Em 11 de novembro, Gal Gadot e Kumail Nanjiani (Doentes de Amor) gravaram o episódios deles da série do Variety, Actors on Actors. O episódio completo será exibido apenas em janeiro de 2018, mas uma prévia da conversa dos atores foi divulgada pelo Variety e pode ser conferida a seguir.

Kumail Nanjiani: Como você acabou interpretando a Mulher-Maravilha? Como isso aconteceu?

Gal Gadot: Foi tipo, uma coisa levou a outra. Eu nunca planejei em me tornar uma atriz, mas eu tive a oportunidade quando esse diretor de elenco voou para Israel. Ela estava procurando por uma nova Bond Girl. Eu fiz o teste, não consegui o papel, mas durante essa experiência eu fiquei, “Isso é tão mais interessante do que ir a faculdade de direito.”

Nanjiani: Você esteve na faculdade de direito?

Gadot: Sim, eu sei. Ainda bem que a vida te interrompe e entra no meio. Foi estranho, pois eu não sabia que eles estavam me testando para Mulher-Maravilha. Eu sabia que era para um projeto secreto.

Nanjiani: E eles ficaram, “E ela tem um laço mágico?”

Gadot: Não, nada. Eu li cenas de Pulp Fiction: Tempo de Violência para os testes. E eles me disseram que queriam que eu fosse para Los Angeles, para fazer um teste de câmera. Eu fiquei, “Legal. Eu vou. Mas para o que é?” Aí o Zack Snyder, nosso diretor, me ligou e disse que era para a Mulher-Maravilha. Mas espera, eu li que você também não queria ser um ator. O que você está fazendo aqui?

Nanjiani: Eu não sei o que aconteceu. Foi um grande erro. Meus pais queriam que eu fosse médico.

Gadot: Eles queriam que eu fosse adovgada. Temos muito em comum.

Nanjiani: Ambos somos imigrantes. Interpretamos imigrantes em nossos filmes.

Gadot: Ambos somos perguntados a todo o momento, “Como eu pronuncio o seu nome?”

Nanjiani: Então, eu decidi bem cedo que eu não queria ser um médico, porque os riscos são grandes. Tipo, se a gente erra, temos outra tomada. Com um médico, o pior dos cenários é muito pior, né? E eu meio que me apaixonei pela comédia. Do stand-up, foi para o roteiro e aí para a atuação. A primeira coisa em que eu atuei que eu escrevi foi uma série chamada Michael and Michael Have Issues. Eu fiquei tipo, “Ai, meu Deus, isso vai ser a minha vida. Isso vai ser demais,” durou seis episódios. De verdade, eu estive no lugar certo, no momento certo, diversas e diversas vezes.

Gadot: Posso me identificar com estar no lugar certo, na hora certa. Acho que esse filme, esses tipos de filmes, estão atrasados. Eles precisavam ter sido feitos há muito tempo. A oportunidade veio e eu estava pronta, e eu estava lá quando aconteceu e tive sorte.

Nanjiani: Me sinto muito privilegiado em poder interpretar, como um homem de cor, um tipo de papel que nós realmente não temos visto muito na cultura pop americana. Acho que a resposta é que temos que mostrar que não há uma imagem real de pessoas de cor. Queríamos apenas contar a nossa história, mas tem sido interessante você ver um cara de cor em uma comédia romântica. Acho que ver pessoas de cor em contextos diferentes na América só vai mostrar as pessoas… que eles são pessoas. Minha esposa queria ter um site chamado Muçulmanos se Divertindo e é apenas imagens de muçulmanos tomando sorvete ou andando em montanhas russas. Você não vê isso muito. Tipo, você pode interpretar essa super-heroína poderosa e incrível. Você deve ter uma base de fãs tão interessante e empolgante.

Gadot: Eu fico muito emocionada e animada quando são criancinhas. Para eles, não sou a Gal. Para eles, sou a Diana. Sou a Mulher-Maravilha. É curioso como este filme foi tão amplo, tocou pessoas diferentes, idades diferentes, culturas diferentes. Recebi fotos de pessoas com quem trabalho ou de amigos que os avós foram assistir ao filme na cadeira de rodas e tudo mais. Tem sido realmente extraordinário. Agora, no olho da tempestade, eu gosto e agradeço os comentários surpreendentes. Mas acho que vai me levar tempo para realmente digerir e perceber o que está acontecendo.

Nanjiani: A foto sua com a garotinha vestida de Mulher-Maravilha, como ela pode ver essa cena de todas essas mulheres poderosas em cavalos e essa batalha épica de super-heróis, mas elas são todas mulheres poderosas. E, para ela, isso será normal, o que é realmente formidável.

Gadot: O que eu amo. Tendo duas filhas, eu posso apenas esperar que isso não seja uma moda. Agora, por termos nos saído bem nas bilheterias, espero que haja mais histórias lideradas por mulheres que todos possam aproveitar, pois, no fim do dia, eu desfrutei de tantas histórias lideradas por homens. Estamos falando de representação, na Terra existe 50% de homens e 50% de mulheres, e deveria ser o mesmo nos filmes, na TV, em todos os lugares.

Confira as fotos da conversa de Gal Gadot e Kumail Nanjiani em nossa galeria.

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