa galeria.

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Em 11 de novembro, Gal Gadot e Kumail Nanjiani (Doentes de Amor) gravaram o episódios deles da série do Variety, Actors on Actors. O episódio completo será exibido apenas em janeiro de 2018, mas uma prévia da conversa dos atores foi divulgada pelo Variety e pode ser conferida a seguir.

Kumail Nanjiani: Como você acabou interpretando a Mulher-Maravilha? Como isso aconteceu?

Gal Gadot: Foi tipo, uma coisa levou a outra. Eu nunca planejei em me tornar uma atriz, mas eu tive a oportunidade quando esse diretor de elenco voou para Israel. Ela estava procurando por uma nova Bond Girl. Eu fiz o teste, não consegui o papel, mas durante essa experiência eu fiquei, “Isso é tão mais interessante do que ir a faculdade de direito.”

Nanjiani: Você esteve na faculdade de direito?

Gadot: Sim, eu sei. Ainda bem que a vida te interrompe e entra no meio. Foi estranho, pois eu não sabia que eles estavam me testando para Mulher-Maravilha. Eu sabia que era para um projeto secreto.

Nanjiani: E eles ficaram, “E ela tem um laço mágico?”

Gadot: Não, nada. Eu li cenas de Pulp Fiction: Tempo de Violência para os testes. E eles me disseram que queriam que eu fosse para Los Angeles, para fazer um teste de câmera. Eu fiquei, “Legal. Eu vou. Mas para o que é?” Aí o Zack Snyder, nosso diretor, me ligou e disse que era para a Mulher-Maravilha. Mas espera, eu li que você também não queria ser um ator. O que você está fazendo aqui?

Nanjiani: Eu não sei o que aconteceu. Foi um grande erro. Meus pais queriam que eu fosse médico.

Gadot: Eles queriam que eu fosse adovgada. Temos muito em comum.

Nanjiani: Ambos somos imigrantes. Interpretamos imigrantes em nossos filmes.

Gadot: Ambos somos perguntados a todo o momento, “Como eu pronuncio o seu nome?”

Nanjiani: Então, eu decidi bem cedo que eu não queria ser um médico, porque os riscos são grandes. Tipo, se a gente erra, temos outra tomada. Com um médico, o pior dos cenários é muito pior, né? E eu meio que me apaixonei pela comédia. Do stand-up, foi para o roteiro e aí para a atuação. A primeira coisa em que eu atuei que eu escrevi foi uma série chamada Michael and Michael Have Issues. Eu fiquei tipo, “Ai, meu Deus, isso vai ser a minha vida. Isso vai ser demais,” durou seis episódios. De verdade, eu estive no lugar certo, no momento certo, diversas e diversas vezes.

Gadot: Posso me identificar com estar no lugar certo, na hora certa. Acho que esse filme, esses tipos de filmes, estão atrasados. Eles precisavam ter sido feitos há muito tempo. A oportunidade veio e eu estava pronta, e eu estava lá quando aconteceu e tive sorte.

Nanjiani: Me sinto muito privilegiado em poder interpretar, como um homem de cor, um tipo de papel que nós realmente não temos visto muito na cultura pop americana. Acho que a resposta é que temos que mostrar que não há uma imagem real de pessoas de cor. Queríamos apenas contar a nossa história, mas tem sido interessante você ver um cara de cor em uma comédia romântica. Acho que ver pessoas de cor em contextos diferentes na América só vai mostrar as pessoas… que eles são pessoas. Minha esposa queria ter um site chamado Muçulmanos se Divertindo e é apenas imagens de muçulmanos tomando sorvete ou andando em montanhas russas. Você não vê isso muito. Tipo, você pode interpretar essa super-heroína poderosa e incrível. Você deve ter uma base de fãs tão interessante e empolgante.

Gadot: Eu fico muito emocionada e animada quando são criancinhas. Para eles, não sou a Gal. Para eles, sou a Diana. Sou a Mulher-Maravilha. É curioso como este filme foi tão amplo, tocou pessoas diferentes, idades diferentes, culturas diferentes. Recebi fotos de pessoas com quem trabalho ou de amigos que os avós foram assistir ao filme na cadeira de rodas e tudo mais. Tem sido realmente extraordinário. Agora, no olho da tempestade, eu gosto e agradeço os comentários surpreendentes. Mas acho que vai me levar tempo para realmente digerir e perceber o que está acontecendo.

Nanjiani: A foto sua com a garotinha vestida de Mulher-Maravilha, como ela pode ver essa cena de todas essas mulheres poderosas em cavalos e essa batalha épica de super-heróis, mas elas são todas mulheres poderosas. E, para ela, isso será normal, o que é realmente formidável.

Gadot: O que eu amo. Tendo duas filhas, eu posso apenas esperar que isso não seja uma moda. Agora, por termos nos saído bem nas bilheterias, espero que haja mais histórias lideradas por mulheres que todos possam aproveitar, pois, no fim do dia, eu desfrutei de tantas histórias lideradas por homens. Estamos falando de representação, na Terra existe 50% de homens e 50% de mulheres, e deveria ser o mesmo nos filmes, na TV, em todos os lugares.

Confira as fotos da conversa de Gal Gadot e Kumail Nanjiani em nossa galeria.

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Confira as imagens e a tradução da matéria sobre Gal Gadot, escolhida a “Mulher do Ano de 2017” pela revista GQ, publicada na edição de dezembro de 2017 da revista norte-americana.

A Gal da porta ao lado

A Mulher-Maravilha esteve conosco por décadas, mas 2017 foi o ano em que ela realmente conseguiu o sucesso que ela merecia, e agora, Gal Gadot, a verdadeira ex-soldado que a interpreta é a Mulher-Maravilha para sempre. Caity Weaver foi para as praias de Tel Aviv com Gadot e seus muitos (muitos) fãs.

Por Caity Weaver

O dia em que conheci a Mulher-Maravilha à beira-mar é um dia perfeito de praia, seguido de vários ininterruptos dias de praia perfeitos. O sol está esplêndido. O céu está um ostentado azul. As pessoas de Israel estão usando tênis brancos e fazem vigorosos exercícios nos parques de fitness gratuitos que colorem em cores primárias a costa de Tel Aviv. A água é tão quente e tão salgada como uma pia de lágrimas. O sanduíche de ovos é inesperado.

A Mulher-Maravilha me trouxe o sanduíche de ovos embrulhado em papel celofane e, quando chega, o entrega para mim com confiança, como se eu tivesse pedido o lanche. Ela também me trouxe uma toalha de banho branca e fofa de sua própria casa. A Mulher-Maravilha está acostumada a cuidar de tudo, pois ela é a protetora da humanidade.

Aqui no mundo real, a Mulher-Maravilha é Gal Gadot e o estilo pessoal de Gal Gadot fora da câmera é como a de uma moradora de uma ilha deserta que recebe pacotes regulares de roupas de da última coleção das melhores casas de moda de luxo do mundo. Ela chega na praia com o cabelo em um coque, usando chinelos de borracha velhos, shorts jeans tão surrados que chega a ser desconfortável e um maiô de alta costura preto de couro, com mangas meia cava, um decote profundo e um campo de flores e folhas cortadas e bordadas a laser. É um traje de banho projetado para ser usado mais na teoria do que na prática, mas ainda assim parece funcionar como o traje de banho casual de Gadot para se misturar. Eu o reconheço de uma recente publicação do Instagram de Gadot em uma piscina com as amigas. Quando menciono isso, ela contorce o rosto, fingindo estar preocupada: “Não posso acreditar que eu usei o mesmo maiô duas vezes!” Eu expresso a minha preocupação que ela será vista pelos fãs, porque ela basicamente chegou à praia vestindo uma fantasia de Gal Gadot. Ela ri e se joga sob a sombra de uma barraca pública.

A coisa mais linda em Gal Gadot é o sorriso dela – ele é verdadeiro, devastador, aparecendo de supetão frequentemente, para o perigo daqueles à sua volta -, mas as outras coisas também são boas. Ela possui características que fazem com que os cosméticos sejam espalhafatosos, como usar caneta grifa-texto para contornar as asas de uma borboleta. A altura dela, 1,78m, e a sua magreza se comportam como cores complementares, a estatura enfatizando a esbeltez e vice-versa. Mas a magreza de Gadot não a faz parecer pequena. Ela possui a estrutura óssea de uma estátua delicadamente esculpida, mas a presença física dela é mais parecida com a haste que corre pelas costas da estátua para absorver ataques de raios.

Ela é reconhecida. Ela é reconhecida de novo e de novo, provavelmente dezenas de vezes, antes de partirmos. Ela atende praticamente a todos, talvez calculando que demorará mais para decepcionar um fã do que sorrir e posar para foto. O truque dela é oferecer um “Obrigada!” imediato, no instante em que uma foto foi tirada, o sinal educado dela de que a interação foi concluída.

Já está tão quente quanto uma churrasqueira, em um sótão sob o sol. Mas às 10 da manhã, há pouquíssimas pessoas nesta praia, nos subúrbios de Tel Aviv, de modo que todos possam caber no quadrado fresco e cinza da sombra fornecida pela tenda. O problema é que você tem que compartilhar o seu quadrado com estranhos e é por isso que Gadot e eu somos unidas primeiro por um senhor de idade e, mais tarde, por uma mulher em seus quase 60 anos, que se senta atrás de Gadot e observa o mar. Como a logística da segurança pessoal muda, quando você se torna, de repente, uma figura pública global?

Eu fico muito mais atenta e alerta,” diz Gadot, se alongando na areia. “Eu não quero me isolar da sociedade. Eu quero estar em meio a todos, eu gosto de conversar com pessoas aleatórias às vezes. É mais fácil para mim aqui [em Israel], porque traçar o perfil das pessoas é realmente fácil para mim.” Ela gesticula em direção a um grupo de cerca de 20 jovens em uma tenda vizinha, muitos dos quais já lhe pediram fotos.

Tipo, eu posso dizer que esse grupo, eles são boas pessoas. Eles são tranquilos, legais. Eles vão limpar o que sujarem, quando saírem. Eles não procuram por problemas.” Ela gesticula para trás com a cabeça. “Essa mulher,” ela diz no mesmo tom alegre, “provavelmente é da Rússia.

A mulher observando o mar, que está fora do campo de visão de Gadot desde que ela se sentou, nem sei quando ela a viu, tem cabelo curto loiro e veste um traje de banho azul. Nada no comportamento dela traz visões do Bolshoi à mente.

Por que você acha isso?” eu pergunto.

Apenas sei,” Gadot diz dando de ombros. “Apenas sei.

A verdade é que Gadot não está apenas alerta, mas hiper alerta. A sua maneira calma e casual contradiz a sua percepção notória da proximidade dos estranhos em público. Muitas vezes, durante a conversa, a cabeça de Gadot se vira rapidamente, procurando a fonte de sons ou movimentos intrusivos. O comportamento não é esquisito, mas sim atento. Sempre que ela sente alguém se aproximando, algo que ela pode perceber mesmo a quilômetros de distância, ela fica imóvel e quieta, como um surfista que se prepara para uma onda. Em um momento durante a nossa conversa, ela se vira abruptamente, pegando desprevenidas tanto eu quanto as duas mulheres que estavam lentamente andando pela areia para aproximá-la por trás. “Uau, meninas!” Ela chama, radiante. “Estou bem no meio de uma entrevista, vocês podem retornar?” Eles sorriem e se afastam.

Pergunto a Gadot se ela é a pessoa mais famosa em Israel que não está atualmente comando o país.

Ela considera a pergunta por um momento, depois responde com um tom uniforme. “Provavelmente.

Quando a Mulher-Maravilha fez a estreia dela em Batman v Superman: A Origem da Justiça, em 2016, ela vivenciou cenas como se ela tivesse pás de um desfibrilador presas nos saltos altos dela. Baseado nos menos de 10 minutos de tempo de tela dela, Gal Gadot foi aclamada como a salvadora do universo cinematográfico da DC. Assim, ele foi um raro exemplo de que os melhores planos realmente acabam sendo os melhores planos, quando o filme solo da Mulher-Maravilha – um filme de origem que se passa na Primeira Guerra Mundial, cem anos antes dos eventos de Batman v Superman – começou a aniquilar os recordes de bilheteria do verão passado: o maior filme de super-herói em arrecadação protagonizado por uma mulher, o maior filme de ação em arrecadação dirigido por uma mulher, o maior filme de arrecadação do gênero fantasia e que também educa os adolescentes sobre a terrível realidade das trincheiras de guerra.

As críticas de Mulher-Maravilha brilharam com a luminosidade ofuscante de um Laço da Verdade feito de CGI. O público estava encantado que uma história sobre armas químicas tinha tanto amor. Porque Mulher-Maravilha é uma menina, Girl Scouts of America (As Escoteiras da América, em tradução livre) se gabou do sucesso do filme, na página oficial do Facebook da organização. O filme era um turbilhão de boa vontade.

A mudança mais óbvia dos filmes de quadrinhos de baixo desempenho que vieram antes foi a inserção de uma mulher vestida de armadura em um cenário povoado quase que exclusivamente por homens revestidos em espandex. (Certo, o traje da Mulher-Maravilha era de borracha, mas quase se parecia com uma armadura.) O resultado, criado pela diretora Patty Jenkins, foi um passeio de emoção com alto índice de octanas e estrogênio. A época também ajudou, chegando quando chegou, com a perda surpreendente de uma candidata presidencial feminina a um sexista heterossexual. As projeções do estúdio sugeriram que o filme arrecadaria 65 milhões de dólares em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos. Em vez disso, arrecadou 103 milhões de dólares, já que o público feminino compareceram em número recorde para assistirem uma mulher fictícia que não estava à mercê dos homens; muitas relataram lágrimas durante as cenas de batalha da Mulher-Maravilha. (As crianças, também. Em um vídeo que se tornou viral semanas após o lançamento do filme, Gadot consolou uma que soluçava, vestida de Mulher-Maravilha em uma convenção de fãs. “Não há motivo para chorar, está bem?” Gadot disse generosamente. “Estamos aqui, juntas.“)

No entanto, apesar de suas circunstâncias favoráveis, deve ser dito que a atriz carregou Mulher-Maravilha. Antes do lançamento do filme, havia agitação, enquanto as pessoas se preocupavam que os homens não gostariam de um super-herói se ele também não fosse um homem. A Mulher-Maravilha de Gadot foi brutal com os alemães e gentil com os bebês. Ela era digna e ocasionalmente engraçada. Ela era capaz de alegria (raridade na era dos super-heróis emocionalmente torturados) e de compaixão além da capacidade humana. Ela era implacavelmente, impiedosamente encantadora. Acontece que os homens também gostam disso.

Embora Gadot tenha sido o rosto do maior filme do verão, sabe-se relativamente pouco sobre a mulher que está por trás da Mulher-Maravilha, além de uma pequena coleção de fatos repetidamente reexaminados como tesouros preciosos exóticos no circuito dos programas de entrevistas noturnas: Gal Gadot ganhou o concurso de beleza Miss Israel, em 2004. Gal Gadot completou dois anos de serviço nas Forças de Defesa de Israel (mandatório para os cidadãos israelenses). Gal Gadot frequentou a faculdade de direito por um ano. (Uma soldada, concorrente em um concurso de beleza, com uma mente legal astuta? Meio que soa como a Mulher-Maravilha.)

É engraçado,” Gadot diz, “pois sinto como se eu estou no meu começo. Após 10 anos [de atuação], agora que estou começando.

A primeira missão de Gadot foi impulsionar a Mulher-Maravilha para a glória da bilheteria, através da força de seu carisma. Seu novo desafio é mais complicado: certificar-se de que ela não será engolida pela super-heroína que ela interpretará na telona, praticamente sem parar, pelo menos, pelos próximos 24 meses. Ela reprisará o papel em novembro, em Liga de Justiça, novamente na sequência de seu filme solo, em 2019 e, possivelmente, de novo em 2020, em um filme centrado no Flash. Se ela está preocupada em estar presa em um carrossel de filmes de histórias em quadrinhos em seu futuro previsível, ela não demonstra. “Contanto que a história seja boa,” ela diz, “todos os gêneros são legítimos.” Mesmo assim, ela gostaria de seguir em frente deste trabalho, em algum momento.

Não é que tudo o que eu quero fazer, pelo resto da minha vida, é Mulher-Maravilha,” Gadot diz. “Obviamente, não.

Gadot cresceu na água, gal é a palavra hebraica para “onda”, e depois de uma hora de conversa na praia, ela sugere que nademos. Alguns minutos depois, lá está Gal Gadot, em Gottex com flores de couro de alta costura, flutuando no Mediterrâneo lápis-lazúli, com os olhos fechados, o rosto virado para o deslumbrante sol do meio-dia, e também eu. Ela escolheu este local para flutuar escrupulosamente, seguindo as rochas submersas até que só havia areia fofa debaixo dos pés dela. Pequenos peixes nadam rapidamente em silêncio ao redor do corpo dela. “Conte-me o que você gosta de comer“, ela ronrona, rompendo o silêncio calmo das ondas. Então ela solta a armadilha da observação dela: “PORQUE EU NOTEI QUE VOCÊ NÃO COMEU O SANDUÍCHE DE OVO QUE EU TE TROUXE.”

Estou chocada. Eu estava fingido, pensei que de forma convincente, comer o sanduíche de ovos desde que desenrolamos as nossas toalhas.

De volta à terra firme, o ar está tão quente que te seca. Uma vez fora da água, eu tenho um pedido: a Mulher-Maravilha é a lutadora mais forte, a que mais derruba um cara mau, a combatente mais confiante da cultura pop, e eu quero aprender a lutar com ela. Peço a Gadot que utilize seus seis meses de treinamento de defesa para Mulher-Maravilha para me derrubar na areia. Ela enumera todas as maneiras que isso pode dar errado. Ela está preocupada que eu me machucarei, “Eu te derrubo e você fica, ‘Oh, minhas costas! Ai, meu Deus!’” Ela insiste que eu não saberei como cair corretamente. Ela não quer que as pessoas pensem que ela é suscetível a atos aleatórios de violência. Não, não, ela não vai fazer isso.

Proponho que entremos na possibilidade de um ataque completo, fazendo com que ela me ensine algo diferente: a poderosa caminhada em câmera lenta que a Mulher-Maravilha desencadeia, quando, sozinha, enfrenta um pelotão alemão, para salvar alguns membros da classe camponesa belga. Isso acontece quase no meio do filme e é, em vários aspectos, a cena que define o filme. É a primeira vez que os telespectadores veem a Mulher-Maravilha em traje de batalha completo e isso inicia uma sequência que revela a essência do caráter dela: ela está sozinha, enfrentando sem medo uma fila de homens com armas, desviando de suas estúpidas balas com seus braceletes e arriscando a vida dela para ajudar estranhos desafortunados. Os fãs se referem a este momento com reverência como “a cena da terra-de-ninguém”.

Ela se levanta na ponta dos pés na areia quente (a Mulher-Maravilha usa sapatos de salto, ela explica) e avança lentamente, com ombros para trás, deslocando deliberadamente o seu peso de um quadril para o outro, pronta para enfrentar um pelotão alemão, pronta para marchar o caminho todo até o estacionamento da praia, se for necessário, até ela ser interrompida por um homem que gostaria de uma foto, por favor.

A compreensão do inglês de Gadot é forte. As palavras dela, muitas vezes, soam ligeiramente conectadas, como se estivessem todas revestidas de mel e se grudassem. (Um dos cinco melhores sons da Terra é Gal Gadot dizendo “Leonard Cohen”, o que ela diz assim: leh-ow-hu-narhd cuh’wen.) A primeira língua dela é a hebraica e por ela falar inglês com um sotaque israelense-hebraico, todas as mulheres da mítica ilha de Themyscira, a casa da Mulher-Maravilha, falam inglês com um sotaque israelense-hebraico – até mesmo Robin Wright. O aprendizado escolar de Gadot em inglês começou na terceira série, mas ela realmente não se concentrou em dominá-lo até o momento que ela quis assistir Seinfeld e Friends. Na fala, às vezes, ela traduz figuras de linguagem do hebreu para as inglesas que não existem, o que dá ao discurso dela um toque poético. (A descrição dela de atuação: “Indo com, mas se sentindo sem. Vocês tem esse termo?“. Deveríamos.) O inglês americano tem mais fonemas de vogais do que o hebraico, o que significa que as falas, às vezes, exijam que Gadot produza sons que simplesmente não existem em sua língua nativa. Isso pode levar à confusão, como quando, no clímax emocional de Mulher-Maravilha, nossa heroína desencadeia um grito angustiado de “Stiv!” para o céu enquanto testemunha um incidente que põe em perigo o namorado dela, Steve.

Eu lutei contra o meu sotaque por tanto tempo,” ela diz. “Tipo, eu tenho que soar mais americana. Eu era um pouco tímida quanto ao meu sotaque. Até que eu desencanei. Meu treinador linguístico me disse: ‘Apenas assuma o seu sotaque. Contanto que você seja clara e compreendida, assuma ele.’ E desde que comecei a assumi-lo, sinto-me livre. É engraçado, porque o idioma trata da comunicação e se você não se sente confortável com o seu sotaque, você não se sente à vontade para se comunicar. Se você entender que é diferente e está tudo bem e se sente confortável com isso, então, lentamente, outras pessoas começam a se sentir à vontade.

Eu gosto que esse seja um momento vulnerável e eu o exponho, porque aprendo mais [com] ele. Eu não gostaria de estar local em que digo coisas erradas e as pessoas têm medo de me corrigir… [Às vezes] Eu me sinto tão tonta. Porque em hebraico, sempre que dou entrevistas, sempre que falo com alguém – eu lia muito, quando pequena, e é importante para mim ser eloquente, ter um bom vocabulário e ser muito precisa com o que pretendo dizer – tenho a gramática. Mas, em inglês, não importa quantas vezes eu leio – sabe, vou fazer uma lista de palavras que eu gosto de usar – ainda não está no meu DNA.

Em outras palavras, ela fala inglês bem o suficiente para evitar ocasionalmente os coloquialismos desconfigurados, mas bem o suficiente para dizer: “Ainda não está no meu DNA.

Uma compreensão nativa do inglês não é um requisito em Hollywood – Sofia Vergara é a atriz mais bem paga da TV – mas ter um sotaque estrangeiro limita os papéis que te serão oferecidos. Na sua carreira de cinema pré-Mulher-Maravilha, Gadot interpretou uma espiã, uma ex-espiã, a esposa de um espião, uma criada, um membro de uma família judaica mafiosa e uma mulher sexy que, nas palavras de outro personagem, “é israelense” e “não fala muito inglês”.

A característica mais distinta da voz de Gadot, no entanto, não é o sotaque dela, mas é a rouquidão perpétua e profunda, uma qualidade hipnótica que a faz parecer como se ela tivesse acabado de sair da cama o tempo todo.

Quando eu era garota,” ela diz entre goles de café com xarope de açúcar extra, “Eu fui a terapia de voz, pois tinha uma voz rouca. Eu costumava ficar sem voz muito fácil. Eles me ensinaram como respirar, pois eu não respirava direito.

É engraçado imaginar uma criança com uma voz tão rouca e sensual,” eu digo.

Ela arqueia a sobrancelha e brinca, abaixando a voz, até que ela esteja praticamente no chão: “Você quer brincar de esconde-esconde?” Eu me dissolvo em riso. Ela se aproxima, para sussurrar em meu ouvido. “Venha me achar.

Chega um momento, em cada matéria que fala sobre Gal Gadot, que uma tentativa de explicar a pronúncia correta de seu nome deve ser feita. Se você acha que já sabe como pronunciar o nome dela, você provavelmente não sabe. E se você sabe que não sabe como pronunciar o nome dela, você nunca conseguirá pronunciá-lo exatamente correto.

Ainda sou, provavelmente, 60% das vezes, Gadoh,” diz Gadot. Não é Gadoh. Mas também não é bem Gah-DOTT. O conselho confuso dela é que o T é pronunciado como “um T mais leve… um T mais suave“. Ela agradece que todos estejam tentando o seu melhor.

Enquanto estamos guardando nossas coisas para deixar a praia, a mulher possivelmente russa de maiô azul atrás de nós faz uma ligação, nos dando a chance de testar os poderes de observação de Gadot.

Que língua ela está falando?” ela pergunta sussurrando, retoricamente, enquanto dobra a toalha dela. Ela sabe a resposta, ela só quer que eu note: a mulher está falando russo.

Gal Gadot é muito ativa. Do tipo: quando você a conhece, ela colocará as mãos dela em você muitas vezes, em muitos lugares diferentes. A cultura israelense é tão orientada para o contato que os guias para americanos que viajam para lá advertem que eles podem sentir que o espaço pessoal deles está sendo constantemente violado, em contextos formais. Gadot pode, sem palavras, esticar  a mão para remover uma migalha do seu rosto enquanto você está comendo, ou levemente descansar a palma da mão na metade da sua coxa, durante meio minuto, enquanto ela conta uma história. Ela pode transformar as mãos em pequenas garras e fazer cócegas em você com flexões rápidas de dedo, do jeito que você faria na barriga de um bebê, se algo na sua atitude sugerir a ela que você precisa de cócegas naquele momento. Mesmo que as sequências de Mulher-Maravilha e spin-off impulsionem Gadot para novas alturas do estrelato global, ela provavelmente não perderá esse hábito de tocar, porque ela é uma mulher encantadora e linda e nunca passara pela cabeça das pessoas se afastarem dela. No discurso, também, Gadot tem uma tendência compulsiva de criar intimidade, como quando, na manhã seguinte à praia, ela sorri de forma conspiratória e me diz que ela me levará para um pequeno lugar perto da casa dela que ela ama, e acontece que esse lugar é uma pequena loja onde compra sabão para lavar a roupa.

Na padaria do bairro dela, Gadot traduz pacientemente literalmente o menu inteiro para mim, sem pular ou resumir itens. “Isto é quiche de cogumelo, quiche de batata doce, quiche de tomate e azeitonas, pretzel, pretzel de canela, pão doce de pistache e chocolate, pão doce de framboesa, pão doce de baunilha e passas, brioche de chocolate, brioche de amêndoa e chocolate, brioche de amêndoa, croissant de chocolate, croissant de manteiga, croissant de chocolate e amêndoa, que é uau…” Demora alguns minutos. Ela conhece todos os funcionários da padaria, bem como muitos dos clientes, e quase todos em Israel param para dizer olá. Os funcionários falam com ela sobre o fermento. O marido gostoso dela aparece e a beija nos lábios. Ela tem uma longa conversa com o filho de um vizinho, sobre uma receita de peixe.

Eu sinto muito!” ela suspira entre as conversas. Não tivemos mais de dois minutos de conversa ininterrupta, desde a entrada na loja e ela está começando a se preocupar que ir até a padaria mais popular de seu bairro que todos os seus amigos e família adoram foi uma má ideia.

É como o seu Cheers,” eu digo a ela. Todos aqui realmente sabem o nome dela.

Ela explode rindo e me corrige: “É L’Chaim!

Partimos antes que mais pessoas que ela ama possam aparecer e, virando a esquina na rua suavemente inclinada da casa dela, damos de cara com um bando de turistas de Miami. Gadot ergue uma mão até a testa, como se estivesse protegendo os olhos do sol e a deixa lá para esconder o rosto, enquanto caminhava. É somente quando ela chega em seu muro de pedra que alguém suspira, “Gal Gadot!” Gal se vira e acena, antes de escapar para dentro do seu portão da frente.

Se você se virar quando ouvir seu nome, eles saberão que é você,” eu digo.

Mas esta é a minha casa,” ela explica. Ela faz um gesto, desaparecendo por uma porta: “Até mais!

No pequeno quintal de Gadot, encontramos a cachorra dela, Lola, que está se aproximando em suas patas traseiras, em busca de atenção. É hora de Gal e eu nos despedirmos, mas tenho um arrependimento de ontem: nunca consegui enfrentar a Mulher-Maravilha em um combate corpo a corpo. Eu faço um apelo final.

Você é muito vergonhosa,” ela diz sorrindo.

Temos total privacidade.

Eu sabia que isso era um erro.” Gadot levanta os olhos para o céu, dramaticamente, mas ela já está andando de chinelos em direção ao centro do quintal e se preparando para o meu ataque.

Isso é o que acontece quando você tenta emboscar a Mulher-Maravilha: no instante em que suas mãos caem sobre ela, ela já está segurando-as. As suas mãos são as mãos dela, agora. O próximo segundo é um borrão, com vários coisas ocorrendo em uma sucessão arriscada, que parece simultânea: a Mulher-Maravilha troca de lugar com você, o seu corpo vai na terra e seus braços ficam presos pelos dela, obrigando você a se contorcer. Você não consegue ver o que ela está fazendo, pois, de alguma maneira inexplicável, seus óculos já não estão no seu rosto e ressurgiram nas mãos da Mulher-Maravilha. O cachorro mistura de poodle da Mulher-Maravilha te observa em horror, mudo. Você está à mercê da Mulher-Maravilha.

Então,” ela murmura, com a voz rouca e cantarolando, puxando você em um abraço, te embalando tão gentilmente como uma pomba que ela gostaria de imobilizar, “eu dou a ela… um abraaaaço!

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Bastidores da sessão de fotos

Gal Gadot em: Galsplaining

Quando Gal Gadot e Patty Jenkins se juntam, é puro amor, mas elas merecem

Por Michael Ordona

A Mulher-Maravilha está prestes a ficar envergonhada.

Há uma naturalidade na inteligência, no humor e no prazer,” diz a diretora Patty Jenkins, sobre a estrela de Mulher-Maravilha, Gal Gadot, que está sentada ao lado dela no sofá. “Você atingiu todas as notas de força, poder e simpatia, mas há essa outra deliciosa qualidade que a Mulher-Maravilha certa pode trazer, que é que ela está confortável com ela mesma, então ela é capaz de ser engraçada, rápida e brincalhona; [ela tem] esse espírito leve e maravilhoso de uma pessoa generosa. Isso me faz querer assisti-la o dia todo, estar com ela e ser como ela.

Então, voltando-se para o estilo de luta sem glamour da heroína:

Uma das minhas coisas preferidas na Gal é…

… que ela corre muito engraçado,” interrompe Gadot, para rir.

… é que você fica fantástica, não importa o que você faça! Eu não me esforçava para fazer ela parecer boa ou ruim, eu podia entender a atuação.

Com um pouco de constrangimento, a atriz olha para o entrevistador, que não vai discordar do assunto.

Ela é super talentosa,” diz Gadot sobre a sua diretora, se recuperando. “Quando nos conhecemos pela primeira vez, comemos um sushi muito bom, estávamos falando sobre a vida e o fato de termos essa ferramenta, o título de Mulher-Maravilha, e que tantas pessoas se preocupavam com essa personagem e como estaríamos muito expostas. Ela não queria apenas fazer um filme divertido, ela queria que ele fizesse uma declaração. Vivemos em um mundo tão cínico agora, onde as piadas são rápidas, queríamos dizer algo que fosse verdadeiro, real e muito necessário agora.

E ela é uma pessoa maravilhosa,” Gadot diz, rindo, tocando o ombro de Jenkins, “e eu te amo tanto!” As duas riem, se abraçando.

Sim, uma conversa com Jenkins e Gadot é puro amor. Para ser justo, essas duas conseguiram uma volta da vitória.

Há muitas razões pelas quais a amada amazona demorou 75 anos para chegar a telona, mas numa época em que os orçamentos de 150 milhões de dólares são comuns, é difícil explicar educadamente por que nenhuma mulher recebeu as rédeas de um sucesso do tipo até agora. Jenkins é a primeira e é a primeira diretora a ter um filme de ação com arrecadação superior a 800 milhões de dólares (pelo menos 200 milhões de dólares a mais do que o recorde anterior Mamma Mia!), entre os seus muitos recordes de bilheteria.

E, enquanto os filmes anteriores do universo da Liga da Justiça tinham uma média de pontuação no Rotten Tomatoes equivalente a uma surra em um beco escuro (36%), Mulher-Maravilha é um dos filmes mais bem criticados do ano (92%). Dizer que ele foi feito com um toque mais leve é ​​como comparar o shiatsu com a carícia de uma bigorna. Mas não foi apenas o humor e a ausência de filtros verdes escuros: a própria heroína representa um idealismo em falta nos filmes sérios antecessores ao dela.

Jenkins diz, “Isso é algo em que Gal e eu acreditamos, uma super-heroína que é durona, poderosa e todas essas coisas, mas também é amorosa, cuidadosa e gentil.

Gadot acrescenta, “Ela nunca havia vivido sob qualquer mentalidade social de que os homens são melhores ou mais fortes e as mulheres são inferiores. Ninguém queria mostrar uma personagem que desse sermão e fosse zangada, porém ela está alheia a toda a questão do gênero.

Muitas vezes, quando você vai assistir aos filmes, a mulher forte é dura, fria e distante. Nós queríamos torná-la real. As mulheres sempre foram fortes e independentes, mas também [foram] calorosas, amorosas e gentis.

Gadot cita a insistência de Jenkins na verdade emocional, mesmo nas cenas de luta. A diretora a conduziu para longe da raiva, tornando os chutes e socos apenas um modo para chegar ao final.

Eu fiz alguns filmes de ação antes,“, diz a estrela de vários filmes da franquia Velozes e Furiosos, bem como Vizinhos Nada Secretos. “Esta foi a primeira vez em que eu pude fazer ação de uma maneira tão emocional.

Jenkins nunca considerou o gênero como uma limitação à sua mensagem. “Eu só quero fazer coisas bonitas, grandes e poderosas que são divertidas e interessantes, mas têm um impacto na sua vida e podem mudar o mundo,” diz a diretora sobre o plano de sua carreira. “Eu não acho que haja algum gênero que você não possa almejar isso. Eu descobri [em determinados anos] que os documentários foram as coisas mais emocionantes e incríveis; ou que os filmes da Pixar foram as coisas mais incríveis. Não há um gênero para o qual eu esteja fechada. Eu acho que a arte sempre foi assim, as coisas sérias são levadas mais a sério. Mas isso não significa que seja verdade e não penso nisso dessa maneira.

A positividade do filme pode ser um dos fatores que o separa de seus iguais e a dê uma força para a temporada de prêmios.

No outro dia, em uma sessão de perguntas e respostas na SAG, um membro disse que a sobrinha dele perdeu as duas pernas. Acho que ela tem 7 anos e assiste Mulher-Maravilha todos os dias e é assim que ela ganha poder e força,” Gadot diz. “É extraordinário.

Jenkins diz, “Todos têm uma Mulher-Maravilha dentro deles, independente do gênero.

Quando eu estava no DGA, um cara que tinha espinha bífida e que estava em uma carreira de rodas disse, ‘Passei toda a minha juventude com uma camisola, nu, sendo espetado e cutucado, não tendo controle. Quando ela tira o manto dela e entra [no campo de batalha] vestindo tão pouco, o quão vulnerável ela estava, mas ainda assim tão forte…’

Foi muito emocional para ele.

LA Times

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Na quarta-feira (15), Gal Gadot esteve no programa matinal da NBC, o Today, para divulgar Liga da Justiça.

Durante a animada conversa com Savannah Guthrie, Gal Gadot ensinou como se pronuncia o nome dela, falou sobre a sua segunda gravidez, a responsabilidade de interpretar Mulher-Maravilha, após o sucesso do filme solo e ainda esclareceu a polêmica em torno da sequência do filme da super-heroína e Brett Ratner.

Há alguns dias, foi dito que Gal Gadot se recusaria a assinar a sequência de Mulher-Maravilha, caso Brett Ratner, acusado de assédio sexual por diversas mulheres, estivesse envolvido na produção. A empresa de Ratner, a RatPac-Dune Entertainment, foi uma das produtoras de Mulher-Maravilha, graças a um acordo com a Warner Bros. Esse acordo já foi desfeito.

No fim do dia, muita coisa é escrita sobre o que eu acho e sinto. Todos sabem como eu me sinto, porque eu não escondo nada. Mas a verdade é que há tantas pessoas envolvidas em fazer esse filme, não sou só eu, e todos eles mostraram sentir o mesmo. Todos sabiam a coisa certa a se fazer,” disse Gal Gadot

Uma breve cena de Mulher-Maravilha, Batman, Flash e Ciborgue foi mostrada no início da entrevista, portanto cuidado com os spoilers.

As fotos da participação de Gal Gadot no programa podem ser conferidas a seguir.

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Vídeo de paparazzi de Gal Gadot durante a sua entrevista e bastidores do programa.

Na noite de segunda-feira, em Los Angeles, aconteceu a estreia do tão aguardado filme que reúne os maiores super-heróis de todos os tempos, Liga da Justiça. Gal Gadot esteve presente, claro, acompanhada de seu marido e posou para os fotógrafos ao lado de seus colegas de elenco Ben Affleck, Henry Cavill, Jason Momoa, Ezra Miller e Ray Fisher.

Jason Momoa, Henry Cavill, Ezra Miller, Gal Gadot, Ray Fisher e Ben Affleck

Jason Momoa, Henry Cavill, Ezra Miller, Gal Gadot, Ray Fisher e Ben Affleck

Também estiveram presentes na estreia Connie Nielsen, que interpreta a Rainha Hipólita, mãe da personagem interpretada por Gal Gadot, Diana Prince. Ambas posaram lado a lado no tapete vermellho.

Ray Fisher, Connie Nielsen e Gal Gadot

Connie Nielsen e Gal GAdot

Connie Nielsen e Gal GAdot

Amber Heard, que interpreta Mera, também compareceu à estreia e ambas as atrizes se mostraram muito felizes ao se encontrarem.

Amber Heard e Gal Gadot

Amber Heard e Gal Gadot

No tapete vermelho, a atriz foi entrevistada por Tiffany Smith, da DC All Access, e falou sobre como é estar no tapete vermelho e sobre a sua personagem no filme, Mulher-Maravilha. Em seguida, ela atendeu aos fãs que estavam no evento.

Gal Gadot posa com fã

Gal Gadot posa com fã

Após a exibição do filme, Gal Gadot esteve na festa de estreia, onde posou ao lado do presidente de Israel, Reuven Rivlin. Em apoio a Gal Gadot, também esteve presente o seu colega de elenco de Velozes e Furiosos, Ludacris.

Reuven Rivlin, presidente de Israel e Gal Gadot

Reuven Rivlin, presidente de Israel e Gal Gadot

Ela também parou para falar com fãs, ao deixar o evento.

Entrevistas de Gal Gadot no Tapete Vermelho

Gal Gadot conta como foi ver a equipe de atores vestidos em seus trajes juntos, pela primeira vez, em Liga da Justiça.

Gal Gadot se pronuncia sobre sua participação em Mulher-Maravilha 2, após alegações de que ela havia pedido que Brett Ratner fosse afastado da produção, por acusações de assédio.

Gal Gadot fala sobre sua filha mais nova e qual superpoder ela gostaria de ter na vida real, em entrevista ao Extra, na estreia de Liga da Justiça.

Mais fotos estão sendo adicionadas em nossa galeria.

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The Hollywood Reporter noticiou na tarde de hoje que o segundo filme que estrela Gal Gadot como uma das super-heroínas mais queridas da DC Comics, Mulher-Maravilha 2, teve sua data de lançamento antecipada em 6 semanas.

Este adiantamento significa que o filme que anteriormente estrearia em 13 de dezembro chegará aos cinemas, agora, em 1 de novembro de 2019. A mudança na data ocorreu por conta da estreia de Star Wars: Episódio IX, que será em 20 de dezembro (a data inicial era maio de 2019).

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