Gal Gadot esteve em Israel para promover a nova coleção da Reebok

Haaretz pode conversar por cinco minutos com a atriz de Mulher-Maravilha sobre o feminismo e seus próximos projetos, na última semana (27 de junho). A atriz também falou sobre ser uma inspiração para a próxima geração, durante o breve papo que aconteceu no evento da loja da Reebok, em Tel Aviv.

Gal Gadot, que se mudou para Los Angeles, é a embaixadora internacional da marca por mais de um ano. Assim, ela chegou à Israel para um evento público de lançamento da nova coleção da Reebok. De início, a atriz enfrenta uma série de entrevistas particulares com dezenas de pessoas com facilidade e paciência, ela responde retoricamente a questões difíceis no campo do preparo físico, lidar com os paparazzi e sentir falta de Israel, terminando cada frase com um gracioso movimento de lábios, um tipo de marca registrada. A última entrevista, feita em inglês, faz com que ela se perca por um momento.

Seu sotaque israelense é um assunto um pouco sensível e algo que a tem atormentado um pouco, após o filme Mulher-Maravilha. “No início, eu era muito sensível quanto a isso. Mas sinto que isso não é apropriado. Acho que, no final das contas, essa é quem eu sou. Eu estou lá e comigo está o meu sotaque, também. Eu passo por lições de dicção para alguns projetos, mas prefiro pensar que os meus erros de inglês são bonitinhos. Além disso, é um ótimo quebra-gelo.

Sobre o movimento MeToo, a atriz acha que é cedo demais para elogiar a revolução dele. “É apenas o começo. Como qualquer mudança real, as coisas começam muito intensamente, mas daí o gráfico se equilibra e vai para o meio. Ele não está estagnado, está seguindo em frente. É um assunto relevante e popular. Eu passo a maior parte do meu tempo em Los Angeles e ele está completamente ativo lá.

Você se define como uma feminista?
Sim, sem dúvida. No fim, estamos aqui e podemos viver as nossas vidas como queremos, podemos dirigir, votar, decidir quando queremos ter filhos e assim por diante graças àquelas mulheres que trilharam o caminho por nós. Não sei se estou trilhando esse caminho, mas eu certamente celebro essa coisa, esse lugar de independência feminina, poder feminino e habilidade feminina.

Você gostaria de quebrar a fronteira do gênero de ação? Você não tem medo de ficar presa num único gênero?
Meu marido Yaron e eu temos uma produtora que está desenvolvendo mais de 15 projetos diferentes. Há algumas coisas nas quais eu atuarei no futuro e a maioria delas não é do gênero de ação ou fantasia, como a série da Hedy Lamarr. Devo dizer que gosto dos dois mundos. Em setembro, gravarei um filme com Kenneth Branagh chamado Morte no Nilo, baseado no livro da Agatha Christie. Isso é algo inteiramente diferente, mas eu também gosto de interpretar a Mulher-Maravilha.

Na segunda parte do evento, Gal Gadot sobe ao palco onde é entrevistada por Mali Levy. A atriz fala sobre como o seu relacionamento com a Reebok surgiu, como ela se identifica com a mensagem da nova campanha da marca, quais são os seus modelos preferidos da nova coleção e, claro, qual é a sua rotina para se manter em forma. Ela relembra a sua rotina de treino para Mulher-Maravilha, “Eu tive que ganhar 7kgs de massa muscular. Eu tinha que comer muita proteína, comida e coisas do tipo e queimá-las nos músculos. Mas valeu a pena. No final, você acaba gostando.” Quando não está se preparando para gravar, ela treina três vezes na semana, principalmente Pilates. Quando está se preparando para gravar, ela treina duas horas na academia.

Levy pede que Gal Gadot mande uma mensagem para as meninas que as veem como inspiração, “Primeiro de tudo, obrigada,” ela diz com modéstia. “Eu sempre me senti desconfortável ao ouvir isso. Se eu pensar nisso através dos olhos da mãe da Maya e da Alma, então, a primeira coisa é amar a nós mesmos, acreditar em nós mesmos, seguir o nosso caminho. Eu posso dizer da minha experiência pessoal que o meu caminho foi cheio de rejeição e negativas e ‘Seu sotaque não é bom o suficiente’ e ‘Você é muito disso.’ Para quebrar isso, eu tive que neutralizar todo o barulho e ir com o que eu dizia para mim mesma, com os meus instintos. Para a Alma, Maya e todas as outras garotas, quero dizer para ouvirem a sua voz interior, para não desistirem de vocês mesmas, parar perseverarem no que fizerem e curtirem o caminho. Podemos fazer tudo. Falamos muito sobre isso.

Tradução e adaptação: Gal Gadot Brasil. Com informações de Haaretz.