Exclusivo: Gal Gadot e a nova heroína universal

Por M.L.S.

10 perguntas com a atriz que estrela no primeiro filme dedicado a super-heroína do universo da DC Comics que tem um avião invisível e um par de braceletes a prova de balas que todas nós queremos.

Qual é a sua primeira lembrança da personagem da Mulher-Maravilha?
Quando eu era pequena, a Mulher-maravilha já era uma personagem conhecida, então eu sempre soube dela, mesmo durante a época em que eu não era fã de histórias em quadrinhos.

O público adorou as suas cenas em Batman v Superman: A Origem da Justiça. Essa reação positiva impactou de alguma forma a maneira como você trabalhou a personagem?
No final do dia, me senti extremamente sortuda e muito, muito grata pelo fato de o público ter gostado da personagem de uma maneira tão bonita. Mas, enquanto eu seguia para o próximo filme, Mulher-Maravilha, me concentrei em fazer da personagem o melhor que ela poderia ser. Pois quando você tenta agradar ao público, quando você tenta satisfazer a todos, você abre mão da sua verdade. E nunca todo mundo está feliz. Então, no meu caso, eu prefiro me apegar ao que acredito, à minha verdade e a trabalhar com o que eu acredito ser melhor para a personagem, assim como fiz com Batman v Superman.

Eu sei que entrar em forma para fazer Mulher-Maravilha deve ter sido um grande desafio, mas como você se preparou mentalmente e emocionalmente para interpretar a personagem?
Eu estava muito animada para fazer um filme solo da Mulher-Maravilha. Eu estava muito curiosa sobre como devíamos contar a história dela, porque seria a primeira vez que interpretaria um papel tão importante. Então, de vez em quando, me sentia como uma menininha escalando o Monte Everest, tentando descobrir a melhor maneira de chegar ao topo. Eu estava muito nervosa! Mas, ao mesmo tempo, eu tinha essa força interior positiva de que tudo ficaria bem. Felizmente, sou o tipo de pessoa que reage bem as situações estressantes e conseguimos o que queríamos. Tive muita sorte de trabalhar com pessoas que estavam na mesma sintonia, no aspecto criativo e com a qual eu tinha química. Tudo isso fez gravar o filme ser uma experiência maravilhosa.

Qual foi mais desafiador em seu treinamento físico?
A coisa mais difícil não foi uma em específico, mas o volume acumulado. Eu não só tinha que ir à academia para treinar durante duas horas todos os dias, depois eu tinha que andar a cavalo por duas horas e, então, eu tinha que voltar para a academia para praticar artes marciais por mais duas horas. E essa foi a minha rotina seis dias por semana. Honestamente, foi cansativo, mas depois de dois meses e meio eu realmente comecei a apreciá-lo. No entanto, começar com esse nível de treinamento foi difícil.

Mulher-Maravilha tem muitas cenas de ação complicadas, mas elas sempre estão acompanhadas de emoção e geralmente são momentos nos quais alguns detalhes do caráter emocional do personagem são revelados, como você acha que essas cenas ajudam a moldar a personagem da Mulher-Maravilha?
Sempre procuramos pelo momento que estabeleceu esse tom emocional de cada cena de ação. Nossa diretora, Patty Jenkins e eu, gostamos muito de fazer isso, porque cada ação é o resultado de um processo interno e cada ação tem emoção, seja excitação ou euforia, estresse ou nervosismo. Era muito importante ajustar o tom emocional subjacente de cada ação.

Você mencionou a diretora Patty Jenkins… Você trabalhou com Patty Jenkins, em Mulher-Maravilha, logo depois de trabalhar com o diretor Zack Snyder, em Batman v Superman, e antes de se reunir com ele para Liga da Justiça. Conte-nos como foi trabalhar com Patty e com Zack.
Deixe-me começar dizendo que eu amo os dois. Ambos são tremendamente talentosos e bons contadores de histórias. Claro, cada um tem um estilo próprio. Como trabalhei com Patty em um filme solo da Mulher-Maravilha, a colaboração durou mais tempo, trabalhamos juntas por mais de nove meses. Com Zack, a Mulher-Maravilha era apenas um dos vários personagens em Batman v SupermanLiga da Justiça. Acho que Zack tem um lindo estilo cinematográfico, diferente de tudo o que ele havia experimentado anteriormente. Com Patty, tudo tem  a ver com o coração da história dessa personagem e como tornar o espaço emocional tão específico e claro quanto possível.

O que você acha que Chris Pine, que interpreta Steve Trevor, traz para a dinâmica dos personagens de Diana e Steve?
Chris traz o melhor: um bom senso de humor. Nós tínhamos uma química fenomenal e nos fazíamos rir durante toda a produção. Ele é um cara muito divertido para trabalhar e e para estar junto. O senso de humor dele é uma boa parte de seu relacionamento com Diana.

As cenas que deveriam se passar na ilha de Themyscira foram registradas na costa de Amalfi, um dos lugares mais bonitos do mundo. Como foi a experiência de gravar lá?
Incrível. Adorei tudo em Londres, que é uma das minhas cidades preferidas, mas estava muito frio. Então, depois de ter gravado em Londres, ir para a Itália no verão foi a melhor coisas que poderia ter acontecido comigo. Estava onde eu queria estar, próxima ao oceano. O sol estava radiante, então eu era a garota mais feliz de toda a cidade. Além disso, na costa de Amalfi gravamos algumas das maiores e mais difíceis cenas de ação que já vi. Havia umas 100 lindas mulheres, fortes em uma atitude brutal, montadas em cavalos e lutando. Foi muito divertido, foi como acampar, adorei.

Como você se sentiu quando a personagem de Diana chega a Londres em seus trajes do início do século XX?
Eu adoro vestir essas roupas. Eu realmente gosto de ver dramas históricos que exigem um certo tipo de roupa. Gostei muito que Mulher-Maravilha foi um filme de época, fiquei fascinada com a forma como foi projetado.

O que você quer que o público leve para casa depois de assistir o filme Mulher-Maravilha, que estreia em junho?
Espero que eles gostem do filme. E depois de vê-lo, eu mesma, que sou a minha mais feroz crítica, achei fantástico. Todo o sangue, o suor e as lágrimas valeram a pena. Mulher-Maravilha tem tudo: enormes sequências de ação, uma bela história de amor e uma mensagem de esperança, amor e coragem que todos podem apreciar.

Tradução e adaptação: GGBR

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