Na tarde do dia 23 de maio, Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen e Patty Jenkins estiveram em Nova York, no AOL Build, para uma sessão de perguntas e respostas sobre Mulher-Maravilha. A conversa durou cerca de 30 minutos e contou com a exibição do último trailer divulgado do filme.

Confira o resumo dos melhores momentos da conversa.

Patty, qual foi a sua opinião sobre o material, sobre o filme?

Patty Jenkins: As pessoas ouviram que eu estava conversado com a Warner Bros sobre o filme há muito tempo. O que mais me animava na Mulher-Maravilha, além de eu ser uma grande fã, é que eu amo o grande gênero clássico de super-herói. Os filmes grandes e épicos que te fazem sentir tudo, como Superman I, com Christopher Reeves, fez comigo. Então, eu disse, ‘É isso, cara. É isso. Ela é a a maior heroína do nosso tempo. Então, eu só queria ir atrás disso. E foi isso, fazer o maior e mais belo filme que pudéssemos.

Parece que você também gosta dos grandes filmes de espião e de guerra. Você, com certeza, misturou os gêneros épicos nesta história de super-herói.

Patty Jenkins: Nós tínhamos consciência disso. Nossos critérios para ele era Superman I, que se junta a Indiana Jones, vira Casablanca e continua um ótimo filme de super-herói.

Gal, há quanto tempo você foi escolhida como a Mulher-Maravilha?

Gal Gadot: Há 3 anos.

E o que eles te apresentaram quando você foi escolhida? Eles disseram, ‘Você vai ser a Mulher-Maravilha, isso é o que temos para você fazer ao longo dos próximos 25 anos’? Ou seja por quanto tempo eles te contrataram.

Gal Gadot: É mesmo? Eles te falaram isso?

Estou achando que foi o que eles falaram.

Gal Gadot: Está bem. Não, para começar, eu conhecia a Mulher-Maravilha, mas não sabia muito sobre ela. Então, quando eles me escolheram, eu recebi duas caixas gigantes cheias de revistas em quadrinhos e outros materiais sobre a Mulher-Maravilha e eu estudei ela. Mas quando eu gravei a Mulher-Maravilha pela primeira vez para Batman v Superman, eu meio que gravei o resultado final da personagem. Então, eu construí a história dela sozinha e para mim.

Quando você gravou Batman v Superman, você não ficou procurando por um roteiro para algo de Mulher-Maravilha?

Gal Gadot: É, não. Ainda não tínhamos o roteiro para a história da origem dela. Nada disso existia. Então, eu tive muita conversa criativa com Zack Snyder e nós estabelecemos essa personagem e sempre foi muito importante para mim, manter todas as qualidades femininas nela, mesmo ela sendo super forte e poderosa. Mas, definitivamente, foi uma alegria explorar a história dela completamente.

Isso é uma comédia do tipo peixe fora d’água, quando você vai para 1918. Você esperou fazer esse tipo de comédia com Diana, depois de ter gravado Batman v Superman?

Acho que isso é uma grande parte do que faz esse filme tão charmoso, mágico e divertido. Acho que o fato de ela vir desse mundo maravilhoso e magnifico de Themyscira, ter sido criada por mulheres e só saber isso, e tudo estar em harmonia e em paz. Então, ela encontra este homem que vem de um mundo completamente diferente, onde a guerra está acontecendo e as pessoas têm essas regras sociais, gênero é uma questão, etc, etc, etc. Acho que, uma vez que esses dois mundos se encontram, cria esses problemas de comunicação importantes. O que nós tivemos a todo o momento, porque eu fiquei falando hebreu e, às vezes inglês, então eu fiquei falando coisas engraçadas durante toda a gravação. Mas, falando sério, acho que é tão charmoso e tão novo, também. No começo, estávamos preocupados, como você realmente lida sobre falar do feminismo e sobre gênero e essas coisas sem deixar muito exposto. A coisa linda que Patty e os roteiristas descobriram foi que, uma vez que isso deixa de ser uma questão, uma vez que ela está completamente alheia ao gênero, as regras da sociedade ou como devemos nos comportar, aí fica interessante. Aí surgem as piadas engraçadas que são do tipo, “por que eu não posso estar com, sei lá, os diplomatas?”. Foi muito engraçado e novo.

Vamos falar das cenas de ação. Elas são muito diferentes de qualquer outro filme da DC ou de filmes de super-heróis. Há algo na parada do tempo, que você faz, nessas sequências de ação. O que te inspirou a fazer isso?

Patty Jenkins: O que foi interessante sobre esse filme foi, na verdade, onde o ponto de vista realmente está. Não sou a primeira a fazer isso, as pessoas já fizeram isso, mesmo nos filmes de super-heróis. [Aqui], mais extremo do que geralmente é feito, este filme é contado do ponto de vista da Diana. Trata-se da jornada da Diana de querer ser uma heroína, uma garotinha que quer ser heroína pelo mundo, aprendendo o que é ser um herói. Então, o ponto de vista de qualquer sequência de luta era o que estava acontecendo a perspectiva dela durante aquela luta, sobre o que ela está aprendendo, o que ela está vendo ou o que ela está sendo habilitada a fazer. Dá para notar na primeira batalha que vemos, aquela batalha não é sobre quem vai ganhar. É, mas não é. É sobre uma garota que assistiu essas amazonas treinarem a vida toda e ser tão romantizado, porque elas não estão lutando contra ninguém. Elas são completamente capazes e habilidosas, e a mãe dela está sempre dizendo que ela não quer aquilo para ela. E ela só pergunta o por quê, pois aquilo parece incrível. Aí vemos o por quê não. Aí, a batalha começa e ela vê essas amazonas se transformarem em algo diferente e acontece tão rápido. Então, trata-se de alguém vendo o estado de guerra e se envolver. É sobre ver o estado de guerra pela primeira vez, de pessoas que você está familiarizada. E também é sobre como elas lutam diferente do que você já viu.

Você foi parte de Batman v Superman e esteve em alguns filmes de Velozes e Furiosos, mas nesse você é a principal e não é só um filme de super-heróis, é um que tem integridade e que pensa no feminino, e deveria, por que é a Mulher-Maravilha e a Mulher-Maravilha foi influenciada por feministas daquela época. Quando o filme estiver finalizado, e Patty faz um trabalho ótimo, como é, para você, assisti-lo? Você não está apenas assistindo você interpretar uma super-heroína, você está se assistindo interpretando uma boa heroína em um filme bom, que são cada vez mais raros. 

Gal Gadot: Terei que esperar e ver. Eu assisti o filme algumas vezes, mas ainda não assistimos a versão final do filme. No momento, é extraordinário. No momento, parece que este projeto foi uma grande família feliz, uma comunidade de pessoas que chegavam para trabalhar, mas que não parecia trabalho. Nós gostávamos de trabalhar juntos, trabalhar nesta personagem e trazer ela a vida. E ficávamos dizendo, muitas vezes, ‘Nossa, isso será incrível. Nossa, mal podemos esperar para as pessoas verem. Nossa, mal podemos para compartilha isso com todo mundo.’ E acho que só pela resposta e comentários que recebemos até agora, é super extraordinário. Estou tão agradecida e quase parece que fizemos uma coisa maior do que a gente achou que faria, mesmo dando o nosso melhor. Até agora, é ótimo. É muito para processar.

Você é uma mulher no primeiro filme grande (de uma super-heroína) e é uma modelo para muitas garotinhas. Quais valores você espera que elas possam tirar do filme ou reproduzir?

Gal Gadot: Acho que, como a Patty falou antes, esse filme é a história de uma menina que sonha em ser uma heroína. Então, posso apenas esperar que elas sintam que elas mesmas possam ser heroínas, que elas se sintam sem limites, sintam que elas possam sonhas e seguir os sonhos delas, por mais brega que isso seja. E espero, também, que elas apenas curtam o filme. Fiquem encantadas por ele.

O quanto esse papel exigia fisicamente de cada um de vocês?

Gal Gadot: Muito. Sabe, esse personagem é tão icônico e era muito importante, para mim, interpretá-la da melhor forma que eu podia. Força e poder são coisas muito difíceis de se fingir. Eu treinei por 5 ou 6 meses antes das gravações. Fiz muito… 2 horas, como Connie disse, de coreografia de luta, 2 horas de academia, 2 horas de andar a cavalo. Por 6 meses, foi muito, todos os dias. E foi isso. E eu comia o tempo todo.

Farei a última pergunta para você, Gal, considerando que você é a Mulher-Maravilha. O que você espera que as pessoas mais tirem desse filme.

Gal Gadot: Nós deixamos o cinismo de lado, nós voltamos para os valores simples, para a simplicidade, para valores que, como o Chris mencionou, são muito valiosos e especiais no momento. É o amor, a compaixão, a aceitação, a justiça, a verdade, a paz. Espero que esse filme faça as pessoas olharem para dentro e serem melhores, serem boas.

O vídeo do painel completo, sem legendas, e as imagens podem ser conferidos abaixo.

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