Gal Gadot estampa a capa da edição norte-americana de junho de uma das mais conhecidas revistas no mundo, a Marie Claire. Acompanhada de uma sessão de fotos belíssima, a atriz fala sobre sua carreira, seu filme que estreia em junho e, principalmente, o poder das mulheres. Confira o teaser da matéria traduzido e, logo abaixo, as fotos e os bastidores da sessão fotográfica.

Não é surpresa: Gal Gadot detona o verão

Este mês, a Mulher-Maravilha finalmente ganha seu próprio filme e nossa estrela da capa (ex-rainha de concurso de beleza, ex-treinadora de combate) está segurando o laço da verdade

Por Allison Glock, com fotos de Tesh

É um agitado horário de almoço no Chateau Marmont, quando Gal Gadot chega, parando brevemente no pátio para abraçar um amigo, antes de encontrar o lugar dela. Conforme ela se senta, outro conhecido aparece para admirar suas botas da Burberry e, então, ficar por lá. Gadot, de 32 anos, graciosamente aceita o elogio, alisando o suéter dela sobre suas calças pretas da Woldorf e se encostando para trás com um suspiro familiar para qualquer mulher que já esteve em seu terceiro trimestre. (A filha dela Maya nasceu em março, se juntando a sua irmã mais velha Alma, de cinco anos.)

O cabelo dela está para trás, em um rabo de cavalo justo, olhos com delineador preto. A aparência dela, chique e cosmopolita, é um contraste refinado à cena de LA (onde muitos adultos ainda parecem competir sobre quem gasta mais para se vestir como uma criança). Quando o visitante finalmente deixa a mesa, Gadot se encolhe, envergonhada pela atenção não solicitada.

Quando eu cheguei em Los Angeles, eu não conseguia entender as pessoas,” ela diz honestamente. “Eu sempre achava que havia entrelinhas.” Essa opacidade é ausente em seu país de origem, onde ousadia sem filtro toma conta do dia. “Em Israel, as pessoas têm audácia,” ela afirma, levantando um punho. “As pessoas têm problema com isso, mas eu prefiro isso a jogar jogos. Aqui, todos ficam ‘Te amamos, você é tão maravilhosa.’ Eu prefiro saber a verdade, sem perder tempo.”

É essa franqueza que faz de Gal Gadot o melhor tipo de garota, uma mulher com coragem e sem tempo para besteiras. Você vê isso nas aparições públicas dela, onde ela não perde tempo em falar o nome de suas colegas do sexo feminino. Você ouve isso da diretora de Mulher-Maravilha, Patty Jenkins, que chama Gadot de uma das mulheres mais genuínas e verdadeiras que ela já conheceu. Você sente isso quando Gal Gadot encontra você pessoalmente pela primeira vez e te dá um abraço de urso, mesmo estando grávida de oito meses, um estágio em que a maioria das mulheres não querem nada, muito menos ninguém, tocando o corpo delas. Um corpo que, gravidez de lado, foi sujeito a críticas públicas desde a escolha de Gal Gadot como Mulher-Maravilha.

Confira alguns destaques da entrevista com Gal Gadot que estará na edição de junho, nas bancas em 16 de maio.

Sobre ser uma mulher confiante:Minha mãe criou minha irmã e eu para sermos mulheres confiantes com aspirações. E eu sempre me senti capaz. Não estou dizendo que eu sou mais forte do que a maioria dos homens… mas todos nós temos cérebros iguais e conseguimos alcançar as mesmas coisas.

Sobre a vida em Los Angeles vs Israel: Quando eu cheguei em Los Angeles, eu não conseguia entender as pessoas. Em Israel, as pessoas têm audácia. As pessoas têm problema com isso, mas eu prefiro isso a jogar jogos. Eu prefiro saber a verdade, sem perder tempo.

Sobre lidar com a adversidade:Eu não gosto de conflito em minha vida. Diferente da Mulher-Maravilha, eu não luto, (mas) lutarei pelo bem.”

Sobre a esperança dela quanto aos direitos iguais para as mulheres: Há um longo caminho a percorrer até que possamos fazer com que o gênero não seja um problema. eu não sei se isso vai se quer acontecer. Espero que aconteça, pois a vida seria muito mais legal e menos complicada, então. Também para os homens, aliás.

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