Mulher-Maravilha 1984 e todo o seu elenco foi destaque da revista britânica Total Film, edição de julho de 2020. Na matéria traduzida e adaptada pelo Gal Gadot Brasil, Patty Jenkins, Gal Gadot, Chris Pine, Kristen Wiig e Pedro Pascal nos contam um pouco mais sobre o filme e seus respectivos personagens. A figurinista Lindy Hemming revela os detalhes do mais novo traje utilizado por Gal Gadot neste filme. Ao final, Patty Jenkins comenta sobre um possível terceiro filme da super-heroína e um filme derivado, baseado nas Amazonas.

Uma Nova Diana

A deusa guerreira da DC retorna em Mulher-Maravilha 1984, uma sequência que lhe dá novos amigos, novos inimigos, novos assuntos e toda uma nova década para enfrentar. Mas como Diana Prince lidará com a era do excesso e da decadência? A revista Total Film fala com a diretora Patty Jenkins e as estrelas Gal Gadot, Chris Pine, Kristen Wiig e Pedro Pascal para descobrir.

Por Matt Maytum

O munto todo está esperando por uma sequência de Mulher-Maravilha, desde que o filme tardio de 2017 superou as expectativas. Essa espera foi estendida algumas vezes, primeiro por uma alteração na data de lançamento que fez o filme ser adiado de novembro de 2019 para junho de 2020, dando à diretora Patty Jenkins um tempo adicional valioso de pós-produção e, depois, quando a pandemia de Covid-19 mudou a estreia de volta para agosto.

É uma pena, porque é claro que eu gostaria que ele tivesse sido lançado em novembro [de 2019], em retrospecto a tudo o que aconteceu em relação a isso,” sorri Patty Jenkins quando a Total Film falou com ela em maio. “Mas a verdade é que termos estreado em novembro nos colocaria em uma agenda muito mais apertada do que [tivemos] em Mulher-Maravilha. E, em dezembro e janeiro, eu pude fazer muito mais no filme e um trabalho melhor, porque tínhamos o tempo extra. Ter a quantidade certa de tempo para terminar um filme faz uma enorme diferença em tudo. Ainda vale a pena para mim. Ainda estou mais feliz por termos o filme que temos.

O tempo real entre o primeiro filme e sua sequência não é nada, se comparado ao tempo decorrido no mundo do cinema. Salvo por se passar no início e fim nos dias atuais, Mulher-Maravilha aconteceu durante a Primeira Guerra Mundial, em 1918. Se o cenário da Grande Guerra ajudou a distingui-lo de uma oferta mais genérica de filmes de super-herói, Mulher-Maravilha 1984 se passa em uma era igualmente distinta, embora diametralmente oposta. Veremos Diana Prince novamente na década em que a ganância era boa, a moda era berrante e o neon estava por toda parte. Espere muita ação, muitos cabelos, vilões marcantes e o riff do violoncelo elétrico de Hans Zimmer ultrapassar o volume máximo.

Sessenta e seis anos depois dos eventos do primeiro filme – quando o amor de Diana, Steve Trevor (Chris Pine), fez o sacrifício final em uma explosão em grande altitude – como será que uma heroína como a Diana, cuja gentileza e bondade inerente a diferenciam de outros super-heróis, lidará com a década de capitalismo sem controle e egos monstruosos?

Super Gal

Claro, Gal Gadot retorna como Diana. A vida da estrela israelense também passou por uma mudança significativa desde que ela foi escalada como Mulher-Maravilha para uma aparição breve (e que roubo a cena) em Batman v Superman: A Origem da Justiça, que estreou em 2016. A levando imediatamente de coadjuvante no universo de Velozes & Furiosos para estrela internacional, isso foi seguido em estreita sucessão por seu filme solo que reformulou a industria e por outra junção do Bats e do Sups, no maligno Liga da Justiça.

Parece que o mundo está esperando há muito tempo para ver Gal Gadot como Mulher-Maravilha novamente, [mas] não é bem assim que a atriz se sente. “Eu tive uma crise de identidade,” diz Gadot, quando encontramos o elenco em um hotel de Los Angeles em janeiro de 2020 (antes da pandemia ter afetado a indústria cinematográfica). “Eu não sabia quem era a Gal… Não, só estou brincando,” ela ri. “Foi uma coisa atrás da outra, especialmente depois, sabe, que engravidei entre os filmes e tive um bebê e tudo mais. Isso foi muito… isso foi muito.”

Hoje, Gal Gadot é a definição de glamour funcional, em um macacão estilo trenchcoat e botas pretas de salto alto, com o cabelo preso em um coque apertado. “Eu tive uma pausa entre Batman v Superman e Mulher-Maravilha,” ela continua. “Mas aí eu gravei Mulher-Maravilha e Liga da Justiça literalmente um atrás do outro, o que nunca farei novamente, e engravidei. Aí tive o bebê. Mas oito semanas depois, promovi Mulher-Maravilha. E alguns meses depois, Liga da Justiça. E daí, meses depois, comecei a me preparar para Mulher-Maravilha [1984].” Ela ri de novo. “Talvez eu tenha tido uma crise de identidade, sim.

Isso se tornou um clichê no primeiro filme, com o elenco e a equipe dizendo que Gal Gadot era a Mulher-Maravilha, com seu enorme otimismo e personalidade inocente. Ela mudou nesse meio tempo? “O que é realmente perceptível é a tremenda atriz que ela está se tornando,” diz Jenkins. “Ela realmente ficou melhor. Ela era ótima, primeiro de tudo, mas agora ela é tipo uma atriz de primeira linha. Ela e eu estávamos trabalhando em coisas tão sutis neste filme. Foi interessante o quão bem-sucedida ela foi ao acertar essas atuações. E todo mundo que vê o filme, ou vê as filmagens, sai e fica chocado. Porque não é uma atuação de super-herói. É uma atuação incrível que ela entrega.

Felizmente, essa é a única mudança que Patty Jenkins aponta. “Ela não está mais exausta ou cansada,” ri a diretora. “Ainda estamos nos divertindo muito trabalhando juntas. E ela ainda é a maravilhosa Gal.” O espírito de Gal Gadot está em evidência quando a Total Film a encontra, e é tão provável que ela comece a cantar ou faça uma piada quanto dê uma resposta direta.

Chris Pine, que retorna como Steve Trevor (mais sobre isso depois…), concorda. “Ela está feliz. Ela é otimista. Ela está criando duas filhas. Ela trabalha horas insanas. Ela não se queixa. Ela é uma mulher única.” A relação divertida que eles tiveram entre as cenas do primeiro se espalha por aqui. “Eu tento não tirar sarro dela, mas sou, definitivamente, a esta altura, como um irmão mais novo irritante – ou um irmão mais velho, melhor.

Quanto à maneira como Diana está lidando com os anos 1980, Gal Gadot diz que evoluiu entre 1918 e 1984. “No primeiro filme, ela realmente é um peixe fora d’água, vindo de Temiscira para o mundo dos homens, e aprendendo sobre as complexidades da vida humana, de verdade,” ela diz. “Em Mulher-Maravilha 1984, ela está por aí [há mais tempo]. Ela é mais sábia. Ela é mais madura. Ela é mais cautelosa. Ela perdeu todos os suas amigos ao longo dos anos. Mas ela ainda está fazendo a coisa certa. Mas ela está diferente de quando a vimos pela última vez.

Vindo da ilha só de mulheres de Temiscira, Diana não conhecia homem algum até se apaixonar por Steve, durante seus esforços conjuntos para acabar com a guerra. Ela viveu uma vida um tanto cautelosa desde então. “Ela vive uma vida muito solitária,” confirma Gal Gadot solenemente, antes de começar a cantar o refrão de All That She Wants, do Ace Of Base: “She leads a lonely life! [Ela leva uma vida solitária!]” Isso significa que ela não teve um relacionamento desde Steve. “Ela se guardou para si mesma,” suspira Gadot, antes de reprisar a música do Ace Of Base novamente, explodindo em gargalhadas. “Ela leva uma vida solitária…

Claro, Steve está retornando, embora os maiores detalhes de como isso é possível – depois daquela explosão no ar – sejam mantidos em segredo. E é lógico que Chris Pine – que hoje não está vestido nem um pouco para a ação, em uma camisa jeans desabotoada mais da metade, revelando um medalhão de ouro – não pode revelar muito sobre como Steve se encontra entre as multidões que usam pochete em 1984, embora seu retorno não tenha sido uma surpresa para ele, como foi para nós. “Patty, no final do primeiro filme, estava pensando em uma coisa,” ele diz. “Então, sim, eu tinha uma ideia de que voltaria. Eu acho que ela pode até ter começado a história enquanto estávamos promovendo [o primeiro filme].

Espere um lado diferente de Steve desta vez. “O que direi sobre ele é que ele está profundamente, extremamente empolgado,” diz Chris Pine. “Ele está animado por estar de volta com a Diana. Ele está empolgado com este mundo. Em resumo, o que é diferente é que ele não está cansado do mundo. Ele não está estafado. É uma mudança de 180º do tom do personagem do primeiro [filme].” Em 1984, é Steve quem é o peixe fora d’água. “Eu achei que fosse uma boa ideia,” ele sorri. “É uma jogada brilhante por parte da Patty.” Essa é apenas uma indicação clara da grande mudança de tom desta vez.

Jogos dos Tons

Você já viu o trailer de MM84, empoderado por um eletrizante remix de Blue Monday do New Order e uma Diana de armadura dourada usando seu laço para se balançar em raios e, antes de nossas entrevistas, a Total Film assistiu 20 minutos de cenas do filme. É seguro dizer que, embora seja uma continuação narrativa do primeiro filme, é algo muito diferente, em termos de tom. O Universo Estendido da DC está cada vez mais favorecendo histórias independentes, em vez de mundos híbridos que se cruzam. Não espere uma sequência mais do mesmo.

No primeiro filme, nós realmente exploramos a jornada do crescimento, de como Diana Prince se tornou a Mulher-Maravilha e adquiriu todas as suas forças e poderes,” explica Gal Gadot. “Ela era nova, estava verde, era um peixe fora d’água, era jovem… mais jovem! Não continuamos a história da onde paramos, porque foi há 66 anos. Então, ela vive há mais de seis décadas sozinha, no mundo dos homens, servindo a humanidade e fazendo o bem. E essa história é única. Quero dizer, a única coisa que compartilhamos nas duas histórias é, provavelmente, o fato de ser Diana Prince e também Steve Trevor. Mas, fora isso, é um mundo totalmente novo e a época é diferente, a Diana está diferente e a história é nova.

Realmente não se parece com uma continuação, quanto a isso… tudo é diferente,” interrompe Kristen Wiig, a colega de elenco de Gal Gadot, uma novata na franquia e dos filmes de histórias em quadrinhos de sucessos de bilheteria em geral. “Os pôsteres, a música, tudo…” Ela faz uma pausa, antes de rir. “Obviamente os pôsteres são diferentes! Quis dizer, o estilo deles! Muitas vezes, com uma sequência, você quer mostrar a conexão com o primeiro [filme]. E neste…

É totalmente único,” acrescenta Gal Gadot. “É verdade. E sinto que, no primeiro filme, uma grande coisa com que brincamos foi a ingenuidade de Diana. E ela não é mais ingênua. Ela está por aí. Ela é mais sábia. Ela é mais madura. Encontramos uma personagem muito evoluída neste.

Wiig está sentada ao lado de Gal Gadot e hoje, seu cabelo loiro e curto e o macacão laranja ousado não refletem a evolução da aparência de sua personagem, Barbara Minerva, também conhecida como Mulher Leopardo. Kristen Wiig e Gal Gadot têm um relacionamento fácil e são rápidas em terminar as frases uma da outra. Perguntadas sobre como elas resumiriam o relacionamento em tela das amigas e inimigas Di e Babs, Gal Gadot brinca, “Sexy…

Sexy, é isso, só isso.“Kristen Wiig ri.

Vamos deixar assim.” Gal Gadot sorri maliciosamente.

Acho que elas ficaram surpresas em encontrar algo na outra pessoa que elas realmente sentiam falta nelas mesmas.” continua Kristen Wiig, respondendo com mais seriedade.

Quando [a Barbara] vê alguém como a Diana, que é tão confiante e as pessoas falam com ela, ela apenas se parece… Quero dizer a ‘garota legal’, mas ela é a amiga legal e querida que ela tem procurado.

E para Diana,” acrescenta Gal Gadot, “Bárbara parece tão livre, engraçada, com vida e envolvida com o mundo, enquanto Diana sente que não está sendo social…” A deixa para Ace Of Base…

Entre as cenas que a Total Film viu, várias esboçaram o arco de Bárbara. Elas se conhecem no museu Smithsonian, onde Diana trabalha em antropologia e arqueologia cultural e Barbara cuida da “geologia, gemologia, litologia e um pouco de criptozoologia”. Diana ajuda Barbara depois de uma queda, quando Barbara se castiga, dizendo: “Os cientistas não usam salto,” ao que Diana responde, “Às vezes usamos.

O que eu amo nisso é que elas realmente começam como amigas,” diz Jenkins, “o que, às vezes, com certeza já vi em filmes, mas não frequentemente em vilões de super-heróis, onde eles realmente e verdadeiramente começam como seus amigos. E espero que você concorde que a evolução em se tornar inimigo acontece meio organicamente. É como uma amizade que deu errado – conforme duas pessoas partem em caminhos diferentes na vida. E isso foi uma coisa muito divertida de mostrar.

Ao longo das cenas, Barbara começa sua jornada como uma nerd estranha, antes de gradualmente crescer em confiança (e poder) como uma durona vestida em estampa de leopardo. E você pode esperar que a evolução dela vá ainda mais longe, conforme o filme continua, mesmo que essa seja uma nova interpretação da personagem clássica dos quadrinhos. “Acho que o coração da Mulher Leopardo, quem ela é e ser a inimiga da Mulher-Maravilha – isso ainda está lá,” afirma Kristen Wiig. “É difícil comparar, porque existem muitas versões diferentes da Mulher Leopardo nos quadrinhos.

É a primeira vez que ela ganha vida,” diz Gal Gadot. “Você trouxe a Mulher Leopardo à vida. Não há comparação.

Kristen Wiig continua descrevendo essa visão da personagem como “não tão fantasiosa,” antes de acrescentar: “Existe uma versão totalmente diferente da Mulher Leopardo que vocês verão no filme,” ​​antes de Gal Gadot impedir que ela diga algum spoiler. “Continua!” ela ri.

O poder Max

A dupla Diana e Barbara não é a única coisa nova e crucial no filme. As cenas também revelam um flerte entre Barbara e o outro grande vilão de MM84, Max Lord, interpretado por Pedro Pascal, que está vindo de atuações fortes – e diversas – nas séries de TV Game Of Thrones, Narcos e, mais recentemente, The Mandalorian. Max é um supervilão empresário (que também tem raízes profundas nos quadrinhos), incorporando os excessos mais extravagantes e moralmente falidos dos anos 80. Um dos clipes foi um comercial brega, com Max oferecendo recompensas financeiras (e a chance de “ser como J.R.”) pelo o que é, sem dúvida, um investimento muito duvidoso. “Você nem precisa trabalhar duro para isso,” ele promete.

Acho que [Max e Barbara são] unidos pelo desejo, pelas coisas que eles querem no mundo,” diz Jenkins. “Eles nunca se tornam exatamente um casal ou algo assim. Mas gostei disso. Eu gostei que essas são duas pessoas separadas em busca de coisas diferentes que estão aliadas por causa de sua fraqueza. Eles têm uma ótima dinâmica.

Quando encontramos Pedro Pascal, ele está vestido casualmente em uma camisa branca listrada, muito longe dos ternos berrantes e trespassados ​​de Max. Ele identifica em Max “a doença cultural de identificar o valor de alguém e relacioná-lo diretamente a uma visão muito específica de sucesso e poder – a casa, o carro, as roupas e todos esses elementos artificiais que não constroem uma alma… Você sabe, excesso e conquista – por qualquer meio necessário.

Jenkins descreve Max como tendo um propósito às vezes mecânico nos quadrinhos, em termos de fazer as tramas se desenrolarem. “Começou como um dispositivo que precisávamos,” ela diz, “Mas, uma vez que começou a ganhar vida, isso se tornou uma performance magnifica de compaixão e caráter.

Por cima, pode parecer que há um ponto de comparação muito óbvio para o ícone dos anos 1980, Max Lord, mas Patty Jenkins e Pedro Pascal são rápidos em neutralizar as comparações com Donald Trump. Pedro Pascal afirma que ele não foi baseado em “ninguém em particular … E, de verdade, o que eu descobri foi: eu relacionaria diretamente qual seria a minha realidade emocional nessas circunstâncias e a tornaria a mais verdadeira e humana possível, não importa o que a vilania se tornasse. E isso foi puramente criativo e visceral, em vez de ‘vamos andar e falar como Trump’, sabe?

A diretora expande ainda mais a ideia. “É interessante, porque ele realmente não foi [inspirado por Trump], mas ainda assim, nasceu nas histórias em quadrinhos – e em nosso filme – de algumas das mesmas coisas das quais Trump nasceu,” ela diz. “É toda essa fantasia de querer ser o grande homem e um empresário de sucesso. Então eles são definitivamente inspirados pelo mesmo mundo. E assim, acaba tendo essas coisas. Mas não, é Max Lord, que existe nos quadrinhos há muito tempo.

Gordon Gekko, de Wall Street, também foi um ponto de referência. “Sim, ele definitivamente foi uma influência,” diz Patty Jenkins. “Porque é ele que todos esses caras querem ser, sabe? Havia um milhão de empresários corruptos que queriam ser esse cara. Não foi por falta de coisas a se inspirar.

Em parte, foram as escolhas de elenco contra-intuitivas de Kristen Wiig e Pedro Pascal que ajudaram a definir o tom único de MM84. “Eles se parecem com supervilões de quadrinhos,” diz Pine. “A atuação é um pouco ampla, grande e colorida. É apenas divertido.

Jenkins faz referência a Lex Luthor, de Gene Hackman, de Superman de 1978 (um filme que ela sempre menciona) como uma inspiração – um vilão para quem você pode cortar para a próxima cena que é tão emocionante e divertido quanto o herói. “Estou procurando por alguém que tenha o potencial de ser perigoso e assustador, mas não estou procurando por alguém que seja assustador,” ela diz. “Trata-se de um vilão de super-heróis e todos eles precisam ser deliciosamente divertidos e interessantes.

Assumindo a ação

Sim, Mulher-Maravilha 1984 parece estar maquinada para diversão. Como na década bizarra em que está inserida, tudo foi aumentado, desde os vilões mencionados, à ação e à paleta de cores. Até a própria Wondy sofreu uma transformação dos anos 80. “Adorei fazer o figurino dela grande e pop, com cores mais brilhantes,” irradia Patty Jenkins. “Fizemos o mesmo traje com cores muito mais brilhantes e, em seguida, filmamos o filme de uma maneira muito brilhante. E aí, a armadura dourada foi incrível.

Influenciados por Spielberg e Zemeckis, Jenkins e o diretor de fotografia Matthew Jensen filmaram o mais prático possível, buscando um resultado que parecesse e fosse exibido como uma aventura dos anos 1980. Um dos destaques da ação é para ser uma perseguição de caminhões no Oriente Médio (a parte final das cenas que é mostrada à Total Film), mas um momento de ação em escala comparativamente menor no início provou ser um desafio em particular, quando a Mulher-Maravilha pula em um shopping, acabando com capangas em uma sequência que foi alcançada sem efeitos especiais. “Quero que as pessoas olhem para aquela cena um dia e notem que aquela é a Gal, ou sua dublê, voando por cinco andares e girando por cima das coisas de verdade,” sorri Patty Jenkins. “Tipo, isso tudo é real e feito com fios. Não estamos usando nenhuma artimanha.

Esse compromisso com acrobacias práticas inevitavelmente leva a alguns arranhões aqui e ali. “Eu machuquei meu ombro fazendo tipo… a oficina da Mulher Leopardo,” diz Kristen Wiig timidamente.

Eu tive quatro hérnias de disco,” acrescenta Gadot. “E machuquei meu ombro também. Mas agora estou ótima.

Tivemos muitas contusões!” Kristen Wiig ri com vontade.

Pedro Pascal se viu na infeliz posição de estar do outro lado do laço da verdade. “Foi ótimo,” ri Pedro Pascal. “Eu não gostaria de ficar do outro lado do laço de qualquer outra pessoa. Havia tantas tomadas que tivemos que fazer com o laço, que na verdade era tipo um tubo aceso. E tanto trabalho com cabos de verdade e é meio que tão complexo, mas [prático] sem sequências com tela azul.

Com seu tom brilhante e ação em grande escala, MM84 sempre foi pretendido para ser um filme de verão, motivo pelo qual Jenkins ficou tão feliz com a mudança inicial de novembro para junho. Agora, esperamos, preparados, desejando que ele se atenha a data de agosto. “É uma coisa grande e estranha ir de trabalhar nele sem parar por três anos para ficar sentada na minha casa e lavando louça, como se ninguém jamais viu o filme,” pondera Patty Jenkins. “É muito estranho.

Quando a Total Film falou pela última vez com a diretora em janeiro, ela disse que tinha uma ideia para um arco para um terceiro filme da Mulher-Maravilha (assim como um filme derivado das Amazonas), mas que esperaria que a poeira de Mulher-Maravilha 1984 baixasse, antes de retornar para ele. Será que o tempo de quarentena imposta fez essa ideia se difundir ainda mais? “Eu realmente apertei o botão de pausa,” ela diz. “Porque a verdade é que de onde esse enredo vinha era o nosso estado de ser há seis meses. Assim, quero ter certeza de que estou absorvendo totalmente qualquer que seja o resultado dessa pandemia. Não vamos começar a trabalhar nesse filme imediatamente. Espero fazer este filme das Amazonas antes do terceiro Mulher-Maravilha. E posso não fazer nenhum deles. Você nunca sabe o que vai acontecer neste mundo, sabe? Mas sim, acho que a trama permanecerá muito parecida, provavelmente. Mas quero ter certeza de que seja influenciado por tudo isso.” Diana Prince contra as forças caóticas e destrutivas de 2020? Sabemos do lado de quem estamos.

Filmes preferidos dos anos 1980

Gal Gadot: “De Volta Para o Futuro era dos anos 1980? Então escolherei A Princesa Prometida.

Patty Jenkins: “Deixe-me pensar sobre o que eu diria no meu auge… Acho que teria que ser E.T. – O Extraterrestre.”

Chris Pine: “Um preferido é muito difícil. Mas Curtindo a Vida Adoidado continua sendo um dos mais.

Pedro Pascal: “Poltergeist, vi tantas vezes no cinema. Quando eu era criança eu era todo sobre o Spielberg.”

Kristen Wiig: “Provavelmente Gatinhas e Gatões… Desculpe, quero mudar o meu para O Clube dos Cinco!

Dourado impressionante

A figurinista Lindy Hemming revela o novo visual brilhante da Mulher Maravilha…

Dando asas: Se você tivesse que fazer um par de asas com as quais ela voasse, tudo bem, mas Patty queria que as asas se tornassem ‘uma formação de escudos de uma mulher para que ninguém pudesse atacá-la’. Portanto, existem vários conjuntos de asas, algumas têm gaiolas atrás delas para que Gal possa ser gravada entre elas.

Entrando e saindo: Quanto tempo levava para vestir a Gal? Não demorava muito, porque não podia. Ela podia usar parte da armadura, assim ela poderia ter as pernas livres, enquanto estava sendo filmada da cintura para cima. E as asas seriam retiradas quando não fossem necessárias, o que era frequente. Ela conseguia sair disso tudo muito rapidamente.

O caso do elmo:O elmo estava desenhado nos quadrinhos. Estávamos procurando por capacetes de moto. Estávamos procurando em tudo. Então, parti na direção que era uma uma águia abstrata. Ela está lá, se quiser ver, mas o que eu realmente queria era que ele se parecesse com um capacete esportivo muito legal.

Grande design:Não poderia ser uma armadura desajeitada [da era] arturiana. Tudo na mulher amazona é que suas roupas não são reveladoras, mas sim como roupas esportivas. Elas são capazes de se mover nelas e fazer qualquer coisa nelas. E depois, acrescente a isso o elemento que deve ser de alguma forma mágico, essa armadura.

Pedaço por pedaço: É como o traje do Batman ou qualquer coisa: só peças pequenas. Uma articulação tipo tatu significa que a pessoa pode se mover, torcer e girar, e ela retornará à sua posição anterior. Dito isto, ela não era agradável de se vestir – e nenhuma armadura de nenhum tipo é!

Uma jogada de Mugler:Pesquisei a história das guerreiras e rainhas. Além disso, pesquisei na moda. Pesquisei muitas pessoas que fazem roupas que abraçam o corpo. Meu principal ponto de referência foi Thierry Mugler. Ele sempre faz as mulheres parecerem realmente fortes, mas bonitas e sexy ao mesmo tempo.

Camadas escondidas:Existe uma roupa de baixo fantástica. O tecido foi fabricado por uma impressora de tela. São todos minúsculos painéis de uretano que são aplicados a um macacão, na verdade. O efeito foi parecido com a cota de malha inicial, quando eles não usavam corrente; na verdade eles usavam pequenas placas de couro ou pequenas placas de metal.

Tudo é dourado:Sentei-me com meus desenhos e com Pierre Bohanna – ele é a melhor pessoa da Grã-Bretanha – e ele conseguiu criar o que estávamos desenhando, mas como itens 3D que poderiam ser impressos. Daí todos esses painéis foram folheados com a aparência de ouro líquido e montados em uma forma do corpo da Gal em poliuretano.

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Traduzido e adaptado por Gal Gadot Brasil. Por favor, dê os créditos ao utilizar esta tradução.